Arquivo

Archive for the ‘Cojira-AL’ Category

Registro fotográfico – Xirê de Malung@s

23 de maio de 2015 Deixe um comentário

No dia 21 de maio, na Igreja Batista do Pinheiro em Maceió, ocorreu o Xirê de Malung@s (Encontro de companheiros/as de luta) sobre a importância e articulação da Marcha Nacional de Mulheres Negras. A atividade foi uma realização do Centro de Cultura e Estudos Énticos Anajô/APNs, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal), Pastoral da Negritude e o grupo Flor de Manacá.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Registro fotográfico – 9º Tambor Falante

18 de maio de 2015 Deixe um comentário

A 9ª edião do Tambor Falante ocorreu no dia 16 de maio de 2015, e o tema discutido foi: “Racismo Institucional & Violência contra a população negra”. Agradecemos a contribuição e partilha de conhecimento dos facilitadores Carlos Martins e Leandro Rosa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Lideranças solicitam apoio do MPE na efetivação de conselhos estaduais

25 de fevereiro de 2014 Deixe um comentário

Aconteceu nessa segunda-feira(24.02) uma audiência com Promotor de Justiça Flavio Gomes, na sala da Promotoria de Direitos Humanos localizado no Barro Duro em Maceió. Lideranças de movimentos sociais solicitaram o apoio do Ministério Público Estadual para reivindicar a posse imediata do Conselho Estadual de Políticas de Igualdade Racial (Conepir) e o Conselho Estadual de Políticas LGBT, cuja tramitação vem se prolongando por vários meses e compromete a legitimidade do processo. Veja abaixo como ficou a carta reivindicatória dos segmentos afros sobre o Conepir.

CARTA REIVINDICATÓRIA



Maceió-Alagoas, 21 de fevereiro de 2014.

 


O Conselho Estadual de Igualdade Racial de Alagoas (Conepir) tem como objetivo propor e deliberar sobre as políticas de ações afirmativas. Trata-se de um fato histórico, que visa atender os legítimos anseios da população negra, comunidades quilombolas, povos indígenas e outros segmentos étnicos vítimas de discriminação, acrescentando no âmbito estadual políticas de promoção da igualdade racial, com o objetivo de combater o racismo e o preconceito.


Busca-se a ampliação do processo de controle social, objetivando melhorias no aspecto econômico e financeiro, educacional, histórico-cultural, social e político, metas imperativas da política estadual de promoção da igualdade racial.


Atualmente, existem conselhos nessa área localizados nos estados de Pernambuco, Pará, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina, e suas existências estimulam a organização dos segmentos e são capazes de promover o debate, além de propor a execução de políticas públicas. 


Porém, o Conepir-Alagoas ainda não foi oficialmente implantado. Diante da importância sociopolítica, o movimento social negro e demais segmentos étnicorraciais vem apresentar o presente documento:


1. Considerando que a articulação para o Conselho Estadual de Igualdade Racial de Alagoas (Conepir) iniciou a partir da visita da Ministra da Seppir, Luiza Bairros, em 24 de março de 2012, quando ocorreu o Ato de Assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Governo do Estado de Alagoas, para atender as comunidades quilombolas mais carentes.


2. Considerando que no dia 30 de setembro de 2012, os segmentos do Movimento Negro de Alagoas entregaram para a Ministra Luiza Bairros um MANIFESTO sobre o Plano Juventude Viva, apresentando várias propostas que se configuravam como políticas de estado no combate à segregação sócio-étnica, inclusive, destacando a importância da criação do CONEPIR.


3. Considerando que o Movimento Negro acompanhou o processo de construção do projeto de lei e a tramitação na Assembleia Legislativa de Alagoas(ALE) por várias sessões ordinárias, onde precisou ter a sensibilização junto aos deputados estaduais para que entrasse na pauta da Ordem do Dia.


4. Considerando que a Lei Estadual nº7448 que dispõe sobre a criação, composição e competências do CONEPIR foi aprovada na ALE em 29 de novembro de 2012. Também ficou definido que seria composto por 26 membros titulares com seus respectivos suplentes, sendo 13 membros do Poder Público e 13 da sociedade civil.


