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Entrevista especial

30 de maio de 2008 Deixe um comentário

 A Presidente do Anajô, Helciane Angélica (foto) foi entrevistada pela jornalista Renata Silvestre (O Jornal) que obteve mais informações sobre a cultura afro-brasileira, os 120 de Abolição da Escravatura e conheceu um pouco dos objetivos e atuações do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô. A repórter fez uma matéria especial sobre as atividades políticas-culturais nesse mês de maio reflexivo, que será publicada na edição deste domingo (01.06.08).

Confira a entrevista!

1. O que comemorar 120 anos depois da abolição da escravatura?

Helciane Angélica: São 120 anos de abolição não-conclusa! As lideranças dos mais variados segmentos afros não fazem festa, e sim, protestam por melhores condições para o povo afro-brasileiro. Porém, não podemos nos esquecer dos avanços como: as políticas de ações afirmativas como as cotas raciais que ampliou o número de negros e negras com formação superior; as Leis contra o racismo; registro das comunidades quilombolas; fortalecimento do movimento negro nacional; conferências nacionais e internacionais sobre a Promoção da Igualdade Racial; a inclusão do estudo da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas (10.639/03); a ampliação da mídia afro; dentre outros. Mas temos muito o que avançar e lutar, ecoar  verdadeiramente o nosso grito de liberdade.

2. Contra o que ainda é preciso lutar e resistir nos dias atuais?

Helciane Angélica: Vivemos há 120 anos uma resistência afro-cultural, onde lutamos contra a falsa democracia racial no Brasil, a intolerância religiosa, o racismo institucional, contra as condições subumanas que as comunidades remanescentes de quilombo enfrentam e principalmente por oportunidades iguais de desenvolvimento. Queremos e precisamos ter o devido reconhecimento.

3. Como está a preservação da cultura afro no Brasil, em especial, Alagoas?

Helciane Angélica: As questões étnicos-raciais são propagadas nos mais variados setores. Existem milhares de grupos artísticos-culturais no Brasil, organizações políticas que defendem os direitos do povo afro-descendente; vários elementos folclóricos de origem negra como o maracatu, taieira, guerreiro, coco de roda, baianas e outros; os blocos afros, afoxés… Enfim, todos fortalecem a resistência afro-cultural e a identidade étnica do nosso povo, inclusive, em nosso Estado.

4. Quais são os aspectos mais importantes dessa cultura e em que ela está mais preservada e mais descaracterizada?

Helciane Angélica: A cultura afro-brasileira é uma herança forte, presente em nosso cotidiano e que se manifesta de várias formas seja no jeito alegre de ser ou pelas expressões de linguagem, principalmente no Nordeste onde são faladas muitas palavras de origem banto, são traços da africanidade. Tem também a culinária, as danças, as expressões culturais como a capoeira presente em vários países e as religiões de matrizes africanas. E o que provoca a descaracterização desses elementos, é simplesmente o desconhecimento sobre a importância dessas heranças culturais e o preconceito.

5. Quais as dificuldades enfrentadas para manter as tradições antepassadas?

Helciane Angélica: São muitas! Uma delas é a grande pressão ideológica que classifica a herança afro-cultural como “inferior, feia, vulgar, coisa do demônio”, dentre outros termos pejorativos. Outro ponto que precisa avançar mais é a abordagem da mídia, que explora superficialmente às questões étnicos-raciais ou repassa informações pontuais e ultrapassadas, voltadas para datas específicas.

6. De que forma o preconceito se manifesta fortemente nos nossos dias?

Helciane Angélica: Na verdade todos nós temos preconceito em relação a algo, mas precisamos aprender a não externar, ou seja, temos que aprender a respeitar às diferenças. Somos um país multicultural, as pessoas e suas tradições devem ser respeitadas. Porém os afro-descendentes ainda amargam conseqüências dolorosas como o desemprego ou salários inferiores; moradia inadequada, exemplo das favelas; analfabetismo ou dificuldades para concluir os estudos; violência, as mulheres negras são as que mais sofrem abusos sexuais, e também, devido à falta de oportunidades o número de negros é maior nos presídios; além do preconceito racial que ainda é demonstrado. Enfim, basta acompanhar os índices de desenvolvimento humano para visualizar o povo negro nos pontos mais baixos, nas condições mais adversas de sobrevivência.

