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Integrantes de grupos percussivos refletem sobre Pertencimento Étnico

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Por: Helciane Angélica

 

O mês da consciência negra celebrado durante todo o mês de novembro, é o período que reverencia o dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares – instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. Trata-se de um mês destinando às atividades que exaltem a história e cultura afroalagoana, realização de apresentações culturais dos segmentos afros e realização de homenagens.

Esse também é o momento para estimular a reflexão sociopolítica sobre a realidade da população negra e das políticas e ações afirmativas, além de discutir sobre os impactos do racismo e a intolerância religiosa. Pensando nisso, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – organização não governamental sediada em Maceió(AL), fundada em 2005, e vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – realizará um importante projeto de formação e sensibilização no mês da consciência negra, o Xirê de Malung@s (Roda/Encontro de Companheiros/as de Luta) sobre o tema Pertencimento Étnico.

O Xirê de Malungos é uma das ações da instituição atuante no movimento social negro. Também são desenvolvidos: debates sobre a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares; palestras sobre racismo e políticas de igualdade racial; Tambor Falante (Ciclo de Debates) sobre as questões étnicorraciais; Cine-Fóruns (projeção de filmes/curtas e discussão); e o projeto Palmares in loco, que promove passeios étnicos e explanações sobre a História do Quilombo dos Palmares.

A programação do Xirê teve início no dia 8 de novembro, durante o evento Juntos & Misturados realizado pelas bandas afros Mandela, Zumbi e Afoxé. Um momento de integração, entretenimento e valorização da cultura afroalagoana, que ocorreu em frente à Escola Estadual Professor Rosalvo Lobo no bairro da Jatiúca em Maceió.

 

Bandas Afros

Na década de 1990, as bandas afros se proliferaram no Estado de Alagoas, se espalharam em vários bairros da capital alagoana, sendo a pioneira a banda afro Mandela (Jatiúca). Também foram formadas a banda Zumbi (Jacintinho), Afoxé (Trapiche), Tambores do Trapiche (Trapiche), Timbatuque (Trapiche), Ilê Axé (Feitosa), Axé Zumbi (Vergel), Civilização Negra (Vergel), e ainda, foram criadas a banda Afrolozzi (Associação Pestalozzi de Maceió) e a banda afro Meninos da Praça, um projeto de inclusão social do Centro Erê, integrado ao Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.

Também foram promovidas várias oficinas de percussão, dança afro e expressão corporal em União dos Palmares, Viçosa e Pilar, que desencadearam a criação das bandas: Afro Revolução, Afro Dandara, Afro Zumba, Afro Gurgumba, dentre outras.

Todas, utilizaram as cores da identidade africana (preto, verde, vermelho e amarelo) nos instrumentos e para caracterizar seus figurinos; as canções destacavam a ancestralidade, a negritude, a beleza do nosso povo, história e riquezas culturais.

 

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