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Archive for the ‘História’ Category

Filme Anel de Tucum

7 de junho de 2015 Deixe um comentário

Na última sexta-feira (05.06), os integrantes dos Agentes da Pastoral Negros do Brasil (APNs-AL) – Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro – assistiram ao documentário Anel de Tucum. A atividade contou com o apoio do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb).

Dirigido por Conrado Berning em 1994, o filme faz a reflexão sobre a militância e justiça social. O anel de Tucum, é feito da semente de uma espécie de palmeira nativa da Região Amazônica; trata-se de um símbolo que representa o compromisso com as causas populares e a luta pelos direitos dos povos oprimidos.

O cine fórum integrou a programação do Encontro Estadual, que serviu de preparação para o Encontro Nacional que acontecerá em setembro no Rio de Janeiro, com o tema: “Tendências, Cenários e Desafios Futuros para os APNs do Brasil”.

Anajô/APNs apoia a luta de quilombolas de Traipu

13 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

resistência negraLideranças da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça (Traipu) – com o apoio do movimento negro alagoano – estiveram nessa quarta-feira(11.02) na sede da OAB-AL no bairro de Jacarecica em Maceió para denunciar a perseguição e violação de direitos.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs participou da ação e apoia a luta dos quilombolas, inclusive, se comprometeu a participar de uma reunião extraordinária do Conepir, no dia  21 de março, na própria comunidade de Mumbaça, reunindo inclusive as outras três comunidades quilombolas existentes no município de Traipu.

Confira a Carta Aberta às Autoridades Brasileiras, que será protocolada em várias instâncias:

 

COMUNIDADE QUILOMBOLA TEM DIREITOS VIOLADOS E PEDE SOCORRO

Perseguições por parte do pároco da Igreja local e da prefeitura ameaçam exterminar o quilombo Mumbaça, em Traipu (AL)

Em que pese a nossa Carta Magna de 1988 reconhecer a existência de comunidades quilombolas no país, e ter como objetivo fundamental a construção de uma sociedade justa, livre e solidária; bem como promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação, os moradores da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça, situada no município de Traipu (Alagoas),  tem seus direitos desrespeitados e são obrigados a negar suas origens, culturas e tradições.

Esta carta tem como objetivo fazer um apelo às autoridades governamentais, jurídicas e eclesiásticas, para que os direitos dos quilombolas de Mumbaça sejam respeitados.

Segundo as lideranças quilombolas, desde que o padre Eduardo assumiu a paróquia Santuário Senhor dos Pobres, localizada na comunidade, as famílias de Mumbaça são vítimas de preconceito e discriminação por parte do sacerdote e da comissão que dirige a igreja, ao ponto de serem proibidas de falarem que são quilombolas se quiserem frequentar o santuário, afirmando inclusive que são ordens do bispo de Penedo, Dom Valério Breda. Além disso, por ordem do padre, os quilombolas de Mumbaça estão proibidos de passarem com seus mortos por dentro da igreja antes do sepultamento, uma tradição secular na comunidade, causando profundo sentimento de frustração, constrangimento e decepção, principalmente, entre os mais velhos.

Os desmandos e desrespeito dos que hoje mandam na Igreja Senhor dos Pobres, santuário que foi inclusive construído com a força e suor dos ancestrais quilombolas de Mumbaça, tem revoltado as famílias, que já chegaram a fazer protesto, no dia 23 de novembro de 2014, fechando as ruas

do quilombo, com a finalidade de serem recebidos pelo padre para um diálogo sobre suas reivindicações. Após intermediação do então gerente afro quilombola da Secretaria de Estado da Mulher, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Jordinelson Santana (também integrante do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial – Conepir), o líder da comunidade, Manuel Oliveira (Bié) – igualmente conselheiro do Conepir -, pode entregar ao sacerdote uma carta, mas até o momento os quilombolas não receberam resposta.

 Vale ressaltar, que a partir do momento em que o padre aceitou receber a liderança, a comunidade suspendeu o protesto, e mesmo assim, uma dirigente da igreja chamou a polícia para prender o líder quilombola. A prisão só não foi efetivada devido à intervenção do representante do governo do Estado que estava acompanhado de um advogado.

De acordo com o líder comunitário, como se não bastasse a perseguição da igreja, a comunidade de Mumbaça também é impedida de se declarar quilombola quando procura uma vaga nas escolas e nos postos de saúde do município, sob ameaça de não conseguir matrícula nem atendimento médico.

Além disso, na escola ninguém pode falar em quilombo. O direito à cultura é igualmente proibido pela municipalidade, pois a ordem é parar qualquer festa que se refira a quilombolas.

Na questão educacional, já aconteceu de professor morador do quilombo, conhecedor dos costumes e tradições, ser transferido para outra localidade, sendo substituído por outros de origem externa, sem conhecimento da cultura quilombola. Ou seja, são atitudes que promovem a desconstrução da identidade étnica da comunidade e ameaçam a existência do quilombo. 