7. E quando o preconceito parte do próprio negro, essa situação também é comum, por quê? Afinal são tantos séculos de massacres que muitos negros ainda acreditam que são inferiores, como incutir nessas pessoas auto – estima?

Helciane Angélica: Não podemos tolerar o preconceito racial, independente, de quem realiza. Ninguém acredita ou gosta de ser rotulado como inferior, e esse tipo de preconceito, entre negros só acontece devido ao desconhecimento da importância sócio-político-cultural que essa etnia trouxe para o país. A identidade étnico-cultural só pode ser manifestada quando o próprio indivíduo valoriza seus traços e a história do seu povo. E na minha opinião o ato de renegar a sua história é o que realmente aplica a inferioridade!

Sobre a ONG:

1. O que é a ONG Anajô?

Helciane Angélica: O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô é uma pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. Anajô é uma palavra de origem africana que significa liberdade.

2. O porquê dessa criação?

Helciane Angélica: Bom, o Anajô tem uma trajetória antiga desde 1988, foi vinculado aos Agentes de Pastoral Negro (APNs), entidade nacional do movimento negro, e pretende retomar essa parceria. O Anajô rearticulou-se há dois anos, desde então, vem contribuindo para o desenvolvimento do movimento negro alagoano e fazendo atividades de formação para públicos diversos.

3. Qual seu objetivo?

Helciane Angélica: Desenvolver atividades que promovam a identidade étnico-racial; propagar a História do Quilombo dos Palmares e guerreiros quilombolas; combater a discriminação racial, homofobia, xenofobia, intolerância religiosa e pré-conceitos correlatos; interagir com outras entidades que trabalham a questão étnico-racial; desenvolver atividades político-culturais que promovam a reflexão sobre o cotidiano do povo afro-brasileiro; dentre outros.

Categorias:Anajô

PMQP

28 de maio de 2008 Deixe um comentário
 
 
 
 
 

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO – Seção 1 Nº 98, segunda-feira, 26 de maio de 2008
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES
PORTARIA Nº 40, DE 21 DE MAIO DE 2008
O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, no uso de suas atribuições, conferidas pelo art. 15, do Anexo I ao Decreto nº 4.814, de 19 de agosto de 2003, e considerando o disposto na cláusula terceira do Termo de Entrega, lavrado pela Delegacia no Estado de Alagoas, da Secretaria do Patrimônio da União/Ministério da Fazenda, conforme Certidão nº 046/98, de 03 de abril de 1988, resolve:
Art 1º Estabelecer as normas de utilização do Parque Memorial Quilombo dos Palmares – PMQP.
Parágrafo único. O PMQP se constitui em bem de uso comum do povo.
Art 2º O ingresso no Parque será franqueado ao público de terça-feira a domingo e feriados, no período das 08 (oito) às 18 (dezoito) horas, podendo sofrer alterações a critério do Comitê Gestor, em virtude da realização de comemorações, celebrações ou outros eventos que justifiquem tal medida.
Art 3º Fora do horário estabelecido no artigo anterior somente será permitido o ingresso no Parque:
a) de autoridades civis e militares desde que previamente autorizados pela Fundação Cultural Palmares;
b) de funcionários e/ ou membros das instituições que compõem o Comitê Gestor, desde que no desempenho de suas funções;
c) de expositores, pesquisadores, organizadores de eventos, seus contratados e/ou prepostos, que tenham que exercer atividades temporárias no Parque, mediante a apresentação de autorização emitida pela Fundação Cultural Palmares.
Art 4º A entrada de veículos será permitida no Parque, quando a serviço e desde que, devidamente credenciados nas portarias.
Art 5º É vedado o ingresso ou permanência no Parque:
a) de vendedores, ambulantes ou qualquer pessoa que pretenda praticar comércio, excetuando-se aqueles que estejam credenciados pelo Comitê Gestor;
b) de visitantes conduzindo animais, de qualquer espécie;
c) de visitante conduzindo qualquer tipo de arma, exceto aquele que em razão da profissão que exerce esteja autorizado a portá-la, de acordo com disposição legal específica.
Art 6º É expressamente proibido no interior do Parque:
a) colher flores, mudas ou plantas em geral;
b) subir, escrever ou amarrar redes em árvores;
c) danificar ou subtrair bens do parque ou em poder do parque;
d) lançar lixo ou detritos na área do Parque;
e) caçar ou pescar, em qualquer modalidade;
f) molestar os animais existentes no Parque;
g) montar barracas ou acampamentos sem autorização prévia do Comitê Gestor;
h) usar, sem autorização, autofalantes ou outros aparelhos para amplificação de som, excetuado aqueles rádios e gravadores portáteis, desde que sua utilização seja totalmente inaudível pelos demais usuários do Parque, a uma distância mínima de 10 (dez) metros;
i) realizar espetáculos musicais, shows e outros eventos culturais e esportivos sem autorização prévia do Comitê Gestor;
j) veicular material publicitário sem autorização expressa do Comitê Gestor;
k) filmar ou fotografar, para fins publicitários ou comerciais, exceto se devidamente autorizado pelo Comitê Gestor;
l) comercializar qualquer produto sem devida autorização do Comitê Gestor;
Art 7º A velocidade máxima para qualquer veículo automotor autorizado a circular no interior do Parque é de 40Km/h.
Art 8º estacionamento de veículos é permitido somente nas áreas reservadas, sendo vedado o uso dos gramados para tal fim.
Art 9º Enquanto permanecerem no interior do Parque os visitantes devem:
a) respeitar as determinações do monitores e guardas em serviço;
b) cumprir e zelar para que sejam obedecidas integralmente as normas deste regulamento;
c) comunicar imediatamente à Administração do Parque quaisquer irregularidades observadas;
d) manter a limpeza e a conservação do Parque bem como preservar a flora e a fauna.
Art 10 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação
EDVALDO MENDES ARAÚJO

 

PORTARIA Nº 41, DE 21 DE MAIO DE 2008
O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, no uso de suas atribuições, conferidas pelo art. 15, do Anexo I ao Decreto nº 4.814, de 19 de agosto de 2003, e considerando o disposto na cláusula terceira do Termo de Entrega, lavrado pela Delegacia no Estado de Alagoas, da Secretaria do Patrimônio da
União/Ministério da Fazenda, conforme Certidão nº 046/98, de 03 de abril de 1988, resolve:
Art. 1º Constituir o Comitê Gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares (PMQP), coordenado pela Fundação Cultural Palmares, com as seguintes finalidades:
I – acompanhar, fiscalizar e propor atividades para o PMQP.
II – monitorar o processo de implantação e implementação de atividades no PMQP.
III – elaborar estratégias para articulação de programas e ações dos governos federal, estadual e municipal para o PMQP.
Art. 2º O Comitê Gestor será composto por representantes das seguintes instituições e entidades:
1 – Fundação Cultural Palmares;
2 – Universidade Federal de Alagoas;
3 – Estado de Alagoas ;
4 – Município de União dos Palmares – AL;
5 – Fundação Sônia Ivar;
6 – Associação de Quilombos do Muquém;
7 – Associação dos Grupos Culturais e Entidades Negras de União dos Palmares – AGRUCENUP; e o
8 – Fórum das Entidades Negras de Alagoas – FENAL
§ 1º: Cada instituição ou entidade indicará oficialmente dois representantes para participar do Comitê Gestor, sendo um titular e um suplente.
§ 2º : Os membros suplentes do Comitê Gestor serão convocados para participar de todas as reuniões ordinárias e extraordinárias, sendo-lhes assegurado o direito de manifestação.
§ 3º : Na primeira reunião de trabalho, as instituições e entidades que compõem o Comitê Gestor indicarão o membro que oPresidirá e o seu substituto.
Art. 3º A Fundação Cultural Palmares publicará portaria com a designação dos membros do Comitê Gestor, bem como do seu presidente e substituto.
Art. 4º O Comitê Gestor reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que necessário.
Parágrafo único. As reuniões serão convocadas pelo, seu presidente, e realizar-se-ão, preferencialmente, no município de União dos Palmares/AL.
Art. 5º Compete ao Presidente do Comitê Gestor:
I – assinar documentos emitidos pelo Comitê Gestor;
II – representar o Comitê em reuniões externas;
III – convocar os membros para as reuniões ordinárias e extraordinárias;.
IV – dirigir as reuniões do Comitê Gestor;
V – definir a pauta das reuniões do Comitê Gestor;
VI – criar comissões ou grupos de trabalho para o desenvolvimento de atividades específicas; e
VII – realizar outras atividades que sejam necessárias ao melhor funcionamento do PMQP.
Art. 6º O Comitê Gestor poderá ter sua composição ampliada, de modo a contemplar a participação de instituições públicas e privadas com capacidade de contribuir materialmente para o funcionamento do PMQP.
Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
EDVALDO MENDES ARAÚJO
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CAPOEIRA

