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Opinião

 
Malung@s,

Apenas algumas reflexões…

Na verdade entendo que a CONAPIR (Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial) é uma incumbência do Governo Federal. Em Alagoas como em qualquer outro Estado, deve ser articulada pelos gestores estaduais e municipais, logicamente interagindo com os segmentos da sociedade civil que trabalham a temática correlata,ou seja,a igualdade racial (Nesse momento, com a saída da Ministra Matilde da SEPPIR, não dá pra imaginar o que vai acontecer).

No caso específico de Alagoas, a Secretaria da Mulher Direitos Humanos é o órgão responsável pelas articulações, e aí cabe, no meu entendimento o apoio de outras secretarias, a exemplo da educação (que tem feito um bom trabalho com a temática negra, principalmente com relação à Lei 10.639 e que deve ser realmente visibilizado) .

Quanto à audiência com o Governador do Estado, foi uma necessidade encontrada por unanimidade na primeira reunião, mediante algumas proposições dos representantes dos segmentos do Movimento Negro Alagoano. Uma das questões, por exemplo, é o fato da Secretaria da Mulher, continuar o trabalho junto as CRQs (antes feito pela antiga SEDEM/AL) e que apesar dos esforços da Gerência Afro-Quilombola, obviamente como qualquer orgão sem orçamento e com pouco recurso humano especializado, não corresponde sob hipótese alguma as demandas da comunidade negra em geral.

Nesse sentido, as lideranças negras, apesar de não terem feito propostas no início ao governo (com suas particularidades políticas), afirmam que existe uma grande lacuna no atual Governo do Alagoas especificamente nessa contextualidade.

Portanto, independente da sigla partidária dos gestores, o Movimento Negro deve continuar firme na sua luta, unindo estrategicamente suas forças para interagir, propor e conquistar efetivamente políticas públicas, bem como, resistir a equivocada idéia elitista que o mesmo é inoperante e fragmentado.

Somente aqueles que desconhecem de fato a história do Movimento Negro em Alagoas é que deturpam a conjuntura atual, ao idealizar que existe uma fragilidade generalizada, e isso, como bem sabemos, não é privilégio apenas dos que buscam fazer movimento negro nesse Estado.

Embora tenhamos que reconhecer a não coesão política dentro dessa diversidade, não podemos ignorar irresponsavelmente a necessidade de ações que atendam a contento os imensuráveis núcleos de base, principalmente nos bairros de periferia, de onde emergem todos os grupos de dança-afro, bandas percussivas, teatro popular, bumba-meu-boi, afoxés, maculeles, maracatus, coco-de-roda e principalmente os inúmeros grupos de capoeira e as diversas nações da religião de matrizes africanas.

Não podemos ignorar, muito menos negar a importância do Nucleo de Estudos Afro-Brasileiro – NEAB; dos programas da UFAL (Afroatitude, universidaids. etc) , das Associações e Instituições Não Governamentais que buscam no dia-a-dia fomentar a organização e o fortalecimento dessa luta.

Então, temos que cumprir com nossa missão em favor do nosso povo. Temos que superar os antagonismos e melhor interagir com quem entendemos parceiros e assim sermos de fato e de direito sujeitos dessa história.

Sigamos avante!

"somos um povo com uma só luta… Onde um vence quando todos forem vencedores!"

Um forte abraço.
Helcias Pereira – Diretor de Cultura da ONG Anajô

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