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Archive for the ‘Bate-papo’ Category

Anajô e Pastoral da Negritude realizam roda de conversa

16 de março de 2016 Deixe um comentário

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7º Tambor Falante – Você é o(a) nosso(a) convidado(a)!

21 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Acontecerá nesse sábado (24.11) a 7ª edição do Tambor Falante – Ciclo de Debates com o tema: “As raízes africanas na História de Alagoas”, a partir das 14h, no auditório da Faculdade Raimundo Marinho localizada no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió.

O evento é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs, em parceria com a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e o Curso de Serviço Social da instituição de ensino.

Busca reunir lideranças dos segmentos afros, educadores, acadêmicos e formadores de opinião em um mesmo ambiente para compartilhar conhecimento e discutir uma nova maneira de participação na continuidade da luta e organização do povo afro-brasileiro.

O projeto Tambor Falante existe há dois anos, tem ampliado a discussão sobre assuntos ligados às questões étnicorracias e sociais, além de estimular a integração do movimento negro alagoano, além de refletir sobre temas polêmicos do cotidiano.


Bastidores – Reunião no Akuaba (05.09.12)

6 de setembro de 2012 Deixe um comentário

Nessa quarta-feira (05.09.12), integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade associada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – estiveram no restaurante Akuaba, para participar do primeiro bate-papo  sobre o Plano Nacional de combate ao extermínio da juventude negra, antes da instalação oficial do projeto piloto, que estar prevista para o dia 27 de setembro no Estado de Alagoas.

Estiveram presentes ativistas do movimento negro alagoano e de entidades que defendem os direitos da juventude, além de gestores estaduais e do Governo Federal: Secretaria Nacional de Juventude/Ministério da Justiça, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e do Ministério da Educação.

Em breve mais informações!

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Bastidores: Tambor Falante (09.04.11)

10 de abril de 2011 Deixe um comentário

 Por: Helciane Angélica – Jornalista

 No sábado (09.04) ocorreu a sexta edição do Tambor Falante – Ciclo de Debates com o tema “Racismo e Homofobia na atual conjuntura” e a reflexão crítica sobre as declarações emitidas pelo Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no programa CQC da Band. A atividade ocorreu no espaço de eventos Brindar Festa, por trás do Ginásio Cenecista Jorge Assunção no bairro do Poço.

Estiveram presentes integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculado aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro; Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb); a professora universitária e meteorologista Ângela Bahia; e a médica e vereadora por Maceió, Fátima Santiago (PP).

Eu sou uma mulher negra que tive uma educação e oportunidades diferenciadas, mas que batalhei muito. E por ter essa origem, sempre procuro aprender a cada dia, ter mais contato sobre as questões sociais e discutir mais sobre as diversas formas de preconceito. É um mundo novo e quero conhecer, para ajudar da melhor forma“, declarou a vereadora aos presentes.

Na ocasião, os participantes puderam assistir a entrevista de teor preconceituoso, além de vídeos sobre os efeitos danosos executados desde a infância que contribuem para a intolerância, a baixa-estima e práticas criminosas. Também foi discutido o racismo institucional, as abordagens policiais e a imagem negativa que as pessoas negras e pobres, moradoras de favelas, são vistas como bandidos.

Além disso, foram expostas as opiniões e estratégias de ação para que Alagoas seja incluída no movimento de repúdio ao parlamentar e para que a Lei seja cumprida. “Essa declaração sobre negros e gays, não é só ele. Tem um rebanho de pessoas que comungam do mesmo pensamento, e pior, que defendem o que ele fala e votaram nele“, desabafou o professor Allex Sander Porfirio. A presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas e integrante da COJIRA-AL, disse que o deputado já é conhecido por suas declarações bombásticas, e que o movimento nacional de jornalistas pela igualdade racial manifestaram seu repúdio. O ativista Helcias Pereira, defende uma punição para o parlamentar: “Ele está ganhando dinheiro público e fala essas babozeiras, pior, são práticas racistas e criminosas, e deve ser cassado“, disse.

O Tambor Falante existe há dois anos, busca ampliar a discussão sobre assuntos ligados às questões étnicossociais e a integração do movimento negro alagoano, além de refletir sobre temas polêmicos do cotidiano.

Mini-entrevista

22 de outubro de 2007 Deixe um comentário

O BLOG Anajô realizou uma mini-entrevista com Arísia Barros.

 

Gerente Étnico-Racial da Secretaria Estadual de Educação e Esporte – desenvolve um importante trabalho na sensibilização e formação de professores, além de garantir atividades que promovam na prática das Leis 10.639/03 e 6.814/03, federal e estadual, que defendem a implementação da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na grade curricular das escolas públicas e privadas.

Arísia Barros reuniu suas idéias e experiências no livro “A pequena África chamada Alagoas", que remete à reflexão desde a capa. Confira mais informações sobre a publicação.

 

 

1. Desde quando você começou a produção do livro “A pequena África chamada Alagoas"?

O livro é uma coletânea de artigos publicados em jornais locais e na Internet. Para começar os artigos contei com o incentivo máximo do jornalista  Enio Lins que participou ativamente dos encontros afros e falava sempre da importância do trabalho que está sendo feito e conversas alheias. Ele me “intimou” a colocar as idéias no papel, daí o produto final. A Editora Bagaço do estado de Pernambuco, na pessoa do Sérgio Mello nos propôs editar o material e lançá-lo na Bienal. Isso tem só um mês. E o mais legal é que o trabalho da SEEE na questão étnico-racial já se expandiu, segundo Sérgio a proposta da  Editora surgiu do pioneirismo deste  trabalho. Legal!

 

2. Quais os assuntos abordados? (temas gerais) 

Sobre a relação que a escola tem com os “ditos diferentes”, principalmente, com as crianças negras. São narrações de histórias de discriminação racial acontecidas nos espaços escolares. Histórias contadas por mães, alunos/alunas e professores/professoras. É a busca de reflexão de como o racismo impede a construção da auto-estima, limita espaços sociais e de crescimento.

    

3. De que forma o livro poderá ajudar na educação dos alunos alagoanos (ou não) e na efetivação das Leis 10.639/03 e 6.814/07?

Como é fruto de experiências escolares, creio que ao serem partilhadas servirão de reflexão para outros professores/professoras e da importância urgente da releitura das práticas pedagógicas aprisionadas na ideologia eurocêntrica.

 

4. O que necessariamente da sua experiência como gestora étnico-racial contribuiu para o conteúdo do livro?

Estar à frente do Núcleo Temático agora da Gerência Étnico-Racial, da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte criou condições para que pudéssemos ver e ouvir a escola, suas resistências e seus avanços para combater  a prática do racismo. Temos um conhecimento mais real de como se processa a exclusão racial.

 

5. Que pessoas ou instituições deram o apoio essencial para a produção desse livro?

Na verdade muitas pessoas estiveram e estão na construção. Quando os gestores da educação de Alagoas apoiaram a ação de combate ao racismo, com a criação do Núcleo Temático transformado agora em Gerência Étnicio-Racial criaram as condições de “escuta” sobre o silêncio secular  em relação à  história negra contada na escola. A imprensa alagoana, em particular os jornalistas Enio Lins, Flávio Gomes de Barros e Miguel Torres abriram espaço de visibilidade para nosso trabalho. É um trabalho de construção, participação, resistências.      

      

Lançamento do livro

 

O livro "A pequena África chamada Alagoas" foi produzido pela Editora Bagaço, será lançado no dia 24.10 (quarta) às 15hs no stand da editora, durante a programação oficial da III Bienal do Livro em Alagoas – Centro de Convenções.

A autora do livro, Arísia Barros, é publicitária e atualmente encontra-se como gerente étnico-racial da Secretaria Estadual de Educação e Esporte.

 

 

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* Produção de Helciane Angélica – Jornalista e Presidente da ONG Anajô

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Mini-entrevista

22 de outubro de 2007 Deixe um comentário

O BLOG Anajô realizou uma mini-entrevista com Patrícia Mourão.

 

Secretária Executiva do Instituto Magna Mater, organização não-governamental que idealizou e captou recursos para a instalação do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, construído no Platô da Serra da Barriga – local sagrado, palco de luta e sede administrativa do maior e mais importante quilombo, o Quilombo dos Palmares.

 

 

1. Na sua opinião qual a importância de discutir as "Memórias e Palavras da Literatura Negra" – tema da 28ª edição do encontro afro-alagoano de educação realizado pela Gerência Étnico Racial da SEEE dentro da programação oficial na III Bienal do livro no Estado de Alagoas?

A cultura e os saberes africanos foram, durante séculos, transmitidos apenas através da oralidade. É importante ressaltar que a África é um continente com múltiplas e diferentes expressões culturais, artísticas e étnicas. Resgatar, divulgar e promover, tanto a Literatura Negra como a Escrita Negra em geral, é dar uma nova dimensão à forma de transmissão de todas essas expressões, numa escala muito maior.