23 de maio de 2008 Deixe um comentário
A Federação Alagoana de Capoeira (Falc) convoca todos os grupos associados para participarem da Assembléia Geral Ordinária, que foi transferida para o próximo sábado (31.05), às 13h no Sesc-Poço, em Maceió. As principais pautas são: leitura e aprovação do estatuto e regimento interno; avaliação financeira da entidade e a construção do calendário anual para congregar as atividades.
 
 
Papoeira
O Projeto Sururu é Arte apresenta o 1° Papoeira, no dia 23 (hoje), a partir das 16h no Bar e Restaurante Katespero, situado na Rua Buarque de Macedo, próximo à estação ferroviária, Centro de Maceió. Será apresentada a exposição do artista plástico Dudu Bandeira, que retrata a importância da preservação ambiental e estimula a reflexão sobre a ação humana. Capoeiristas, artistas, ativistas e demais interessados também poderão conferir apresentações artísticas como o maculelê, samba de roda, música e muita capoeira.
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CONVITE

20 de maio de 2008 Deixe um comentário
A TODOS OS COMPONENTES DO ANAJÔ E DEMAIS CONVIDADOS.
 
 Prezados Malungos (as),
 
Como todos sabem, recentemente o ANAJO foi selecionado para participar do curso de Teatro do Oprimido na Fábrica de Teatro Popular – Nordeste, que consiste na formação de Multiplicadores que desenvolverão programas de trabalho junto à comunidade: oficinas teatrais, formação de grupos populares, produção de bens culturais (espetáculos, esculturas, pinturas, poesias, músicas e etc.), e eventos públicos: exposições e apresentações.
 
O Teatro do Oprimido é coordenado pelo CTO – Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e tem toda uma metodologia lúdica e pedagógica, além de ser um instrumento eficaz de comunicação e de busca de alternativas concretas para problemas reais. Cria condições para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Ao eliminar as barreiras entre palco e platéia, estabelece um diálogo direto, ativo e propositivo.
 
Conforme compromisso assumido, quero ter o prazer de realizar uma oficina demonstrativa nesta quinta-feira dia 22/05 (feriado) momento este em que conto com sua presença, visto que as técnicas e jogos interativos a serem trabalhados serão instrumentos de ação nas nossas atividades dentro dos projetos em andamento, como: Palmares In loco (Educação)  e Projeto Cultura Periférica.
 
