Nota de Repúdio do Movimento Negro Alagoano

1 de março de 2021 Deixe um comentário

No dia 21 de janeiro de 2021, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, Maceió acordou com o nome da Praça Dandara dos Palmares, no Diário Oficial, sendo substituída para Praça Nossa Senhora da Rosa Mística. A iniciativa se tratava do Projeto de Lei nº 7.473, de autoria do vereador Luciano Marinho, que demonstra racismo e descaso com a história do povo negro alagoano.

A praça, localizada no bairro da Jatiúca, recebeu o nome de Dandara dos Palmares, após a sanção da Lei Municipal nº 4.423/95 e desde a sua criação, há 25 anos, é tida como espaço de reconhecimento da trajetória de líderes negros.


Após várias mobilizações do Movimento Negro e da apresentação de queixa por parte do Instituto do Negro de Alagoas (INEG-Al), junto ao Ministério Público Estadual de Alagoas, no mesmo dia em que ocorreu a ação arbitrária de mudança de nome, dia 21 de janeiro, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC),
ouviu a queixa do movimento negro e tornou sem efeito a sanção da lei que alteraria o nome da Praça Dandara dos Palmares.


Na persistência de apagamento da nossa história, no dia 24 de fevereiro de 2021, o Movimento Negro de Alagoas recebe a notícia de mais um ataque. O vereador Leonardo Dias encabeça a proposta de mudança de nome da Praça
Dandara dos Palmares, acrescentando a mudança de local. E, novamente, sem o consentimento e consulta pública junto ao Movimento Negro e a sociedade civil.

É inaceitável essa postura de imposição de poder, confirmando o racismo estrutural e institucional. Queremos respeito ao patrimônio histórico-cultural por toda luta e resistência contra a escravidão que Dandara representa, sendo uma líder emblemática do Quilombo dos Palmares. Cabe ressaltar que estamos buscando garantir nossos direitos e a preservação da nossa história. Para tanto, estamos unidos enquanto movimento negro; o Fórum Afro de Maceió, no dia 27 de janeiro, esteve em reunião com a presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), Mirian Monte, para discutir e apresentar pautas, visando a relevância de uma calendário municipal de valorização permanente da tradição da cultura negra, ressaltando a ocupação com a realização de atividades na Praça Dandara, bem como em outros espaços públicos.

Também, estamos reivindicando, junto ao Legislativo Municipal, a manutenção do nome e local original, da Praça Dandara dos Palmares, quando tivemos no último dia 24 de fevereiro, reunião com a vereadora Teca Nelma, que
demonstrou apoio a causa, se disponibilizando a fortalecer ações para a população negra, ao exemplo da realização de uma audiência pública. A luta pela garantia do nome da praça está atrelada à cobrança pela revitalização e preservação dos espaços da memória preta da cidade. E, chamamos atenção para a necessidade de mais políticos comprometidos em manter o patrimônio histórico e negro vivo, afinal a Câmara de Maceió é composta por 25 vereadores eleitos, além dos quadros que compõem o governo.

É fundamental reconhecer a importância de quem fez e faz esse país, para que as próximas gerações não reproduzam a lógica colonial racista. Portanto, não vamos nos calar! Não vamos aceitar que sejamos deslegitimados! A Praça Dandara Resiste, Ontem, Hoje e Sempre!

Assinam esta Nota de Repúdio:

