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IGUALDADE RACIAL

 

Dia 13 de maio é discutido na câmara Municipal de Maceió

 

A Câmara Municipal de Maceió por meio da vereadora Fátima Santiago realizou ontem uma sessão especial que discutiu o dia 13 de maio como o dia nacional de denúncia contra o racismo. O objetivo foi de promover um debate a cerca das questões que envolvem os 121 anos de abolição da escravatura e toda sua problemática.

Diversas autoridades e entidades representativas das questões raciais estiveram presentes à sessão e fizeram uso da palavra, como o membro executivo da FENAL, Fórum de Entidades Negras de Alagoas, Helcias Pereira, que abordou o tema remetendo ao passado de sofrimento vivido pelos negros no Brasil e divulgando alguns dados estatísticos que comprovam a desigualdade social que acomete os negros em Maceió. “De cada 10 pessoas assassinadas 8 são negras. Nas favelas a realidade é a mesma, o que demonstra nossa posição nesta sociedade”, afirmou. Já a vereadora Fátima Santiago disse que todo problema do racismo está intrinsecamente voltado a educação. “Vejo que as crianças não são racistas, elas se tornam racistas pelo incentivo dos adultos que não as educam. Vamos voltar nosso trabalho a isso. Espero que meu projeto para difundir o estudo da história dos negros e da África nas escolas municipais seja apreciado e votado o quanto antes, e que seja posto de fato em pratica” anunciou.

Valdice Gomes, presidente do sindicato dos jornalistas de Alagoas, também participou de evento usando a tribuna para explanar seu descontentamento sobre as políticas públicas voltadas as questões raciais. Já Arísia Barros, representante da Ong Maria Mariá, falou sobre a visão deturpada da sociedade de julgar o negro pela sua tonalidade de pele. “Certa vez escutei de um amigo meu negro com cabelos black power dizer: Pela cor da minha pele já sou abordado pela polícia. Ser negro nesse país já é motivo para incitar a desconfiança. Isso me dói. Precisamos de políticas públicas que minimizem essa discriminação”, finalizou.

Também fizeram parte da mesa de honra da sessão especial, a sacerdotisa Mãe Miriam, que abordou a discriminação contra a religião de origem africana e o Srº Pedro Paulo, da Fundação Afonso Arinos, que fechou seu discurso com citações de uma música de Zé Ramalho que retrata a vivência de um trabalhador que sofre com a discriminação. O evento contou ainda com as presenças dos vereadores Tereza Nelma, Heloísa Helena e Nery Almeida.

Fonte: Assessoria

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