 

2. Como você avalia a produção da literatura negra (conteúdo e autores negros)? O que precisa ser aperfeiçoado?

Já existe uma sólida produção literária e intelectual por parte de autores negros – tanto africanos como afro-americanos que precisa ser mais conhecida pelo grande público. Não creio que haja alguma coisa a ser  "aperfeiçoada", pois acho que comparações podem gerar equívocos decorrentes do eurocentrismo, que tem estabelecido os padrões estéticos e artísticos. Acredito principalmente na urgência e na necessidade de dar visibilidade a essa crescente produção, não apenas no Brasil, mas no mundo. 

 

3. A gerente de educação étnico-racial, Arísia Barros, lançará oficialmente o livro que ela produziu intitulado "A pequena África chamada Alagoas”,  tema que remete à reflexão desde a capa. De que forma você avalia a contribuição desse material na efetivação da Lei 6.814/07? (estadualização da Lei 10.639/03, para o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na grade curricular de escolas públicas e privadas)

Acho de fundamental importância a publicação desse livro –  sendo uma das primeiras contribuições alagoanas – no processo de construção de uma literatura e de uma produção intelectual negras. Para a efetivação da Lei 6.814/07 (estadualização da Lei 10.639/03), muitos instrumentos não eurocêntricos poderão ser usados, como o Parque Memorial Quilombo dos Palmares (que considero uma opção de vivência e de experimentação. Entretanto, a criação de uma bibliografia temática é um divisor de águas para a perpetuação de forma mais sistemática de todos os saberes acumulados ao longo dos séculos, como também no reposicionamento das perspectivas, através de um olhar afro-descendente.

 

4. Que livros e autores foram referência nos estudos e formação dos membros do IMM, para a execução do projeto que originou o Parque Memorial Quilombo dos Palmares?

Primeiro, os “clássicos”: “Palmares – A Guerra dos Escravos” do Décio Freitas (e paralelamente “República de Palmares – Pesquisa e comentários em documentos históricos do século XVII” do Décio, editado pela EDUFAL) e “O Quilombo dos Palmares” do Edison Carneiro. Lemos absolutamente todos os livros e teses sobre esse assunto, e como referência bibliográfica sugiro acessar o nosso site: http://www.quilombodospalmares.org.br, na parte de “livros”, mas diria que estes dois são a base de tudo que se escreveu sobre esse tema. Como livro de leitura imprescindível hoje, como “resumo” e com uma visão mais moderna, recomendo “Palmares” de Flavio Gomes – professor de História da UFRJ e militante do Movimento Negro.

Artur Ramos, Prof. Luis Sávio de Almeida, Prof. Edson Moreira, Luiz Renato Vieira, Matthias Rohrig Assunção, Câmara Cascudo, Raul Lody e tantos outros, foram leituras obrigatórias para a construção do conteúdo histórico e cultural do Parque. Esse processo de criação do conteúdo foi também muito enriquecido pela tradição oral da cultura negra, onde casas religiosas de matriz africana foram nossas principais fontes.

Com a consultoria permanente do Helcias Pereira e do Prof. Zezito Araújo definimos também um aspecto importante do Parque: que língua seria predominante? Yoruba – que ganhou força e espaço através da difusão da cultura baiana neste último século, ou Bantu – a principal influência de Palmares? Como o Parque tem o objetivo de privilegiar o consenso das interpretações históricas e a valorização das principais expressões afro-brasileiras, contemplamos ambas – Yoruba principalmente nos aspectos religiosos do Parque, e Bantu na nomenclatura dos espaços construídos.

Entendemos que tínhamos o dever de colocar também referências poéticas negras. Para isso, convidamos o Lepê Correia, que  escreveu um poema – com terminologia fortemente Bantu – exaltando a cultura e a arte afro-brasileira e que pode ser ouvido na voz do Djavan.

 

 5. O Parque já se tornou um importante capítulo na história da Serra da Barriga. E na sua vida, de que forma foi escrito e qual a importância?

 Na minha vida esse capitulo foi e continua sendo escrito a muitas mãos. É uma coletânea de textos, poemas  e divagações, onde a liberdade de criação, questionamentos e reflexões tem sido a nossa principal vertente. É uma obra conjunta de muitos autores que, com generosidade e dedicação, estão ainda escrevendo essa estória.

 

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* Produção de Helciane Angélica – Jornalista e Presidente da ONG Anajô

 

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