  1. Abadá Capoeira
  2. Abassá de Angola oyá Igbale
  3. Afoxé Ofá Omin
  4. Afoxé Oju Omim Omorewá
  5. Aliança Nacional LGBTI+
  6. Associação Àdapo da Comunidade Muquém de Remanescentes Quilombolas de União dos
    Palmares/AL
  7. Associação Cultural Capoeira Tradição
  8. Associação Cultural Meu Berimbau tem Vida
  9. Associação de Negras e Negros da UFAL – ANU
  10. Bancada Negra
  11. Banda Afro Afoxé
  12. Banda Afro Dendê
  13. Banda Afro Mandela
  14. Banda Afro Zumbi
  15. Batuque Empreendimentos
  16. Bloco Sururu da Lama
  17. Capoeira Zuavos
  18. Centro Cultural Bobo Gaiato
  19. Centro de Cultura e Estudos Étnicos ANAJÔ (APNs-AL)
  20. Centro de Educação Popular e Cidadania Zumbi dos Palmares – CEPEC
  21. Centro de Estudos e Pesquisa Afro Alagoana Quilombo
  22. Centro de Formação Social Inaê
  23. Cia. De Teatro e Dança Afro Aiê Orum
  24. Coletivo Afro Caeté
  25. Coletivo Cia Hip-Hop de Alagoas
  26. Coletivo de Apoio às Trabalhadoras e Trabalhadores – CATT
  27. Coletivo O “Quê” do Movimento
  28. Comissão de Defesa da Promoção da Igualdade Social OAB/AL
  29. Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial (Cojira /Sindjornal)
  30. Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas – CONEPIR
  31. Coordenação Estadual de CRQs de Alagoas Ganga-Zumba
  32. Coordenação Feminina Quilombolas de Alagoas – As DANDARAS
  33. Dagô Produções
  34. Formmer Afro
    35.Fórum Afro de Maceió
  35. Fórum de Saúde Mental de Maceió
  36. Grupo de Capoeira Águia Negra
  37. Grupo Coração de Mainha
  38. Grupo Gay de Maceió
    40.Grupo Afojuba
  39. Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB)
  40. Grupo Pau e Lata – Palmeira dos Índios
  41. Ilê Axé Ofá Omin
  42. Ilé Alàketú As Asé Shòróké
  43. Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá
  44. Ilê Egbé Àfàsókè Atílẹ́hìn Vodun Azírí
  45. Instituição Sócio cultural Acauã Brasil
  46. Instituto do Negro de Alagoas – INEG
  47. Instituto Mãe Preta
  48. Maracatu Baque Alagoano
  49. Maracatu Raízes e Tradições
  50. Massapê Corpo e Movimento
  51. Movimento dos Povos das Lagoas
  52. Movimenta Palmares
  53. Museu Cultura Periférica
  54. Negra-Mina Diversidade e Inclusão
  55. Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogunté
  56. ONG Ateliê Ambrosina
  57. ONG Axé Tribal
  58. ONG Patacuri Cultura e Formação
  59. Papo de Periferia
  60. Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
  61. Ponto de Cultura Quilombo Cultural dos Orixás
  62. Projeto Erê
  63. Quilombo de Capoeira Pôr do Sol dos Palmares
  64. Rede CENAFRO
  65. Rede de Mulheres Negras de Alagoas
  66. Rede Mulheres de Comunidades Tradicionais
  67. Terreiro de Umbanda Aldeia dos Orixás

Ato público por manutenção do auxílio emergencial e vacina acontece em Maceió

18 de fevereiro de 2021 Deixe um comentário

Dos casos confirmados, 68% são pessoas negras (soma de pretos e pardos segundo o IBGE)

Um ato público pela manutenção do auxílio emergencial e vacina para todos aconteceu na manhã desta quinta-feira (18), em frente da Assembleia Legislativa de Alagoas, na praça D. Pedro II – Centro, representantes de entidades integrantes da Coalizão Negra Por Direitos em Alagoas.

68% da população acometida pela Covid-19 em Alagoas são negras e 71% que vieram a óbito também são negros.

O ato simbólico acontece em 19 estados com o objetivo a defender a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia e por vacina para todos e todas pelo SUS.

De acordo com a jornalista e membro do Centro de Cultura e de Estudos Étnicos Anajô, Valdice Gomes, o documento elaborado pela Coalizão Negra é hoje, a maior articulação  do movimento negro no Brasil são 200 entidades participando e que vem denunciando o racismo e a falta de políticas públicas para a população negra no Brasil e do mundo.

A iniciativa foi justamente porque sabemos que diante das pesquisas a população negra é a mais afetada por essa pandemia, não só socioeconomicamente, mas também com a saúde, quem mais está infectada e e que mais morre da doença”, ressaltou Valdice.

Então no momento em que se discute redução do auxílio emergencial é um absurdo que a população tenha ainda que passar fome e mais dificuldade do que já está passando. O Brasil  já errou com relação a compra de vacinas, não tomou as providências necessárias, e agora estamos aí nessa segunda onda e a população morrendo. Então temos que lutar”, explicou.

Vanda Menezes, coordenadora do Movimento Coalizão Negra por Direitos, enfatizou que a falta do auxílio afeta principalmente os negros e o intuito é mobilizar deputados e vereadores para que se somem nesta luta e cumpram o seu papel. “É impossível sobreviver com R$ 200 por três meses, então nossa luta é que se estenda até o fim da pandemia. Nós queremos R$ 600 até o fim da pandemia, assim como o vacina que seja para todos pelo SUS”, declarou.

Ainda conforme Vanda Menezes, 68% da população acometida pela Covid-19 em Alagoas são negras e 71% que vieram a óbito também são negros.  “Queremos viver e ter comida na mesa, a nossa imunidade é importante para a sobrevivência”, destacou.

A manifestação faz parte de uma série de atos que a Coalizão Negra por Direitos realiza hoje em frente às Assembleias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais em todo o país.

COALIZÃO NEGRA

A Coalizão Negra por Direitos, uma organização composta por 200 entidades dos movimentos negros vai protocolar, nas casas legislativas, documentos que exijam a criação de ações de combate à miséria, como a implementação do auxílio emergencial estadual e municipal, a retomada do auxílio emergencial federal de R$ 600 até o fim da pandemia e a vacinação em massa para todas e todos pelo Sistema Único de Saúde.

O mundo ultrapassou a marca de 106 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 e mais de dois milhões e trezentos mil óbitos. No Brasil, oficialmente, passamos de 9,5 milhões de casos e mais de 230 mil vítimas fatais, número que corresponde a mais de 10% das mortes pela doença em todo o planeta. O Brasil é o segundo país no mundo que mais tem mortes em decorrência da pandemia. A cada grupo de mil pessoas, uma morreu por complicações causadas pelo novo coronavírus no país. A maioria dessas vidas poderia ter sido poupada, caso o governo brasileiro tivesse adotado os procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Um ato deliberado que conduziu uma tragédia humanitária, provocado por decisões políticas da presidência.

COVID EM ALAGOAS

Em Alagoas, dados do Informe Epidemiológico do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS-AL), de 16 de fevereiro, apontam que os casos confirmados de Convid-19 em Alagoas já somam 125.676, com 2.883 óbitos, sendo a maioria da população negra. Dos casos confirmados, 68% são pessoas negras (soma de pretos e pardos segundo o IBGE). Com relação ao número de óbitos, o índice de negros atingidos é ainda maior, chegando a 71% das mortes.

A subnotificação é uma realidade a ser considerada quando se trata dos números da Covid-19 no Brasil. Estudos apontam que as mortes provocadas pela doença são entre 30 e 50% superiores aos dados oficiais, considerando consistentes informações de que o vírus circula em território nacional desde novembro de 2019. Nesse período, houve um aumento de mortes provocadas por quadros de síndromes respiratórias. Além disso, muitos óbitos ocorreram nas residências das vítimas e muitas dessas não entraram nos registros oficiais. Dados do IBGE apontam que o país tem mais de 13 milhões de pessoas na extrema pobreza, aquelas que, de acordo com o Banco Mundial, vivem com até R$ 151 por mês. E quase 52 milhões na pobreza, com renda de até R$ 436 por mês.

RACISMO

A dinâmica de contaminação e mortalidade da Covid-19 espelha o histórico de racismo e segregação que se perpetua em nossa sociedade e se materializa na enorme desproporção, tanto em números de pessoas infectadas, como pela elevada mortalidade na comunidade negra urbana e rural. Somos nós, povo negro, moradoras e moradores de regiões periféricas, faveladas, quilombolas, pescadores e de comunidades tradicionais, ribeirinhas e em situação de vulnerabilidade social, sem dúvidas, o segmento populacional mais afetado pela doença.

Essa tragédia de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil é fruto da política de morte implementada pelo governo Bolsonaro. É uma agenda desse governo de extrema-direita, declaradamente racista e inimigo dos direitos humanos. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Conectas Direitos Humanos mapeou a resposta jurídica emitida pelo governo em relação à epidemia e concluiu que o governo atuou de forma efetiva pela disseminação do vírus e sob a liderança do presidente da república. O governo brasileiro incorreu em graves violações dos direitos humanos, muitas delas que reverberam em crimes de responsabilidade, e mostrou que essas violações tinham alvo: as populações negras e indígenas, segmentos historicamente invisibilizados pelo Estado Brasileiro. Foi com base nesses aspectos jurídicos e políticos que a Coalizão Negra por Direitos protocolou uma das dezenas de pedidos de impedimento do presidente Bolsonaro, ainda em agosto de 2020.

A Coalizão Negra por Direitos exige:

  • Ampla cobertura vacinal;
  • Imediata retomada do Auxílio Emergencial até o fim da pandemia e consequente aprovação de uma Renda Básica permanente, sem prejuízo do Bolsa Família;
  • Fortalecimento dos Benefícios de Prestação Continuada;
  • Atendimento a todos os protocolos de proteção determinados pela Organização Mundial de Saúde enquanto perdurar a pandemia;
  • Erradicação da política genocida do governo contra a população negra e indígena;
  • Fim da Emenda Constitucional 95 que retirou investimentos da saúde e provocou o sucateamento do Sistema Único de Saúde – SUS (perdemos 18 bilhões de investimentos somente em 2019).

Fonte: Tribuna Independente – 19/02/2021 – Página 11

https://tribunahoje.com/noticias/cidades/2021/02/18/ato-publico-por-manutencao-do-auxilio-emergencial-e-vacina-acontece-em-maceio/

CULTURA AFRO EM MOVIMENTO NO VAMOS SUBIR A SERRA

28 de janeiro de 2021 Deixe um comentário

Valorizar o protagonismo negro nas mais significativas formas de expressão cultural, o pertencimento étnico e gerar oportunidades são os destaques do Projeto Vamos Subir a Serra Edição Especial

A ação Cultura Afro em Movimento contemplada no Prêmio Mestra Hilda – um dos editais da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020) – é um dos destaques na programação do VAMOS SUBIR A SERRA. Considerado um dos maiores projetos afro-culturais do Brasil e do calendário sociocultural e turístico de Alagoas, cuja edição especial acontecerá no período de 28 a 31 de janeiro na Praça Multieventos, na orla da Pajuçara em Maceió.

O objetivo é promover e fomentar a cultura afro da capital alagoana destacando sua diversidade e qualidade, além de possibilitar o intercâmbio entre os grupos culturais e a população em geral. A arte do povo negro como plataforma de resistência será apresentada a partir das 15h, intercalando com a programação científica e as rodas de conversas na Praça Dandara, que está localizada dentro da Tenda Cultural Zumbi dos Palmares instalada ao lado da Praça Multieventos.

As manifestações artísticas e afroculturais dentro da tenda são: na quinta-feira (28) as performances Kizomba de Urungo; Igbonan Rocha e José luiz Romeiro; e Grupo Inaê. Na sexta-feira(29), Diego Verdino (Reles no Rules) e Mary Alves; no sábado(30), a performance da dançarina Leide Serafim Olodum e a apresentação de Wilson Santos & Orquestra de Tambores. E no domingo (31) o Grupo Afojubá; a dança afro contemporânea Heranças de Palmares apresentada pelo coreógrafo Edu Passos e percussão de Sandro Santana; e no encerramento a Banda afro Mandela.

Também está programada para o sábado(29) às 16h30, a palestra sobre o tema “Empreendedorismo Social e Cultural transformando realidades”; e três aulões culturais de percussão, dança afro e capoeira ministrados respectivamente por Letícia Santana, Lucélia Santos e Contra Mestre Arapuá. A entrada é gratuita e segue todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 (coronavírus).

Realizado há três anos, o projeto VAMOS SUBIR A SERRA é assinado pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade do movimento negro alagoano, e conta com recursos de emenda parlamentar do então deputado federal JHC, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), além do apoio da Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).  Toda a programação pode ser conferida nas redes sociais, pelo instagram @vamossubiraserra e na página https://www.facebook.com/vamosSubiraSerra.

VAMOS SUBIR A SERRA por dignidade, respeito e reconhecimento do povo negro!

SERVIÇO:

Vamos Subir a Serra (Edição Especial)

Período: 28 a 31 de janeiro de 2021

Local: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares – Praça Multieventos / Pajuçara – Maceió (AL)

Horário: 15 às 22h

Entrada gratuita!

Ação: Cultura Afro em movimento

Período: 28 a 31 de janeiro de 2021

Horário: A partir das 15h

Local: Praça Dandara – Tenda instalada ao lado da Praça Multieventos / Pajuçara – Maceió (AL)

Coordenação de Comunicação: Valdice Gomes (82 99999-1301) / Helciane Pereira (98831-3231) / Luila de Paula (99616- 1053) / Email: ascom.anajo@gmail.comvamossubiraserra.al@gmail.com

Gestão do Projeto: Simone Benchimol (82 – 99687.7907 / simonebenchimol@hotmail.com)

KIZOMBA – Arte, Cultura e Gastronomia Afro-brasileira

26 de janeiro de 2021 Deixe um comentário

Ação integra a programação do Projeto Vamos Subir a Serra Edição Especial destacando sabores, aromas e musicalidade afro, das 17h às 22h na Praça Multieventos

A ação Kizomba – Arte, Cultura e Gastronomia Afro-brasileira, que foi contemplada no Prêmio Dinho Oliveira de Produção Cultural, um dos editais da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc será um dos destaques na programação do VAMOS SUBIR A SERRA, que acontece de 28 a 31 de janeiro na Praça Multieventos, orla da Pajuçara em Maceió, considerado um dos maiores projetos afro-culturais do Brasil e do calendário sociocultural e turístico de Alagoas.

Ao lado da tenda Zumbi dos Palmares, o público irá conferir das 17h às 22h, uma variedade de pratos típicos ao preço único de R$ 15, comercializados por afro-empreendedores individuais: Coisa de Baiano: combo de acarajé/abará/bolinho de estudante; Caldinho de Mainha: combo de caldinhos (feijão, calabresa e bacon, bobó de camarão); Delícias da Tia Célia: combo de sururu, arroz e farofa de dendê; Petiscaria Vegana: combo de bolinho de feijoada, croquete de moqueca e molho lambão; Bassé da Mari: combo de xinxim de galinha, arroz e picles de pimenta de cheiro; Ọkàn: combo de escondidinho de amalá, escondidinho de quibebe e escondidinho vegano de moqueca de caju; Bangalelê: tilápia empanada na cerveja, vinagre de maxixe e xinxim de bofe com camarão defumado; Ajeum Comedoria: combo de arrumadinho de feijão fradinho, farofa, vinagrete e churrasco (carne, frango, linguiça toscana e queijo coalho); e Açaí Brasil: açaí.

A partir das 20h acontecerão apresentações culturais no palco, definidas por noites temáticas: quinta-feira com a Roda de Todos os Sambas (Samba de Roda Posú Beta / Chorinho Wellington Pinheiro / Igbonan Rocha e Samba de Nêgo); Sexta do Sagrado (Afoxé Odoyá / Grupo Malungos / Afoxé Povo de Exú); Sábado das Yabás (Nara Cordeiro / Maju Shanii / Naná Martins); e no domingo a Ciranda Afro (Afro Dendê / Joel Psirico / Afro Afoxé).

Realizado há três anos, o projeto VAMOS SUBIR A SERRA é assinado pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade do movimento negro alagoano, e conta com recursos de emenda parlamentar do então deputado federal JHC, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), além do apoio da Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).  Toda a programação pode ser conferida nas redes sociais, pelo instagram @vamossubiraserra e na página https://www.facebook.com/vamosSubiraSerra.

