Início > Anajô, APN's, Eventos, Igualdade Racial, Movimento negro, Notícias e política > Tambor Falante é realizado na Grota da Alegria

Tambor Falante é realizado na Grota da Alegria

IMG-20160531-WA0021

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (ANPs) – iniciou os trabalhos do “TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades”. O projeto foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A primeira etapa ocorreu no dia 28 de maio no bairro de Benedito Bentes 2, em parceria com o Centro de Educação Popular e Cidadania Zumbi dos Palmares (Cepec), que cedeu a sua sede localizada na Grota da Alegria para a discussão sobre o tema “MAIORIDADE PENAL E O EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA”.

Atualmente, o Estado de Alagoas é o 3º mais violento do país com 8,75 dos dados (muito acima da média nacional que é 2,7) e Maceió é a 5ª capital mais violenta com 55,63 das estatísticas e a 18ª cidade mais violenta do mundo. A crescente estatística de assassinatos e outras formas de violência no Brasil tem se configurado como um caso de calamidade pública nacional; a insegurança destrói famílias e o futuro de muitos jovens, especialmente, jovens negros. A violência no Brasil tem idade, raça e território: jovens entre 15 e 29, do sexo masculino, de cor preta ou parda e que moram em locais de vulnerabilidade social.

Cerca de 80 pessoas participaram desse momento de integração e formação sociopolítica, entre: crianças e adolescentes da comunidade, fiéis da Igreja Batista da Grota da Alegria, acadêmicos e integrantes do Movimento Social Negro. Dentre as instituições que estiveram representadas no local, estiveram: Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Zumbi dos Palmares (CEDECA), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal), Faculdade de Letras (FALE)-CAAL-UFAL, Instituto do Negro de Alagoas (INEG), Movimento Mulheres pela Democracia, Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Universidade Federal de Alagoas (Neab-Ufal), ONG Moradia e Cidadania, Partido dos Trabalhadores (PT), Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (SINTEAL).

No encerramento da atividade, o Contra Mestre Alex D´Lua coordenou a apresentação do Grupo Yá Capoeira, que realizou uma bela roda de capoeira e interagiu com o público no samba de roda, demonstrando que a cultura e o esporte são mecanismos essenciais para a transformação social, cultura de paz e afastamento da marginalidade.

 

Currículo dos facilitadores

Para subsidiar o debate, apresentar dados e propostas de reflexão foram convidados como facilitadores: Rúbia Nascimento (PJMP-AL) e Vinícius Almeida (APNs-SP), ambos, membros do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve). Veja abaixo o currículo dos ativistas:

RÚBIA NASCIMENTO: Acadêmica de Ciências Sociais na Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Militante da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) no Estado de Alagoas; Representa a PJMP, pela cadeira de religiosos, no Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE); integra o GT de Juventude Negra e coordena a Comissão de Comunicação; Participou do processo de construção e eleição do Conselho Estadual de Juventude em Alagoas; Pela PJMP, fez parte da coordenação nacional da Campanha Contra Violência e Extermínio de Jovens; Possui Formação Técnica em Teatro pela ETA-UFAL e trabalha no Centro Educacional Municipal em Messias como professora de teatro.

VINÍCIUS ALMEIDA: Professor de Educação Física; Militante dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil no Estado de São Paulo (APNs-SP); Representa os APNs, pela cadeira Negros e Negras, no Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE); Coordenador de Esportes no Centro Educacional Unificado Tiquatira pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo; Desenvolve o projeto Ocupação Preta em parceria com Secretaria Municipal de Cultura e o projeto Ciclo de Debates em parceria da ETEC Tiquatira; Em 2015, fundou com outros ativistas o Coletivo Glicério Pela Vida, promovendo a ocupação dos espaços públicos, com ações sociais e culturais contribuindo para redução da violência e violação dos direitos dos moradores e refugiados do bairro.

 

Confira o registro fotográfico do evento: AQUI!

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: