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Archive for the ‘Especial: “mídia e questões étnicas-raciais”’ Category

Helcias Pereira é o novo coordenador dos APNs

10 de setembro de 2015 Deixe um comentário

O Vice Presidente do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Helcias Pereira, foi eleito o novo coordenador nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs). Confira a publicação na Coluna Axé – ferramenta de comunicação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) – no jornal alagoano Tribuna Independente.

 

 

COLUNA AXÉ - 10.09.15 - DIVULGAÇÃO APNS

Entrevista com Helcias Pereira sobre os 30 anos dos APNs

3 de julho de 2013 Deixe um comentário

Confira o Programa Pauta Especial, da TVE Alagoas, gravado no dia 29/04/13. O ativista Helcias Pereira abordou sobre a importância e atuação dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), entidade do Movimento Social Negro que completou 30 anos de existência em 14 março de 2013.

Vereadora apresenta moção de congratulações a Coluna Axé

19 de maio de 2012 Deixe um comentário

Publicação da Cojira-AL completou quatro anos de existência no jornal Tribuna Independente

 

Na sessão ordinária dessa terça-feira (15.05.12), foi lido no plenário da Câmara Municipal de Maceió, o requerimento da Vereadora Fátima Santiago (PP) que defendia uma moção de congratulações à Coluna Axé pelos quatro anos de existência.

Essa é uma das ferramentas de trabalho da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), em parceria com o jornal Tribuna Independente.  “Trata-se de uma importante iniciativa que destaca a cultura e ações da população negra, que é editada pela jornalista Helciane Angélica desde 2008. Uma profissional comprometida com as questões étnicorraciais e que também tenho orgulho de tê-la incorporada na minha assessoria parlamentar”, exaltou Santiago.

A moção foi comentada pelas vereadoras Tereza Nelma (PSDB) e Heloisa Helena (Psol), que também parabenizaram o trabalho desenvolvido pela Cojira e ainda pediram para subscrever o requerimento.  O documento foi aprovado por unanimidade pelos 18 parlamentares presentes.

Confira abaixo a justificativa do requerimento protocolado:

Coluna Axé é editada pela jornalista Helciane Angélica Santos Pereira – integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal) – e é publicada semanalmente no Jornal Tribuna Independente/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf).

Instalada estrategicamente no dia 13 de maio de 2008, ocupa meia página colorida no formato stand, é preenchida com editorial, notas informativas, curtas e fotos. Busca promover a consciência étnica durante todo o ano e aborda a temática afro nos mais diversos setores, como: educação, cultura, religião, política, esporte, moda, dentre outros.

O 13 de maio é uma data emblemática no Brasil devido a possível libertação das negras e negros escravizados no Período Colonial (Abolição da Escravatura). Porém, é na verdade mais um dia para ampliar as discussões e reflexões, além de celebrar o Dia Nacional de Combate ao Racismo, defendido pelo Movimento Negro.

A Coluna Axé representa um grande avanço na mídia alagoana, assim como, proporciona a divulgação das atividades sócio-culturais e políticas dos segmentos afros, além de denunciar casos de racismo e intolerância religiosa. Também contribui diretamente para a auto-estima da população afro-alagoana e quebra paradigmas quanto aos estereótipos destinados às pessoas de pele negra, muitas vezes, rotuladas como inferiores, feias ou marginais.

Pela relevância desta iniciativa, contamos com a aprovação dos Nobres Pares.

Sala das Sessões, 09 de maio de 2012.

FÁTIMA SANTIAGO

Vereadora – PP

Fonte: Ascom – Vereadora Fátima Santiago

Reportagens sobre o INCÊNDIO na Serra da Barriga

25 de abril de 2012 Deixe um comentário

A imprudência de um morador causou um incêndio de grandes proporções na Serra da Barriga, em União dos Palmares

 Os bombeiros tiveram muitas dificuldades para controlar as chamas.

Tv Pajuçara (Rede Record) – Jornal da Pajuçara Noite

Clique no link para assistir: http://tudonahora.uol.com.br/video/jornal-da-pajucara-noite/2012/04/25/a-imprudencia-de-um-morador-causou-um-incendio-de-grandes-proporcoes-na-serra-da-barriga-em-uniao-dos-palmares

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40 hectares de mata atlântica da Serra da Barriga são destruídos em incêndio

Tv Gazeta (Rede Globo) –  AL Tv 2ª edição

Clique no link para assistir: http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=15033

Convite: Catálogo do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento

28 de março de 2012 Deixe um comentário

Recebemos esse convite especial dos malung@s da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), vinculado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal).

 

Anajô participará do aniversário da COJIRA/AL

25 de novembro de 2010 Deixe um comentário

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculado aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) confirmou sua participação com alguns representantes no aniversário de três anos da COJIRA-AL.

 

COJIRA/AL

3 de outubro de 2007 Deixe um comentário

Jornalistas alagoanos entram na luta pela igualdade racial

 

 

Helciane Angélica*

                            

 

Você já parou para pensar quantos jornalistas negros existem em Alagoas? E quantos desses profissionais se reconhecem e tem orgulho da sua negritude? Reforçando, já parou para pensar quantos jornalistas, independente da cor da pele, estão preparados para abordar as questões étnicas-raciais e sociais em seu cotidiano?

Essas e outras perguntas, com certeza, ficam no imaginário de muita gente. Mais evidentes estão as indagações sobre a abordagem da mídia referente à tematização afro, que na maioria das vezes é factual, rápida e destaca apenas o aspecto cultural e não fala da importância histórica. Por que o povo afro-brasileiro ainda não se vê na grande mídia, aliás, ver sim: nas notícias policiais, que destacam a violência urbana e as fugas dos presídios; nos índices de analfabetismo e desemprego; nos corredores dos hospitais; nos carnavais da vida e jogando futebol – tudo nas entrelinhas.