Os protocolos de segurança contra a covid-19 (coronavírus) e de vigilância sanitária serão rigorosamente cumpridos, como o uso obrigatório da máscara de proteção individual, verificação da temperatura e disponibilidade do álcool em gel, dentre outros. O projeto é destinado à valorização da população afro-brasileira, ao pertencimento étnico-racial e combate ao racismo. Todas as atividades são gratuitas.

VAMOS SUBIR A SERRA por dignidade, respeito e reconhecimento do povo negro!

SERVIÇO:

Vamos Subir a Serra (Edição Especial)

Período: 28 a 31 de janeiro de 2021

Local: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares – Praça Multieventos / Pajuçara – Maceió (AL)

Horário: 15 às 22h

Entrada gratuita!

Kizomba: Arte, Cultura e Gastronomia Afro-brasileira

Período: 28 a 31 de janeiro de 2021

Horário: A partir das 17h

Local: Arena – Praça Multieventos / Pajuçara – Maceió (AL)

Coordenação de Comunicação: Valdice Gomes – 82 – 99999.1301 / Helciane Pereira – 98831.3231 / Luila de Paula99616.1053 / Email: ascom.anajo@gmail.com e vamossubiraserra.al@gmail.com

Gestão do Projeto: Simone Benchimol (82 – 99687.7907 / simonebenchimol@hotmail.com)

MACEIÓ RECEBE EDIÇÃO ESPECIAL DO VAMOS SUBIR A SERRA

15 de janeiro de 2021 Deixe um comentário

Ancestralidade, valorização da cultura afro-brasileira e afroemprendedorismo são os pilares do projeto alagoano coordenado pela sociedade civil

Do dia 28 a 31 de janeiro a praia de Pajuçara receberá a edição especial do VAMOS SUBIR A SERRA, que é considerado um dos maiores projetos afroculturais do Brasil e destaque do calendário sociocultural e turístico de Alagoas. A programação acontece das 15h às 22h na Praça Multieventos respeitando todos os protocolos de segurança do covid 19 que o momento exige.

Realizado há três anos, o projeto é assinado pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade do movimento negro alagoano, com recursos via emenda parlamentar do então deputado federal JHC, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e conta com apoio da Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). 

Todas as atividades do projeto são gratuitas sendo necessário o uso de máscara e verificação da temperatura para acesso ao local. Destinado à valorização da população afro-brasileira, ao pertencimento étnico-racial e combate ao racismo, o projeto também incentiva a geração de renda com a Feira do Empreendedor Negro, praça de alimentação e Espaço Beleza Negra, dedicado à estética afro. A novidade nesta edição são as oficinas de estética afro (pertencimento, tranças, turbante, penteado e maquiagem), que serão ofertadas ao público no próprio espaço.

 Serão beneficiados mais de 50 afro-empreendedores, entre eles representantes de comunidades quilombolas do Estado de Alagoas. Na Praça Dandara serão realizadas palestras, debates e apresentações afro-culturais.

Um dos destaque dessa edição é o Sarau Acotirene que acontecerá na sexta-feira (29), com a roda de conversa sobre o tema “Direitos humanos e os caminhos para o antirracismo”; Poéticas Pretas; e a roda literária “Narrativas negras alagoanas” seguida de lançamento de livros. No sábado, acontece o poket show com a atração nacional Nando Cunha, que é ator, humorista, sambista e compositor. Já no domingo, encerrando a programação da Praça Dandara, acontecerá a ação Gira Palmares, que além de apresentações culturais, contará com aulões de dança afro, percussão e capoeira. Toda a programação do projeto pode ser conferida pelo Instagram @vamossubiraserra

KIZOMBA

Na grande arena da Praça Multieventos, a partir das 17hs, o público irá conferir a ação Kizomba – Arte, Cultura e Gastronomia Afro-brasileira. Serão 11 afro-empreendedores apresentando a ancestralidade negra em forma de sabor e aromas, com uma variedade de pratos típicos vendidos ao preço único de R$ 15,00. A partir das 20h, tem início as apresentações culturais, definidas por noites temáticas: quinta-feira com a Roda de Todos os Sambas; Sexta do Sagrado; Sábado das Yabás; e no domingo a Ciranda Afro. A entrada é gratuita.