5. Considerando que para participar do CONEPIR, as entidades da sociedade civil precisavam seguir os seguintes critérios: ter 2 (dois) anos de registro e atuação comprovada na promoção da igualdade racial em âmbito estadual ou regional; apresentar cópia da documentação registrada em cartório: Ata de fundação; Estatuto da entidade; Ata de eleição da atual diretoria; inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica); ofício indicando os nomes dos representantes da entidade (um titular e um suplente), e, cópias da documentação pessoal (RG e CPF).


6. Considerando que no dia 09 de agosto de 2013, no Palácio República dos Palmares, foi realizada a Assembleia de Convocação e Eleição das entidades de sociedade civil, sendo eleitas: QUILOMBOLAS: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado de Alagoas – Ganga Zumba; POVOS INDÍGENAS: Comunidade Wassu Cocal (Joaquim Gomes); COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA: Omi Omo Posu Betá; Núcleo de Cultura Afro Brasileira (Casa de Iemanjá); REPRESENTANTES DA POPULAÇÃO NEGRA, ENTIDADES SINDICAIS E SÓCIO-CULTURAIS: Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs; Centro de Formação e Inclusão Social Inaê/GUESB; Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)/Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); Coordenação de Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia/Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal); Secretaria de Combate ao Racismo/Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL); CIGANOS: Lechie (titular) e a Comunidade Tradicional de Ciganos do Município de Carneiros (suplente); CAPOEIRA: Federação Alagoana de Capoeira-Falc (titular) e Grupo Muzenza de Capoeira (suplente).


7. Considerando que o Sistema Nacional de Políticas pela Igualdade Racial (SINAPIR) instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial através da Lei 12.288/2010, é uma forma de organização, articulação e execução de políticas e serviços para a superação das desigualdades étnicas no país. E que os entes federativos (estados e municípios) que aderirem ao Sinapir assumem compromissos no âmbito da política de igualdade racial e recebem incentivos como recursos públicos já a partir de 2014, sendo necessária a existência dos conselhos municipais e estaduais.


8. Considerando que a Presidenta Dilma Rouseff assinou na abertura da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR) o Decreto 8136/2013, que aprovou o regulamento da SINAPIR, demonstrando que tal publicação fomenta a viabilização da operacionalização do sistema e a adesão dos municípios e estados para a implementação dessa política, potencializando os resultados e garantindo o acesso prioritário.


9. Considerando que ocorreu um descaso por parte dos órgãos públicos, pois a divulgação dos seus representantes (titulares e suplentes) se estendeu por vários meses. E que o Governo de Alagoas apresentou inúmeras datas para a solenidade de posse do CONEPIR, porém, foram canceladas sem qualquer justificativa comprometendo a legitimidade do processo.


10. Considerando que o Estado de Alagoas, terra de Zumbi dos Palmares, carrega em sua trajetória o modelo de luta e resistência do Quilombo dos Palmares, não podemos nos omitir diante desse momento histórico que é resultado das bandeiras de lutas do Movimento Negro nesse país.


Solicitamos que o Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Direitos Humanos, possa nos representar e tomar as devidas providências visando a imediata posse dos conselheiros e conselheiras, titulares e suplentes, do Poder Público e da sociedade civil.


Assinam esse documento, as instituições:


*ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE CAPOEIRA LIBERDADE

*ASSOCIAÇÃO POSU BETÁ

*BANDA AFRO MANDELA

*CENTRO DE CAPOEIRA LUA DE SÃO JORGE

*CENTRO DE CULTURA E CIDADANIA MALUNGOS DO ILÊ (CCCMI)

*CENTRO DE CULTURA E ESTUDOS ÉTNICOS ANAJÔ/APNs

*CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS AFRO ALAGOANO QUILOMBO (CEPA-QUILOMBO)

*COLETIVO AFRO CAETÉ

*COMISSÃO DE JORNALISTAS PELA IGUALDADE RACIAL EM ALAGOAS/SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DE ALAGOAS (COJIRA-AL/SINDJORNAL)

*COMPANHIA DE TEATRO E DANÇA AIÊ ORUM

*COORDENAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, GÊNERO, RAÇA E ETNIA/SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (SINTUFAL)

