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Helcias Pereira recebe hoje Comenda Dandara

A Câmara Municipal de Maceió  por intermédio da vereadora Fátima Santiago (PP), entregará hoje (11) às 16h a Comenda Dandara. É concedida a instituições públicas e privadas; nacionais e locais; para personalidades, inclusive, in memorian – em reconhecimento à contribuição nas ações relativas à luta pela Diversidade Étnicorracial no âmbito do município de Maceió. Dentre os homenageados estão: a ialorixá Mirian Araujo Souza Melo, da casa de axé Ilê Nifé Omí Omo Posu Beta; Helcias Pereira, ativista do movimento social negro, arte-educador e integrante do Anajô/APN-AL; e o advogado Alberto Jorge Ferreira, Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB-AL.

 

Historiografia

 

Helcias Roberto Paulino Pereira, nascido em 27 de março de 1963, alagoano, natural de Maceió.

 

1977 – Começo a fazer parte do Grupo de Jovens ligado a Igreja Católica do bairro do Jacintinho, sendo que em menos de três meses, foi escolhido para fazer o mini-TLC (Treinamento de Liderança Cristã) sendo o mais novo membro daquela organização apoiada pela Arquidiocese de Maceió.

1978 – Iniciou sua militância ainda no auge de sua juventude, quando apenas com 15 anos coordenou um grupo de jovens paroquianos no bairro do Jacintinho, o qual se articulou com a Pastoral de Juventude – PJ na Arquidiocese de Maceió.  Posteriormente adquiriu importantes conhecimentos nos Encontros de Formação das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs;

1981 – Juntou-se a outras lideranças jovens e articulou a Pastoral de Juventude do Meio Popular – PJMP cuja organização estendia-se pelo Nordeste II (AL, PE, PB e RN), chegando a articular junto a outras lideranças mais de 60 (sessenta) grupos jovens apenas em Maceió capital alagoana;

1983 – filiou-se ao Partido dos Trabalhadores – PT, participando em maio do ano seguinte do II Encontro Nacional da Classe Trabalhadora – ENCLAT com a presença de lideranças nacionais a exemplo do Presidente LULA, Olívio Dutra, Meneguelli e outros;

1985 – passou a ser simpatizante do Movimento Negro, visitando a Serra da Barriga pela primeira vez, iniciando uma série de estudos, debates e reflexões sobre a temática étnicorracial.  A partir de então, manteve-se firme nessa nova descoberta, enveredando uma interessante e fomentadora proposta de ação;

1988 – durante a “comemoração do Centenário da Abolição”, articulou e fundou o MOCAMBO ANAJÔ, com aproximadamente quinze componentes, sendo a maioria composta por militantes da PJMP e CEBs.  Iniciou uma série de proposições no sentido de contribuir com a organização do Movimento Negro Alagoano;

1989 – Participou em São Luis do Maranhão do Encontro Norte-Nordeste dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil, entidade nacional supra organizada, momento pelo qual proporcionou a filiação do Mocambo Anajô ao Quilombo Central dos APNs – Sediado em São Paulo,  cuja organização se estende pelos grandes quilombos regionais brasileiros: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte-Nordeste, abrangendo uma média de 16 Estados com dezenas de núcleos (mocambos) espalhados pelo território nacional;

1992 – Ao participar de Encontros de Negros do Nordeste e entendendo melhor sua forma de organização, fomentou e articulou a criação da Coordenação de Entidades Negras de Alagoas – CENAL, sendo eleito o primeiro Coordenador Geral. Entendendo a importância dessa nova etapa, buscou um caminho de diálogo com o Movimento Negro Nacional, chegando a participar diretamente na articulação da Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN em encontros realizados em Aracaju (SE), Salvador (BA), Recife (PE) e Goiana (GO);

1993 – Participou do Curso de Teologia Negra, promovido pelo Grande Quilombo de APNs NE, ministrado pelo Teólogo Negro Dr. Marcos Rodrigues em São Luiz do Maranhão e Fortaleza – CE.

1994 – Articulou a união da CENAL com a CONEN – NE, coordenando o Escritório Nacional do Projeto 300 Anos de Zumbi, o qual contou com o apoio do Ministério da Cultura através da Fundação Cultural Palmares, Governo do Estado de Alagoas e Universidade Federal de Alagoas através do NEAB e FUNDEPES, realizando uma das mais belas programações no Município de União dos Palmares e na Serra da Barriga em homenagem a ZUMBI e a todos os mártires quilombolas.  Durante esse período, Helcias Pereira acumulou importantes experiências, representando simultaneamente o Mocambo ANAJÔ e a CENAL, na CONEN, bem como, sendo membro da Coordenação Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs, tanto como Representante do grande quilombo de APNs do Norte-Nordeste, quanto Coordenador Nacional de Formação até meados de 1999.