VAMOS SUBIR A SERRA por dignidade, respeito e reconhecimento do povo negro!

SERVIÇO:

Vamos Subir a Serra (Edição Especial)

Período: 28 a 31 de janeiro de 2021

Local: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares – Praça Multieventos / Pajuçara – Maceió (AL)

Horário: 15 às 22h

Entrada gratuita!

Coordenação de Comunicação

Valdice Gomes / Helciane Pereira / Luila de Paula

(82) 99999-1301 / 98831-3231 / 99616- 1053

Email: ascom.anajo@gmail.comvamossubiraserra.al@gmail.com

Gestão do Projeto

Simone Benchimol

99687-7907

simonebenchimol@hotmail.com

Presidente da FMAC se reúne com representantes do Projeto Vamos Subir a Serra

12 de janeiro de 2021 Deixe um comentário

A presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Mirian Monte, se reuniu nessa sexta-feira (8) com representantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô. Em pauta, a parceria para a realização da quarta edição do Projeto Vamos Subir a Serra. O evento contará com uma edição especial que será realizada entre os dia 28 a 31 de janeiro no Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, praça Multieventos, orla marítima do bairro da Pajuçara, em Maceió.

O evento vai seguir as normas do Plano de Distanciamento Social estabelecidas pelos decretos governamentais. Serão utilizadas medidas de segurança como a utilização de tapetes de higienização, dispersores com álcool em gel a 70%, medidor de temperatura e o uso obrigatório da máscara para todos os visitantes e expositores.

No encontro, a FMAC foi representada pela presidente, Mirian Monte, a assessora especial, Whytna Cavalcante, e a coordenadora de políticas públicas alternativas, Paolla Vasconcelos. O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô foi representado pela coordenadora geral do Vamos Subir a Serra, Valdice Gomes, a gestora do projeto, Simone Benchimol, e a coordenadora da ação, Luíla de Paula.

O Vamos Subir a Serra é realizado desde 2017 e faz parte das ações do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô. Devido à pandemia da Covid-19, o projeto que deveria ter sido realizado em novembro, mês da Consciência Negra, será retomado agora no mês de janeiro com uma diversificada programação sociocultural com a realização de seminário, exposições, homenagens, desfile afro, feira com empreendedores afros e quilombolas, feira gastronômica e apresentações culturais.

“Contamos com a parceria da FMAC para a realização desta edição especial do Vamos Subir a Serra para levar a dignidade, o respeito e o reconhecimento do povo negro, que é o lema da ação, diz a coordenadora-geral do projeto, Valdice Gomes.

Fonte: Ascom/FMAC

Lei que cria Delegacia de Crimes contra Vulneráveis vai à sansão de Renan Filho

17 de dezembro de 2020 Deixe um comentário

Projeto foi sugerido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). Órgão investigará crimes contra idosos, pessoas com deficiência, negros, gays, entre outros grupos.

A Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, nessa terça-feira (15/12), projeto de lei que cria a Delegacia Especial dos Crimes Contra Vulneráveis. Sugerido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) e outras instituições públicas e da sociedade civil, o texto vai à sansão do governador Renan Filho (MDB).

O projeto de lei ordinário nº 415/2020, aprovado por unanimidade, foi enviado à ALE pelo presidente do TJ-AL, Tutmés Airan, quando este estava temporariamente no exercício do Governo de Alagoas, em 2 de outubro de 2020. A matéria foi incluída na pauta da ordem do dia a pedido do deputado Paulo Dantas (MDB).

A delegacia terá competência para investigar crimes contra idosos, adeptos de religiões de matriz africana, pessoas com deficiência, quilombolas, população em situação de rua, negros, ciganos, índios, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, entre outros.

“É um grande avanço, porque vai potencializar da nossa a 14ª Vara (Crimes contra vulneráveis), já que o trabalho do Poder Judiciário se alimenta do trabalho da polícia”, destacou Tutmés Airan.

