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Archive for outubro \30\America/Maceio 2008

TV

30 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 

Ó paí, ó!

 

Estréia nesta sexta-feira (31) o seriado global “Ó pai, ó”, inspirado no filme dirigido por Monique Gardenberg em 2007. Estão no elenco, atores consagrados e do Bando Teatral Olodum (criado em 1990) – destacando-se Lázaro Ramos  que iniciou no grupo e será o protagonista “Roque”, além de Matheus Nachtergaele, ator premiado, que interpretará "Queixão" .

Promete-se “mostrar a Bahia do jeito que você nunca viu”, aliás, as raízes e o cotidiano que a mídia não evidencia. Ao todo serão seis episódios, que acontecerão em um animado cortiço e no Pelourinho, centro histórico de Salvador. Muitos telespectadores serão atraídos pela alegria, personagens debochados, o sotaque regional e histórias envolventes, além de ser uma ótima oportunidade para exaltar o talento de vários afro-descendentes. A irreverente produção, também, faz críticas sociais!

 

                 

 

  

Saiba mais:

Roque (Lázaro Ramos) – Um rapaz charmoso, de bom coração, poeta, informado e politizado. Seu sonho é se tornar cantor famoso, mas para ganhar a vida tem uma oficina de pintura afro.

Queixão (Matheus Nachtergaele) – Amalucado e racista, sobrevive às custas de pequenos golpes e contravenções.

Categorias:Entretenimento

MOBILIZAÇÃO

30 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 

 

A Comissão Estadual de Defesa das Minorias Étnicas Sociais e a Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal, ambas da OAB, convidam representantes da sociedade civil alagoana para uma reunião nesta sexta-feira (31), às 14h, no auditório da OAB/AL.

Pautas: II Seminário Regional de Promoção da Igualdade (27 e 28 de novembro); Marcha dos segmentos afro-alagoanos; Serra da Barriga.

Contatos: (82) 8812-0759 / 3221-3188
Categorias:Informes

REUNIÃO

27 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 

 

Olá tod@s integrantes do Anajô

 

 

Teremos uma reunião nesta quinta-feira (30.10), a partir das 9h, no Sintep (Rua Lourival Vieira Costa, 32, Prado – próximo a Praça Pirulito / 3336-7464).

 

Pautas:

 

     1. Avaliação da participação da entidade no projeto "Peróla Negra Brasileira: História, importância e lutas do povo negro. Conheça, e se orgulhe!"

     2. Mês da consciência negra (novembro)

     3. Outros

 

Conto com você!

Um abraço

 

Helciane Angélica – Presidente do Anajô (8831-3231)

 
Categorias:Anajô

SAÚDE

27 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 

Anemia Falciforme: Dia Nacional de Luta

 

O dia 27 de outubro é uma data importante para os portadores da anemia falciforme, desde que o projeto de lei defendido e aprovado no Senado instituiu o “Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes”.
A anemia falciforme é uma doença hereditária, originária da África e trazida para as Américas na imigração forçada dos negros escravizados, hoje, é encontrada na Europa, Oriente Médio e regiões da Índia. Provoca a deformação das hemácias (glóbulos vermelhos, células ricas em hemoglobina, que dá a cor vermelha ao sangue e tem a função de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos); com o formato mutante, semelhante a uma meia lua ou foice tem dificuldade de se locomover nos vasos sanguíneos e possui vida útil limitada.
 

É preciso investir em diagnósticos precisos e tratamentos de qualidade para a população!!!

 
 

CULTURA

27 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 

Semana Africana agita Ufal

 

Foto: Emanuelle Vanderlei

 

Na semana passada, diversos segmentos da sociedade civil tiveram mais contato com a comunidade acadêmica, por meio do Congresso Acadêmico da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Na vasta programação, destacou-se a V Semana de Cultura Africana realizada pelos estudantes Africanos da instituição, oriundos dos países de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), que integram o Programa de Estudante – Convênio de Graduação (PEC-G). Quem passou por lá, pôde prestigiar a exposição de artigos africanos (bandeiras, moedas, roupas, objetos de decoração, instrumentos musicais) e banners; degustar comidas típicas; aprender penteados afros e danças tradicionais; além de conferir o desfile de trajes tradicionais, clips musicais, fotografias e uma palestra ministrada pelo Embaixador de Cabo Verde, Daniel Pereira. Mais uma vez, a integração étnico-cultural prevaleceu! Parabéns pela iniciativa!

 

MOBILIZAÇÃO

24 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 
Comissão aprova oficialização de Hino à Negritude
 
 
A Comissão de Educação e Cultura aprovou na última quarta-feira (15) o Projeto de Lei 2.445/07, do deputado Vicentinho (PT-SP), que oficializa o Hino à Negritude, do poeta e professor Eduardo de Oliveira, em todo o território nacional.
A proposta original prevê que o hino seja executado em todas as solenidades dirigidas à raça negra, mas, em voto em separado, a relatora, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), acolheu a sugestão dos deputados Lobbe Neto (PSDB-SP) e Ivan Valente (Psol-SP) e suprimiu essa determinação.

De acordo com Vicentinho, o projeto foi apresentado originalmente em 1966, pelo então deputado Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade Filho. Foi reapresentado em 1993 pelo ex-deputado Nelson Salomé e em 1997 pelo também ex-deputado Marcelo Barbieri. Segundo o autor, a proposição foi aprovada em todas as comissões, mas, "por razões calcadas apenas na resistência ao reconhecimento da necessidade de se preencher uma lacuna histórica da nossa sociedade, não foi adiante".

Sentimento de fraternidade

O deputado tomou a iniciativa de apresentar novamente o projeto em 20 de novembro de 2007, Dia Nacional da Consciência Negra. Vicentinho argumenta que o objetivo é reconhecer a trajetória do negro na formação da sociedade brasileira.
Não temos símbolos que enalteçam e registrem este sentimento de fraternidade entre as diversas etnias que compõem a base da população brasileira", afirma.

Em seu relatório, a deputada Fátima Bezerra esclarece que a palavra negritude foi empregada pela primeira vez em 1934, pelo poeta francês Aimée Césaire. O poeta, que nasceu na Martinica, exaltava os valores da cultura africana e combatia o colonialismo. "Alguns intelectuais negros adotaram a expressão e passaram a utilizá-la como identidade étnica, bandeira de luta, estandarte de orgulho das suas origens", acrescenta a parlamentar.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)
Autor: Eduardo de Oliveira (letra e música)

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidadesPara o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, horoi, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez

III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da MãeÁfrica
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez

IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.

Fonte: Agência Senado

MOVIMENTO NEGRO

20 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 
Reunião do Fenal
 
 
Atenção todos os membros e convidados do Fórum Entidades Negras de Alagoas (Fenal), nesta quarta-feira (22.10) terá uma reunião extraordinária a partir das 9h, no gabinete do Deputado Estadual Judson Cabral.
 
Serão discutidos: organização interna, projetos e atuação do fórum no movimento negro local.
 
Mais informações com Denivan Costa: (82) 8858-6771 / denis_angola@hotmail.com
 
Categorias:Informes

DIVERSIDADE

20 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
Semana Africana na Ufal

 

  Por: Helciane Angélica (Jornalista)

 

O Núcleo de Estudantes Africanos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizam a V Semana de Cultura Africana, nos dias 23 e 24 de outubro, durante o Congresso Acadêmico. A Ufal possui um convênio com os países de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe). Tem 52 alunos devidamente matriculados através do Programa de Estudante – Convênio de Graduação (PEC-G), distribuídos em vários cursos de graduação e pós-graduação.

A semana africana é uma atração a parte do congresso, estimula a integração entre a universidade e a sociedade, reúne a comunidade do continente residente no Brasil, além de contribuir para a quebra de preconceitos e exaltação da riqueza étnico-cultural.

Na programação constam: exposição de artigos africanos (bandeiras, moedas, roupas, objetos de decoração, instrumentos musicais) e banners; degustação de comidas típicas; oficinas de penteado e danças; desfile de trajes tradicionais; apresentação de clips musicais e fotos tiradas pelos estudantes; além da palestra “A nova parceria para o desenvolvimento da África” concedida pelo Embaixador de Cabo Verde, Daniel Pereira – que acontecerá na quinta-feira (23), às 16h30, no auditório da biblioteca.

As atividades se concentrarão na quadra ao lado do bloco de Educação Física, no auditório da Biblioteca Central (BC) e no Restaurante Universitário (RU). O evento conta com o apoio da Universidade, através da Pró-Reitoria de Extensão e do Restaurante Universitário, e patrocínio da Casa da Indústria, Sebrae, Ministério da Educação, Cultura e Planejamento.

Essa é uma ótima oportunidade para conhecer de perto um pouco do surpreendente continente africano. Vale a pena conferir!

 

Confira a programação completa no blog da Cojira-AL: www.cojira-al.blogspot.com.

ARTIGO

20 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 
Eloá – O que as mídias e os especialistas não discutem
 
 
 
Por: Sandra Raquew dos Santos Azevedo (Jornalista)
 
 

Há menos de 24h do trágico desfecho do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, por Lindemberg Alves, todos atônitos procuramos “compreender” via mediação dos meios de comunicação social e de especialistas da segurança pública, psicólogos, e outros, um fato presente cotidianamente no noticiário: a violência contra as mulheres.
Muitas são as explicações que tentam dar conta do comportamento do jovem, cujo perfil durante o processo de negociação fora retratado pelos meios como de um rapaz tranqüilo, trabalhador, que tinha planos para casar. “Dificuldade de lidar com as frustrações”; “comportamento passional”, “de tolerância muito baixa às frustrações”, entre outros argumentos são discutidos publicamente em jornais, sites, rádio, enfim, em todo processo de agendamento desta lamentável crônica de mais uma tragédia midiatizada.
Inúmeros aspectos deste acontecimento são ressaltados na cobertura: o lugar, os protagonistas, o tempo, amigos, imagens, os momentos de negociação, os lugares de origem de Eloá e Lindemberg, as imagens… Todavia há um aspecto a ser considerado nesta notícia, como em tantas outras que possui semelhança com o seqüestro de Eloá e Nayara, o fato de que se trata de crimes que se relacionam com as desigualdades de gênero e que se não discutirmos também nos noticiários esta face da violência, se torna muito difícil a superação de algo que pode ser considerado, lamentavelmente, um padrão cultural de se matar mulheres.
Um breve monitoramento de mídia permite perceber a brutalidade e reificação de crimes como estes: eles não são apenas crimes passionais, eles podem situados numa teia complexa de construção de valores sociais que forjam um feminino fraco, vulnerável, incapaz e sem condições de decidir a própria vida, em contraposição a um modelo de masculinidade rígido e legitimado socialmente a partir da força, da dominação e do controle. São de certa maneira estes alguns dos elementos que mantém os mecanismos psíquicos do poder na constituição do sujeito e a na construção da sujeição.
Perceber os gêneros como processo de mediação do social é urgente para que a gente se dê conta da violência contra a mulher como um fenômeno social cujo aparecimento cotidiano nas mídias também precisa ser interpretado, refletido com e a partir dos veículos de comunicação.
A motivação de Lindemberg em manter seqüestrada Eloá e tentar por fim a vida da jovem se inter-relaciona com outros fatos conhecidos da sociedade brasileira, como os casos Ângela Diniz, Sandra Gominde, Daniela Perez, e ainda de inúmeros casos de violência e homicídios femininos que são noticiados, mas que carecem não de uma tentativa de tentar compreender o comportamento masculino, mas de questionar os valores sociais que se reproduzem nas trocas simbólicas e tecem ainda, tristemente, este predomínio do falo que oprime e extermina.
O tiro na virilha de Eloá não é só uma metáfora, mas uma expressão do ódio da tentativa frustrada de continuar mantendo o exercício do controle sobre o corpo das mulheres, por isto me sinto hoje também transpassada por esta bala.
Numa das notícias veiculadas hoje dois personagens sobrenaturais surgiram: um anjinho e um diabinho que acompanhavam Lindemberg. Parece inacreditável, mas este recurso, muito comum entre homens que praticam violência contra as mulheres, aparece mais uma vez como uma máscara, uma performance que busca esconder o lado perverso de um imaginário social que em momentos como este é despertado pelos disparos protagonizados por um homem que representa neste instante os mecanismos simbólicos que negam cotidianamente às mulheres o seu direito a vida.

Material recebido pelo grupo de emails dos APNs.

Categorias:Opinião

MOVIMENTO NEGRO

17 de outubro de 2008 Deixe um comentário
 
 
 
APNs

           

Após 25 anos da fundação dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil, a entidade do movimento social negro nacional criou o seu primeiro núcleo em terras quilombolas. A comunidade remanescente de quilombo Caçandoquinha, nos arredores de Ubatuba no litoral paulista, oficializou o momento na tradicional festa em homenagem a padroeira da comunidade a “Mãe Negra Aparecida”, que acontece há 57 anos e tem início com uma Missa onde a liturgia é totalmente afro. Em seguida, foi servido para os convidados um prato típico dos quilombolas caiçaras, o “azul marinho” (peixe com banana verde e farinha de mandioca). A comunidade tornou-se um símbolo de resistência, pois na década de 1970, houve um despejo muito violento onde as casas foram derrubadas, mataram animais e queimaram as plantações – ocasionou a dispersão e os quilombolas só vieram a se agregar no início dos anos 90.

Categorias:Informes