Pensando em dar “Visibilidade às questões étnicas nos meios de comunicação e no mercado de trabalho” – tese do 31º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado em 2004 na Paraíba – vem sendo criada a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) em todo o Brasil, o que mobilizou a discussão e ampliou as ações da categoria.

Atualmente, existem quatro comissões formadas no território brasileiro, interligados aos Sindicatos de Jornalistas. A Cojira tem representação em São Paulo, pioneira em 2000; no Rio Grande do Sul, criada em 2001 como Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do RS; Rio de Janeiro em 2003; e Brasília, criada recentemente. Os jornalistas baianos também possuem interesse e devem lançar sua comissão até o final do ano.

Alagoas será o quinto estado da federação e o primeiro do Nordeste a implantar a Cojira. A data da instalação está prevista para o dia 27 de outubro, com a realização de palestras e apresentações afro-culturais. A atividade contará com a participação de jornalistas profissionais, acadêmicos de comunicação e lideranças do movimento negro alagoano. As inscrições acontecerão na sede do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal).

A Cojira/AL é mais uma conquista e referencia a luta do povo afro-brasileiro, principalmente, nesse estado onde se articulou a sede do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga em União dos Palmares, solo sagrado e palco da resistência negra. Será mais um mecanismo de discussão sobre as ações afirmativas; luta anti-racismo e respeito; apoio nas ações políticas-culturais que promovam a identidade étnica-racial; desenvolvimento de pesquisas; interlocução com a sociedade; sensibilização e formação de profissionais e acadêmicos.

 

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* Jornalista e Presidente da ONG Anajô 

Desabafo

3 de outubro de 2007 Deixe um comentário

O NEGRO NA TV

 

    Aldemir Reis*

 

 O dia da Consciência Negra está chegando, é quando os meios de comunicação passam a convidar com mais freqüência a comunidade negra para a discussão. Isso é bom, pois estamos ganhando mais espaço dentro da comunicação de massa. Porém, passando o mês de novembro, voltamos a estaca zero.

Surgem então algumas perguntas: Por que somos lembrados apenas neste período? Por que somos convidados apenas para falar sobre a questão negra? Já está na hora de revemos alguns conceitos e lutarmos por mais espaço.

Temos condições sim, para falamos não só de racismo e outro males, mas também, de política, educação, economia, contabilidade, direitos, saúde e etc.

 

 

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* Historiador, Secretário de Formação e Pesquisa da ONG Anajô

Desabafo

3 de outubro de 2007 Deixe um comentário

Mídia e movimentos sociais

 

 

 Madalena Silva*

 

Ao longo do tempo, os movimentos sociais tem sido tratados pela mídia como desocupados, delinqüente, preguiçosos, etc. O respeito, a ética, a solidariedade, a humanização não tem espaço, quando se trata de reivindicações pelos seus direitos, deveres e respeito.

O jogo de interesses mobiliza o que deve ou não entrar em pauta. A mídia acha que pode abafar o poder de mobilização que a classe trabalhadora tem, por isso, muitas vezes faz questão de distorcer imagens, falas, etc. E o objetivo que deveria ser exclusivamente o repasse de informações verídicas e a orientação, é tomado pelo desejo da liderança no mercado da capitalização, sem escrúpulos.

 

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* Presidente do SINTEP e Secretária de Finanças da ONG Anajô

Desabafo

3 de outubro de 2007 Deixe um comentário

O POVO NEGRO NA MIDIA BRASILEIRA

 Helcias Pereira*

 

É “interessante” como por décadas os meios de comunicação social trataram as questões étnico-raciais de forma pejorativa. Tornaram “naturais” as cotidianas entrevistas aos “jovens delinqüentes” de maioria absolutamente negra nos programas tidos como policiais, como se os únicos que se metem com drogas, furtos e outros delitos, são apenas negros e afro-descendentes. Por quê será?

Acredito que os interlocutores da mídia brasileira terão que se submeter a uma série de reflexões em torno dessa temática, haja vista que a população não agüenta mais tantas injustiças, estereótipos  e agressões generalizadas.

Como se não bastassem os papéis pejorativos e subalternos na maioria das novelas e programas humorísticos, alguns “agentes” da mídia, não externam a menor preocupação nas suas expressões preconceituosas, capazes inclusive de ofender institucionalmente todo um povo, mesmo existindo Leis Federais que classificam-nas como “crime de racismo”. Por exemplo: “temos que virar essa página negra da história”, “o País está à beira de um buraco negro”, etc. Pergunto, apesar do óbvio: Não estaria a mídia sendo uma ferramenta de exclusão e segregação do povo negro? Não seriam seus protagonistas e acionistas defensores camuflados da ideologia do branqueamento a serviço do “racismo cordial”, defendendo inclusive que o Brasil é um país democrático, como assim também são democráticas as questões étnico-raciais?

Até quando vão tentar esconder que esse país tem quase a metade do seu povo afro-descendente e que sua maioria sempre esteve condenada à miserabilidade por falta justamente de políticas públicas a seu favor? Quando vai acontecer um olhar mais crítico e não eurocêntrico por parte dos que dominam espaços importantes na mídia brasileira? Até quando eles pensam que o povo vai ficar a margem dessas questões?

 

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* Militante do movimento negro alagoano há 20 anos, foi gerente afro da extinta Secretaria de Proteção e Defesa das Minorias (Sedem) de Alagoas, atualmente, é Secretário de Cultura da ONG Anajô