Para o desembargador, os policiais precisam estar preparados para acolher a população vulnerável. “É uma delegacia que, antes de investigar a violência que é praticada contra essas pessoas vulneráveis, ela tem em primeiro lugar que as acolher. Estou bastante feliz, também porque foi uma ideia que nasceu aqui no Poder Judiciário”.

O projeto tem o apoio da Defensoria Pública do Estado e Ministério Público de Alagoas, além de organizações da sociedade civil como a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Alagoas, o Grupo Gay de Alagoas e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.

Fonte: https://www.br104.com.br/

CES ALAGOAS PROMOVE WEBCONFERÊNCIA

15 de dezembro de 2020 Deixe um comentário

O Conselho Estadual de Saúde (CES), por iniciativa da Comissão de Educação Permanente, realiza na quinta-feira (17.12), às 15hs, pelo youtube canal – CES Alagoas, a Webconferência “Organização dos serviços de saúde: atenção básica, média e alta complexidade”, tendo como conferencista Júlia Levino, assessora da Superintendência para Atenção Primária e Ações Estratégicas (ASAPAE) da Sesau e conselheira do CES.

Participam como convidados: Valdice Gomes, conselheira representando o segmento Usuários pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, e Maurício Sarmento, também conselheiro de saúde pelo segmento Trabalhadores. A mediação será de Marilda Yamashiro, representante do Ministério da Saúde no CES.

Segundo Maria Cristina Nascimento, coordenadora da Comissão de Educação Permanente, a atividade integra uma série de conferências virtuais com objetivo de capacitar os conselheiros de saúde sobre temas importantes para o controle social no SUS.

Fonte: Jornal Tribuna Independente – Coluna Axé – 15/12/2020

Anajô é selecionado em edital da FMAC

11 de dezembro de 2020 Deixe um comentário

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô foi uma das entidades selecionadas no edital MESTRA HILDA – CULTURA EM MOVIMENTO N° 07/2020 – organizado pela Prefeitura de Maceió por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).

Nesta categoria, a premiação era destinada para 40 organizações da sociedade civil com o intuito de realizar projetos culturais de interesse coletivo – LEI ALDIR BLANC. O resultado foi publicado nessa sexta-feira(11/12) na edição do diário oficial do município de Maceió: http://www.maceio.al.gov.br/diario-oficial-11-12-2020/

Busca promover ações culturais coletivas que atendam aos diversos segmentos culturais existentes no Conselho Municipal de Políticas Culturais, através de instituições representativas de grupos culturais existentes na cidade de Maceió, com prioridade para as ações que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio das redes sociais e outras plataformas digitais.

No caso de propostas para execução presencial, as instituições deverão seguir todas as normas apresentadas nos decretos estadual e municipal referentes ao período da Pandemia do Covid-19 e os protocolos sanitários em relação ao isolamento social.

Seguimos na luta!

Live sobre subida e ocupação da Serra da Barriga

21 de novembro de 2020 Deixe um comentário

O Coletivo de Intelectuais de Negros e Negras (CDINN) convidou o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô para participar da Marcha Virtual Faremos Palmares de Novo.

A live intitulada “Subida e ocupação da Serra da Barriga: experiências e imersão virtual a partir de roteiros de visitas guiadas à Serra da Barriga”, foi mediada pelo Prof. Dr. José Nilton de Almeida (UFRPE), e ocorreu no dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares – das 14h às 15h na página do coletivo no YouTube.

Participaram da atividade: Helcias Pereira, membro fundador do ANAJÔ; Benedito Jorge da Silva Filho, o atual coordenador geral; e Valdice Gomes, jornalista e integrante, que faz parte do conselho fiscal da entidade. Eles destacaram a atuação da entidade no movimento negro alagoano e ações desenvolvidas em prol da valorização da cultura afro; execução dos projetos Palmares in loco e Vamos Subir a Serra que contribuem para o pertencimento étnico e exaltação da história do Quilombo dos Palmares; além da importância do Parque Memorial Quilombo dos Palmares situado no platô da Serra da Barriga – Patrimônio do Mercosul.

Confira na íntegra: