Arquivo

Archive for novembro \23\UTC 2012

Dia histórico: Joaquim Barbosa é empossado como presidente do STF – DISCURSO COMPLETO

23 de novembro de 2012 Deixe um comentário

 

7º Tambor Falante – Você é o(a) nosso(a) convidado(a)!

21 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Acontecerá nesse sábado (24.11) a 7ª edição do Tambor Falante – Ciclo de Debates com o tema: “As raízes africanas na História de Alagoas”, a partir das 14h, no auditório da Faculdade Raimundo Marinho localizada no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió.

O evento é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs, em parceria com a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e o Curso de Serviço Social da instituição de ensino.

Busca reunir lideranças dos segmentos afros, educadores, acadêmicos e formadores de opinião em um mesmo ambiente para compartilhar conhecimento e discutir uma nova maneira de participação na continuidade da luta e organização do povo afro-brasileiro.

O projeto Tambor Falante existe há dois anos, tem ampliado a discussão sobre assuntos ligados às questões étnicorracias e sociais, além de estimular a integração do movimento negro alagoano, além de refletir sobre temas polêmicos do cotidiano.


Bastidores: Membros do Anajô na Serra da Barriga (20 de novembro)

21 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cartão especial: 20 de novembro

20 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Informe: Coordenação de Finanças APNs

19 de novembro de 2012 Deixe um comentário
Malungos e Malungas APNs
A Coordenadora Nacional de Finanças dos Agentes de Pastoral Negros vem comunicar a todas e todos os associados que na Reunião Nacional Ampliada realizada na Cidade de Nova Iguaçu (RJ), no dia 16/11/12, que a partir da presente data deverá ser cobrada uma taxa de 10% sobre o total do faturamento para as pessoas e/ou grupos comercializarem produtos nas atividades promovidas pela entidade.
Na certeza do empenho de todas e todas.
Coordenação Nacional de Finanças
APNs do Brasil
Categorias:APN's, Informes Tags:, ,

Banda afro Mandela realiza hoje ato percussivo

18 de novembro de 2012 Deixe um comentário

 

ATENÇÃO, pessoas que gostam de um batuque.

Hoje (18.11) das 15h às 19h, em frente a Escola Rosalvo Lobo – localizado no Conjunto Castelo Branco no bairro da Jatiúca em Maceió – tem um ATO PERCUSSIVO EM HOMENAGEM A ZUMBI DOS PALMARES, e também, protesto pela antecipação do feriado em Alagoas. 

Vamos lá prestigiar o boi Cobra Negra e a Banda Afro Mandela.

Leve o seu axé!!!

TER CONSCIÊNCIA NEGRA … VIVA ZUMBI E TODOS OS GANGAS!

18 de novembro de 2012 Deixe um comentário

 

Por: Helcias Pereira

Membro do Mocambo ANAJÔ /APNs-AL
Membro da Coordenação Nacional dos APNs do Brasil
Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial / CNPIR-SEPPIR-PR
(82) 9600-9941 – helcias.pereira@hotmail.com

 

É de suma importância que todos nos unamos em torno das lutas diárias do povo afro-ameríndio. No mínimo, unir forças, promover ações que edifiquem a consciência conjunta das lideranças, democratizando proposta é fortalecendo as realizações. Mas é preciso também ter cuidados, usar a consciência como fomentadora da inteligência para não fazer o jogo do inimigo, ou ser engabelado por ele no percurso da história, aliás, história essa muitas vezes deturpada ou esquecida por gente que só se enxerga em nome do seu bel prazer, etnocêntrico ou não.

Temos que ter consciência que o povo de Palmares lutou por um século nas mais adversas intempéries, no entanto, através da união, superaram a fome e o infortúnio da escravidão. Zumbi conviveu e herdou dos seus a CONSCIÊNCIA da luta pela vida, e vida com dignidade. Foi martirizado como tantos outros pelos algozes do colonialismo. Seu nome hoje resgatado como último ganga-comandante-em-chefe, inscrito no Tombo como Herói Nacional, herói do povo brasileiro.

Certamente diria Zumbi hoje: Estamos bem, estamos no caminho certo, está na hora de inculturar o necessário e politizar muito mais a luta para que nossa vitória seja completa. Temos um Estatuto da Igualdade Racial que é Lei; fomos vitoriosos sobre as cotas no STF por dez a zero, ganhamos no Senado Federal 50% das vagas para escolas públicas dentro das Universidades. Nossos cotistas provaram na pratica que são competentes nos estudos, apesar de todas as faltas de oportunidades, ou simplesmente, apesar de tudo que lhe foi negado, roubado, esteriotipado. Temos um Negro presidente do Supremo Tribunal Federal, Temos muito para refletir, analisar, fortalecer e comemorar.

