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PARTICIPAÇÃO

Texto: Helciane Angélica
Fotos: Alexsandra Timóteo

Nos dias 02 e 03 de agosto, ocorreu uma Jornada Pedagógica em defesa dos direitos dos canavieiros – Pelo Limite da Propriedade da Terra
no município de Messias localizado na zona da mata alagoana, tendo como
ponto de encontro a Escola Estadual Judithe Nacimento. A atividade foi
promovida pela Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT-AL) e contou
com a presença de 50 trabalhadores rurais oriundos da zona da mata,
litoral norte e sertão.
A atividade de
formação contou com a consultoria do historiador e sociólogo Sávio
Almeida da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que ministrou uma
palestra sobre a Análise de conjuntura da luta pela terra em Alagoas. O
professor destacou que o mais importante para os portugueses não era
escravizar os índios e sim polarizar as terras, e sim, ter lucro com
isso. Eles não descobriram o país, nem a nação, descobriram as terras e
tinham que arrumar uma forma de ficarem com elas e retirar o maior lucro
possível. Também afirmou que aqueles quem mandam em Alagoas são
extremamente inteligentes, porque conseguiram manter a posse durante
anos e anos – atualmente, existem 24 famílias dominantes.

Na
visão do palestrante, um dos acontecimentos mais importantes no século
XX e XXI foi a existência dos assentamentos, como uma possibilidade
eficaz de interferência na luta pela terra. “Hoje já começa a existir
uma nova geração de sem terra, as crianças e os jovens que estão nos
acampamentos e assentamentos. Somos a única forma de trazer democracia
para este sistema capitalista dominante, por que somos o único
instrumento para poder quebrar essa estrutura dominante”, afirmou o
palestrante.

Na terça-feira à noite, o ativista Helcias Pereira do
Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade do movimento negro
alagoano que faz parte dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNS) –
desenvolveu um momento reflexivo em Memória do Mártir Zumbi, para
explanar sobre a resistência negra e a luta pela terra no Quilombo dos
Palmares.

Na programação, os
participantes também foram divididos em grupos de trabalho para
aprofundar a discussão, analisar as ações realizadas e planejar as
estratégias de ação. Além disso, ocorreram
vários momentos místicos e foi apresentado o vídeo da Campanha do
Limite da Propriedade da Terra e explanações sobre a importância do
Plebiscito Nacional.

Fonte: http://www.cptalagoas.blogspot.com

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