*COORDENAÇÃO ESTADUAL DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO ESTADO DE ALAGOAS – GANGA ZUMBA

*FEDERAÇÃO ALAGOANA DE CAPOEIRA (FALC)

*FEDERAÇÃO DE CAPOEIRA DO ESTADO DE ALAGOAS (FECEAL)

*GRUPO UNIÃO ESPÍRITA SANTA BÁRBARA – GUESB/INAÊ

*INSTITUTO RAÍZES DE ÁFRICA

*NÚCLEO DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DA CAPOEIRA (NADEC-ALAGOAS)

*NÚCLEO DE CULTURA AFRO BRASILEIRA IYA OGUNTE

*ORQUESTRA DE TAMBORES

*PASTORAL DA NEGRITUDE DA IGREJA BATISTA DO PINHEIRO

*SECRETARIA DE COMBATE AO RACISMO/CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT-AL)

 

 Fonte: Cojira-AL

Entidades do Movimento Negro criam Frente Alagoana de apoio à Promoção da Igualdade Racial

1 de fevereiro de 2013 Deixe um comentário

Por: Valdice Gomes – Jornalista (MTE/AL 288)

Várias entidades do movimento social negro de Alagoas lançam nesta sexta- feira (1º de fevereiro) a Frente Alagoana de apoio à Promoção da Igualdade Racial (Fapir), a partir das 19h, na Praça 2 Leões no bairro histórico de Jaraguá em Maceió. O objetivo é possibilitar um espaço de articulação e organização do Movimento Negro Alagoano frente a demandas da atual conjuntura, sobretudo, em relação à luta pela igualdade racial, formação política dos segmentos e lideranças, bem como, o acompanhamento com intervenções do Plano Nacional Juventude Viva em Alagoas.
Segundo informa Helcias Pereira, membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e um dos articuladores da Fapir, há cerca de dois meses representantes de várias entidades do movimento negro, incluindo casas de axé e grupos de capoeira, vem participando de reuniões de mobilização e discussão sobre a necessidade de uma frente de articulação dos vários segmentos, onde possam discutir pautas de interesse comum. A finalidade é o fortalecimento da luta em defesa de políticas públicas de promoção da igualdade racial no Estado, combate ao racismo, à intolerância religiosa e todo tipo de preconceito.
Para a yawó da Comunidade Legioniré Nitó Xoroquê, Mônica Carvalho, “a Fapir tem uma missão central que é estimular o empoderamento, onde possamos interagir, articular ações e trabalhar em prol do desenvolvimento de políticas públicas. E para a comunidade religiosa de matriz africana é um espaço novo e de grande importância, já que a gente nunca teve um espaço legítimo de fala para expor nossa realidade”.
Mesmo antes do lançamento oficial da Fapir, a articulação dos segmentos já vem obtendo resultados positivos, a exemplo da aprovação do Projeto de Lei que cria o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial na Assembleia Legislativa, e a eleição dos representantes do Movimento Negro e de Juventude para integrar o Comitê Gestor do Plano Nacional Juventude Viva em Alagoas.
O ato de lançamento da Fapir acontecerá durante a concentração do Cortejo Afro Tia Marcelina, no palco AfroCaeté, onde haverá apresentações dos grupos Arê Yorubá, Afro Mandela, AfroGurungumba (de Viçosa) e o Coletivo Afro Caeté, com participação de Demis Santana e Fagner Dubrown. O Cortejo sairá às 22h, passando pela Rua Barão de Jaraguá, em direção às praças Rayol e Marcílio Dias, entrando pela Avenida Sá e Albuquerque. Após a saída do Cortejo o comando da festa na praça 2 Leões ficará com Igbonan Rocha e Wilma Araújo, com o show Nosso Samba.
O Cortejo Afro Tia Marcelina também será fortalecido com a participação do Afoxé Povo de Exu (Ilê Axé Legionirê/Benedito Bentes), do Afoxé Oju Omin Omorewá (Jacintinho), do Afoxé Ofaomin (Ilê Axé Ofaomin/Ponta Grossa), do Núcleo Cultural da Zona Sul, do CEPA Quilombo (Jacintinho) e da Articulação dos grupos da Cultura Popular e Afro-Alagoana.
Fonte: Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL)
(82) 8878-7484 / 9999-1301

 

7º Tambor Falante – Você é o(a) nosso(a) convidado(a)!

21 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Acontecerá nesse sábado (24.11) a 7ª edição do Tambor Falante – Ciclo de Debates com o tema: “As raízes africanas na História de Alagoas”, a partir das 14h, no auditório da Faculdade Raimundo Marinho localizada no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió.

O evento é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs, em parceria com a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e o Curso de Serviço Social da instituição de ensino.

Busca reunir lideranças dos segmentos afros, educadores, acadêmicos e formadores de opinião em um mesmo ambiente para compartilhar conhecimento e discutir uma nova maneira de participação na continuidade da luta e organização do povo afro-brasileiro.

O projeto Tambor Falante existe há dois anos, tem ampliado a discussão sobre assuntos ligados às questões étnicorracias e sociais, além de estimular a integração do movimento negro alagoano, além de refletir sobre temas polêmicos do cotidiano.


Vereadora apresenta moção de congratulações a Coluna Axé

19 de maio de 2012 Deixe um comentário

Publicação da Cojira-AL completou quatro anos de existência no jornal Tribuna Independente

 

Na sessão ordinária dessa terça-feira (15.05.12), foi lido no plenário da Câmara Municipal de Maceió, o requerimento da Vereadora Fátima Santiago (PP) que defendia uma moção de congratulações à Coluna Axé pelos quatro anos de existência.

Essa é uma das ferramentas de trabalho da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), em parceria com o jornal Tribuna Independente.  “Trata-se de uma importante iniciativa que destaca a cultura e ações da população negra, que é editada pela jornalista Helciane Angélica desde 2008. Uma profissional comprometida com as questões étnicorraciais e que também tenho orgulho de tê-la incorporada na minha assessoria parlamentar”, exaltou Santiago.

A moção foi comentada pelas vereadoras Tereza Nelma (PSDB) e Heloisa Helena (Psol), que também parabenizaram o trabalho desenvolvido pela Cojira e ainda pediram para subscrever o requerimento.  O documento foi aprovado por unanimidade pelos 18 parlamentares presentes.

Confira abaixo a justificativa do requerimento protocolado:

Coluna Axé é editada pela jornalista Helciane Angélica Santos Pereira – integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal) – e é publicada semanalmente no Jornal Tribuna Independente/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf).

Instalada estrategicamente no dia 13 de maio de 2008, ocupa meia página colorida no formato stand, é preenchida com editorial, notas informativas, curtas e fotos. Busca promover a consciência étnica durante todo o ano e aborda a temática afro nos mais diversos setores, como: educação, cultura, religião, política, esporte, moda, dentre outros.

O 13 de maio é uma data emblemática no Brasil devido a possível libertação das negras e negros escravizados no Período Colonial (Abolição da Escravatura). Porém, é na verdade mais um dia para ampliar as discussões e reflexões, além de celebrar o Dia Nacional de Combate ao Racismo, defendido pelo Movimento Negro.

A Coluna Axé representa um grande avanço na mídia alagoana, assim como, proporciona a divulgação das atividades sócio-culturais e políticas dos segmentos afros, além de denunciar casos de racismo e intolerância religiosa. Também contribui diretamente para a auto-estima da população afro-alagoana e quebra paradigmas quanto aos estereótipos destinados às pessoas de pele negra, muitas vezes, rotuladas como inferiores, feias ou marginais.

Pela relevância desta iniciativa, contamos com a aprovação dos Nobres Pares.

Sala das Sessões, 09 de maio de 2012.

FÁTIMA SANTIAGO

Vereadora – PP

Fonte: Ascom – Vereadora Fátima Santiago

Integrantes do Movimento Negro definem pauta para tratar com Ministra da Seppir

22 de abril de 2012 Deixe um comentário

Por: Helciane Angélica – Jornalista


 

Na manhã dessa sexta-feira (20.04), no auditório da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos – localizado no antigo Hotel Beiriz, na Rua do Sol em Maceió – teve reunião de articulação para o fechamento da pauta que tratará com a Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, que virá a Alagoas para a sua primeira visita oficial.