A Oficina de Teatro do Oprimido será no Pátio Interno da Escola Municipal Dom Helder Câmara – Rua Acre – Feitosa (Próximo ao Terminal Rodoviário – seguindo a Avenida principal do Feitosa, entra na primeira à direita). A partir das 08h30 com término previsto para as 14h00 com um lanche coletivo.
 
Será uma manhã bastante agradável, visto que as dinâmicas a serem trabalhadas, proporcionarão bem-estar e permanente interatividade.
 
Importante sua presença com roupas e calçados leves, bem como, um lanche ao seu gosto que será compartilhado com todos simultaneamente. 
 
GOSTAREI IMENSAMENTE SE VOCÊ LIGAR OU ESCREVER PARA CONFIRMA PRESENÇA !
Conto com você e um grande e forte abraço!
 
 
Helcias Pereira
Sec. de Cultura do Anajô
(82) 8865-5520
 
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CAPOEIRA

20 de maio de 2008 Deixe um comentário
 
 
 
Por: Helciane Angélica
Jornalista, Presidente do Anajô e integrante da Cojira-AL
 
 
 
A Federação Alagoana de Capoeira (FALC) convoca todos os 26 grupos filiados para participarem da Assembléia Geral Ordinária, que acontecerá no sábado (24.05) às 13h no Sesc-Poço em Maceió.
 
Dentre os objetivos da reunião estão: leitura e aprovação da revisão do estatuto e regimento interno; avaliação financeira da entidade; registro de delegados; e a construção do calendário anual, onde todos os grupos deverão levar sua agenda para congregar as atividades.

De acordo com o Presidente da FALC e contra-mestre de capoeira, Marco Antonio Santos (Marco Baiano), “a federação está revisando seu Estatuto e o Regimento Interno, assim como, ampliando o Conselho de Mestres para que possa agregar mais valor a esses mestres experientes. A gente já caminhou bastante, mas ainda falta muito para contribuirmos de forma efetiva com as ações relacionadas à inclusão e a igualdade de direitos”, disse. Em caso de impossibilidade de comparecer o coordenador geral do grupo filiado, é recomendando a presença de um representante para contribuir com o processo.

Nova gestão

A gestão atual “capoeira, responsabilidade de todos” (2008-2012) possui seis diretores executivos, dois representantes no Conselho de Mestres e sete representantes no interior do Estado, divididos em: Litoral Norte, Litoral Sul, Agreste e Bacia Leiteira, Vale do Paraíba, Alto e Médio Sertão, Região Zumbi-União dos Palmares e Região Metropolitana.

No dia 05 de abril, foi realizada a primeira reunião ordinária com intuito de entrosar os novos representantes e traçar o planejamento estratégico desse mandato. Dentre as principais propostas da nova diretoria estão: a realização do primeiro Censo Alagoano de Capoeira; rodas temáticas de capoeira na praia e nos bairros de Maceió; roda dia Internacional da Mulher; 3° festival alagoano de música de capoeira; 1° campeonato/festival alagoano de duplas de capoeira; 3º Prêmio Zumbi Capoeira; formação de delegacias regionais da FALC; 4º Fórum Alagoano ou 1° Congresso Alagoano de Capoeira; participação nas comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro); participação no comitê de gerenciamento do Parque Memorial Quilombo dos Palmares; indicação de um mestre de capoeira para receber a comenda mérito dos palmares; roda de capoeira homenagem ao mestre pastinha e mestre bimba; projeto 24 horas de capoeira – aberto a todos.

Contatos:
falc.capoeira@gmail.com
(82) 9302-3272 (Marco Baiano) / 9381-7765(Leto)
 

CONVITE

20 de maio de 2008 Deixe um comentário
 

CONVITE

 

NÚCLEO DE ESTUDOS AFRO BRASILEIROS NEAB/UFAL

 

 

                         Venho por meio deste convidar a todos para participar da reunião do grupo de estudos diversidade étnico racial/GEDER, do projeto A educação e as relações étnicas que se realizará na próxima quarta-feira dia 21 de

Maio de 2008, das 14:30 às 17:00 h, na sala do NEAB, situada na antiga reitoria – Praça Sinimbu, 206, Espaço Cultural da UFAL.

 

 

Tema abordado: A Capoeira na Vida.

                         Mostra de vídeo sobre o Mestre Pastinha

 

 Palestrante: Professor Antônio Pereira de Lima

                                 “Mestre Tunico”

Categorias:Informes

MOBILIZAÇÃO

20 de maio de 2008 Deixe um comentário
 
 
 
 
Texto: Helciane Angélica
Jornalista, Presidente do Anajô e integrante da Cojira-AL
 
 
Foto: Kelly Baeta (Jornalista)
 
 
 

 
 
A noite do dia 14 de maio ficou na História de Alagoas. Lideranças do movimento negro alagoano, representantes de várias comunidades de fé, estudantes e profissionais dos mais diversos setores participaram de um Ato Político contra a Intolerância Religiosa, atividade integrante da semana dos “120 anos de abolição e resistência”. As ruas do Conjunto Village Campestre no bairro do Tabuleiro do Martins (Maceió) pararam, e os moradores ficaram atentos para ouvir o batuque e as palavras de ordem.
 
Foi com um cortejo afro conduzido pelo grupo percussivo Baque Alagoano, onde pessoas das mais variadas idades demonstraram alegria e conscientização política, por meio da dança e da música durante todo o percurso. Representou um momento de intensa união em busca de um mesmo ideal: o respeito às diferenças, além de denunciar as desigualdades político-sociais sofridas diariamente pelos afro-descendentes, e ainda, para conscientizar a população de que o racismo e a intolerância religiosa são crimes.
 
Os participantes seguiram até a sede do Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB), vítima por duas vezes de intolerância religiosa, onde foram acolhidos com o banho de cheiro. Posteriormente, houve o pronunciamento de lideranças, apresentações de dança e da Orquestra de Tambores. E para prestigiar a ação político-cultural estavam presentes: a ialorixá e atriz da Rede Globo Chica Xavier e sua neta, também atriz Luana Xavier, além de integrantes de entidades de outros Estados.
Estamos fazendo esse ato para que as outras religiões respeitem a nossa, porque o nosso Deus é um só. A maneira de chegar até ele pode se modificar, pode ser diferente, mas somos todos irmãos e queremos o respeito da nossa religião”, afirmou a ialorixá Neide de Oxum. O ato contou com o apoio da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal); Voyager Turismo; Mainá Água Minieral; e da Associação dos Moradores do Graciliano Ramos (AMGR).
 
De acordo com Paula Silva, Presidente do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal), o afro-descendente é ridicularizado de várias formas, até mesmo quando tem orgulho de mostrar sua herança étnico-cultural, porém é preciso protestar contra a indiferença para ecoar o grito de liberdade. “Nós já sofremos o preconceito e a intolerância religiosa desde o assumir da nossa identidade. Já somos vítimas de discriminação pelo nosso jeito de ser, e tudo isso já nos causa um certo incômodo, mas nós temos que dar o nosso grito de liberdade, o nosso grito de manifesto a esse sistema opressor que está aí”, declarou.

Estiveram presentes as entidades: Associação Capoeira Angola Palmares; Associação Cultural Capoeira Tradição; Baque Alagoano (grupo percussivo); Casa de Axé Abassá de Angola Oyabalé; Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL); Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê; Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Coletivo de Mulheres Negras do Rio de Janeiro; Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (COJIRA-AL) / Sindjornal; Conselho Estadual de Mestres de Capoeira; Federação Alagoana de Capoeira; Grupo Capoeira Muzenza; Grupo União Espírita Santa Bárbara; Intermídia – Ufal; Movimento Juventude Revolução; Orquestra de Tambores; Pastoral da Negritude Igreja Batista do Pinheiro; Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde; Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Sindicato dos Trabalhadores de Escolas de Alagoas (SINTEAL).