1995 – Foi Diretor do Departamento de Arte e Cultura (DAC) na Secretaria Municipal de Educação – SEMED (Maceió);

1998 – A convite da então Secretária Estadual de Educação Profª Maria José Viana, compôs o Colegiado da Diretoria do CAIC Virgem dos Pobres (Trapiche da Barra) em Maceió, no qual vivenciou situações de extrema experiência além escola, junto às comunidades carentes, principalmente nas favelas a margem da Lagoa Mundaú;

2002 – Assumiu a Coordenação Geral de Projetos da então Secretaria Estadual de Projetos Especiais – SEPES com empenho destacado na coordenação da Semana da Consciência Negra na Serra da Barriga;

2004 – Assumiu a Gerência de Projetos Afros da Secretaria Especializada de Defesa e Promoção das Minorias – SEDEM – AL, tendo a oportunidade de enquanto gestor, representar o Estado na formação do Fórum Intergovernamental de Política de Promoção da Igualdade Racial – FIPPIR/NE durante um Seminário em Recife (PE), posteriormente participando da segunda reunião da coordenação em Fortaleza – CE e em Brasília no lançamento do Plano Nacional de Políticas de Promoção pela Igualdade Racial – PLANAPIR;

2005 – Propôs e articulou a volta do Mocambo ANAJÔ que se tornou ONG – Centro de Cultura e Estudos Étnicos para ser um elemento de fomento a organização do Movimento Negro Alagoano;

2006 – Foi Consultor do Instituto Magna Mater, contribuindo na consecução, sensibilização e execução da obra do Parque Memorial Quilombo dos Palmares – Primeiro Projeto Afro-Arquitetônico das Américas, construído na Serra da Barriga – Solo sagrado – Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Arquitetônico Nacional – IPHAN. Sentiu-se finalmente realizado com a entrega oficial do PMQP para a Fundação Cultural Palmares em 25/05/2007;

2008 – Participou representando o ANAJO na Oficina de Teatro Popular Nordeste, coordenada pelo Centro de Teatro do Oprimido – CTO do Rio de Janeiro, bem como, na criação do Conselho Municipal de Promoção à Saúde de Maceió.

2009 – Idealizou o Projeto Tambor Falante fomentando debates livres que passou a ser uma parceria entre o ANAJÔ, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial – COJIRA e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro.

Entre janeiro de 2005 a abril de 2010, coordenou várias etapas do Projeto Palmares in loco (ANAJÔ) que consiste em visitas étnicas na Serra da Barriga, fato que possibilitou o acompanhamento de diversos grupos, entidades e instituições brasileiras a exemplo de escolas públicas de Alagoas e Pernambuco, Universidades e Faculdades como: UNB, UFPE, UERJ, UFBA, FAT/AL, FAL, UFAL + COJIRA, FASUBRA. Grupos religiosos de Matriz Africana a exemplo da NAÇÃO XAMBÁ, Grupos de Capoeira, ONGs, professores, alunos, turista de países como: Moçambique, Guiné Bissau, Angola, Portugal e Inglaterra, além de pesquisadores em geral.

Em Março de 2010 – Representou o CEASB / Ponto de Cultura Guerreiros da Vila no 1º Encontro dos Pontos de Cultura de Alagoas e Sergipe em Maragogi – AL, e na TEIA NACIONAL DE CULTURA em Fortaleza – CE.

Em Abril de 2010 – Foi eleito membro conselheiro da Coordenação Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs durante o 1º Congresso Nacional da entidade em Goiânia – GO, e durante as reuniões nacionais foi convidado para assumir a COORDENAÇÃO NACIONAL DE FORMAÇÃO DOS APNs (gestão 2010-2012).

Atualmente, é membro-diretor do ANAJÔ; Atua como arte-educador, mobilizador social do Projeto: Catadores, Vida e Cidadania do Fundo Nacional do Meio Ambiente, coordenador pelo Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu – CEASB junto a Comunidade da Vila Emater II (antiga favela do lixão) e circunvizinhança, onde também coordena do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila.

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