 

A Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) acompanhou a reunião e participou das discussões em conjunto com gestoras e representantes das entidades do movimento negro, presentes: Federação Alagoana de Capoeira (Falc), Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs-AL, Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro, Unegro-AL, Projeto Raízes de África e os Neabs – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). O advogado Alberto Jorge Ferreira (Betinho), Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicos e Sociais da OAB-AL, não pôde estar presente, mas encaminhou sua contribuição da pauta por email.

 

Na ocasião, foi informado que os conselheiros alagoanos no CNPIR/Seppir: Helcias Pereira, AGENTES DE PASTORAL NEGROS DO BRASIL (APNs) e Valdice Gomes, da COMISSÃO NACIONAL DE JORNALISTAS PELA IGUALDADE RACIAL / FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS (CONAJIRA-FENAJ) participarão da audiência. E também, foram escolhidas para participar, as entidades sócio-políticas e culturais do Movimento Negro:

 

  • FEDERAÇÃO ALAGOANA DE CAPOEIRA (FALC): Mestre HeMan ou Denis
  • FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO ÉTNICORRACIAL: Allex Sander Porífirio
  • FÓRUM DE ENTIDADES NEGRAS DE ALAGOAS (FENAL): Paula Silva
  • ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB-AL): Alberto Jorge Ferreira (Betinho)
  • PROJETO RAÍZES DE ÁFRICA: Arísia Barros
  • SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA: Ângela Bahia de Brito
  • UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE (UNEGRO-AL): Danielli Romeiro

 

 

Nessa segunda-feira (23), terá o Ato de Assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o Governador do Estado de Alagoas Teotônio Vilela Filho, que ocorrerá às 9h30, no Palácio República dos Palmares. Logo após, às 11h, terá uma audiência entre a Ministra Luiza Bairros representações quilombolas, das religiões de matrizes africanas e do movimento negro urbano, que já foram escolhidas previamente.

 

Confira abaixo as propostas que serão apresentadas na audiência com a Ministra.

 

 

1.

Abertura de editais específicos, para desenvolver linhas de pesquisas e financiamento nas questões étnicos raciais, atendendo as propostas existentes no Estatuto da Igualdade Racial voltando-as à realidade do Estado de Alagoas.

2.

Garantir uma linha de crédito editorial para publicação de material didático e de livros científicos (decorrentes das pesquisas).

3.

Garantir o apoio financeiro para cursos de capacitação aos professores, contra-mestres e mestres de capoeira em consonância com as diretrizes inclusas no Estatuto da Igualdade Racial, abrangendo também a capoeira inclusiva.

4.

Garantir o financiamento para a promoção de pesquisa científica e o mapeamento sobre a prática da capoeira no Estado de Alagoas com a devida publicação e divulgação dos resultados.

5.

Garantir com recursos específicos e a partir de uma ampla articulação com o Movimento Negro e órgãos locais e federais, o OBSERVATÓRIO NACIONAL contra o extermínio da população negra, visibilizando os Estados com os maiores fatores de risco a exemplo do Estado de Alagoas.

6.

Ampliar a campanha midiática na promoção da igualdade racial de forma contínua (sobre saúde da população negra, combate da intolerância religiosa, cultura afro, divulgação sobre as leis contra o racismo e preconceito), em parceria com o Ministério da Comunicação, Conajira/Fenaj e a mídia étnica alternativa.

7.

Criar uma Agenda Afro-Religiosa e Quilombola (calendário de atividades) para ser aprofundada nos grupos sócio-político e culturais do movimento negro, comunidades quilombolas, casas de axé, nas escolas, associações, sindicatos, faculdades, dentre outros.

8.

Efetivar um Calendário Nacional de conscientização sobre a promoção da saúde da população negra, em parceria, com os ministérios da Saúde e Educação, além da sociedade civil.

9.

Articular junto ao Ministério da Cultura, a mobilidade e visibilidade da Serra da Barriga, localizada no município de União dos Palmares (AL).

10.

Criar o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial em Alagoas, considerando a transversalidade nas instâncias do governo e a presença da sociedade civil.