É isso… Eu diria que nosso herói Zumbi quer mesmo é que fiquemos atentos como atalaias, para sermos sujeitos da história fazendo a sua parte sem esquecer o coletivo, não apenas das entidades negras, dos grupos culturais, das casas religiosas de matrizes africanas, dos quilombolas… Mas sim, de toda COMUNIDADE NEGRA E AFRO-AMERÍNDIA, sobretudo, as esquecidas nas favelas, nos lixões, nos grotões, nos cárceres, nas pedras do IML, nas esquinas sem futuro, nas salas de aula eurocêntricas, nos discursos equivocados e nas posturas egoístas.

Para que nossa CONSCIENCIA NEGRA seja completa precisamos enlaçar nossas mentes, nossas mãos, nossos pés e nossos corações em favor do nosso povo e em nome do Heroi Nacional Zumbi dos Palmares.

AXÉ POVO DE ZUMBI! SARAVÁ N’ZAMBI!

 

………………………………………………………………………………..

O conteúdo abaixo faz parte de um texto já publicado em alguns sites desde 2010.
“Considerando que a ÁFRICA é o berço da humanidade, defendo que SER NEGRO é ser antes de tudo, filho da África, homens e mulheres descendentes geneticamente de diferenciados grupos étnicos e culturas como os Yorubás, Gêges, Bantos e tantos outros, cuja ancestralidade está presente no nosso jeito de falar, andar, dançar, vestir, cozinhar, etc. Está na força da nossa oralidade, intrínseco na nossa epiderme, nos traços faciais, no encarapinhado de nossos cabelos, na consciência sócio-histórico-cultural e religiosa, sobretudo, correlacionados às raízes de matizes africanas. Mas também, está na consciência cidadã de dizer não ao racismo e combatê-lo junto a outras formas de preconceito, independente da quantidade de melanina.
Ser negro é ter CONSCIÊNCIA NEGRA = consciência ÉTNICORRACIAL, que por sua vez implica em alto-identificação, sentimento de pertencimento, de ser afro-brasileiro e sentir na grande contextualidade a importância de se assumir afro-ameríndio.

Ter consciência negra é não aceitar comportamentos e ações racistas, discriminatórias e muito menos segregacionistas, é não acirrar e ainda se opor a qualquer tipo de sentimento de superioridade diante do outro por causa das diversidades, é dizer não ao ETNOCENTRISMO que oprime e segrega da mesma forma.

Ter consciência negra é não aceitar a intolerância religiosa que humilha e agride individual e institucionalmente as comunidades de fé de matriz africana; É não aceitar discriminações correlatas a exemplo dos diversos casos de homofobias e xenofobias, principalmente no tocante a prática do eurocentrismo.

Ter consciência negra é defender permanentemente a causa do povo negro, cuja comunidade ainda vivencia os infortúnios do colonialismo e da exploração de mão de obra barata e semiescrava.

Ter consciência negra é lutar por políticas de promoção da igualdade racial. Defender as mulheres e crianças negras dos estereótipos e abusos etnocêntricos, capazes de esmorecer sua alto-estima, fruto de todas as importunidades causadoras de extremas desigualdades socioculturais e econômicas.

Ter consciência negra é lutar igual e simultaneamente por direito à terra, educação com qualidade, segurança alimentar permanente, cultura, esporte e lazer, inclusive resgatando e avivando os cantos e as brincadeiras circulares ancestrais, garantia de direitos a moradia com dignidade e ainda um olhar com ações direcionadas as comunidades tradicionais remanescentes de quilombos e de matriz africana. Enfim, garantir políticas públicas reais de ações afirmativas que promovam a igualdade racial e, sobretudo, estabeleça o compromisso de combater as injustiças sociais causadas pelo RACISMO AMBIENTAL que promove sistematicamente a excludência, a vulnerabilidade e a negação de direitos daqueles que se condicionam em formar favelas e sobreviver nas lamúrias das serras, vales, grotões e ao lado dos lixões das grandes cidades.”
Só unidos vamos vencer nossas batalhas e realizar nossos propósitos coletivos.