Outra grave denúncia, diz respeito a um decreto aprovado pela Câmara Municipal de Traipu, o qual normatizou que a comunidade Mumbaça passou a ser um distrito do município, desconstituindo a toda uma ancestralidade já reconhecida pelo governo federal.

Diante das graves denúncias de violação dos direitos no quilombo Mumbaça, externamos nossa total indignação e solicitamos das autoridades as devidas providências para o restabelecimento do estado de direito. Para tanto, nos baseamos na premissa de que percorridos mais de 100 anos da derrocada oficial do sistema escravagista, o Estado brasileiro abriu-se à possibilidade efetiva de garantir o exercício da cidadania para a população negra, em especial as comunidades remanescentes de quilombos, cujo direito foi reconhecido pelos constituintes no processo de construção do mais importante instrumento jurídico e político do país.

Maceió, 10 de fevereiro de 2015.

 

Entidades e instituições que referendam este documento:

– CONEPIR – Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial

– OAB\AL – Comissão de Defesa dos Direitos das Minorias da OAB\AL

– NEAB\UFAL – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de

Alagoas

– COJIRA\SINDJORNAL – Comissão de Jornalistas por Igualdade

Racial\Sindicato dos Jornalistas de Alagoas;

– UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas

– Fretab – Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-Brasileiras em

Alagoas

– Ile Ifé Omi Omo Possu Betá

Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô

– Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro

– Juventude Negra Independente

– Instituto Raizes de África

– FALC – Federação Alagoana de Capoeira

– GUESB – Grupo União Espírita Santa Bárbara

– CUT – Central Única dos Trabalhadores

– INEG\AL – Instituto do Negro em Alagoas

– Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga Zumba

– Coordenação Nacional das Comunidades Remanescentes de Quilombo –

CONAQ

– Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco

– Comunidade Remanescente de Quilombo Cajá dos Negros

Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs

– NUCAB-IYA OGUN-TE, Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iya Ogun-te

– CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação

 

Celebração: De volta a Angola Janga

4 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

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APNs-Alagoas realizam homenagem para guardas florestais da Serra da Barriga

31 de março de 2014 Deixe um comentário

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Nesse domingo(30.03), a Federação Alagoana de Capoeira(Falc) realizou mais uma importante aula de campo na Serra da Barriga em União dos Palmares. Estiveram presentes: Grupo Raça; Grupo Expressão e Raça, Grupo Pôr do Sol dos Palmares; Mestre Claudio, Mestre Ventania, Contra Mestre Juca, Contra Mestre Cristina e Monitora Pantera; além de representantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô(APNs-AL).

Desta vez, a formação foi sobre a data 21 de março, que é o Dia Internacional de Combate ao Racismo – em virtude do massacre na África do Sul (1960), onde também comemora-se o tombamento da Serra da Barriga (1988) e tombamento de Zumbi como herói Negro Nacional (1996), pelo IPHAN; e ainda, reflexão sobre os onze anos da SEPPIR.

Na ocasião, os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) de Alagoas entregaram o OKE ODUM (A Graça do Ano) aos guardas florestais que atuam na Serra da Barriga em União dos Palmares. A ação integra o ano celebrativo dos 31 anos dos APNs, e é um reconhecimento pelos relevantes serviços prestados na proteção e preservação do Monumento Nacional, já que realizam a conscientização ambiental dos moradores e visitantes, além de terem atuado nos momentos dramáticos de incêndio na região.

Foi homenageada a empresa ALLSERV-LTDA, responsável pela fiscalização, limpeza e conservação do espaço sagrado; Mauro Aragão (Diretor/Allserv), Diogo Santos Palmeira (Coordenador) e todos os fiscais de área: Alessandro de Oliveira Alexandre, Carlos Bezerra Machado, Claudio Henrique da Silva França, Josames Teles de Almeida, José Adriano Cordeiro de Lima, José Edson da Silva, José Flávio de Oliveira, José Wellington da Silva Santos, Luiz Roberto da Silva, Marcos André da Silva Santos, Roberto Ferreira de Melo e Rogério Soares Batista.

 

Registro fotográfico: Posse do CONEPIR/AL

28 de fevereiro de 2014 Deixe um comentário

Nessa sexta-feira(28.02), no Palácio do Governo de Alagoas localizado na cidade de Maceió, ocorreu a posse dos integrantes do Conselho Estadual de Igualdade Racial de Alagoas (Conepir).

O CONEPIR-AL tem como objetivo propor e deliberar sobre as políticas de ações afirmativas. Busca-se a ampliação do processo de controle social, objetivando melhorias no aspecto econômico e financeiro, educacional, histórico-cultural, social e político, metas imperativas da política estadual de promoção da igualdade racial.

É paritário e deliberativo, tem 26 membros no total, sendo composto por membros do Poder Público e da sociedade civil: QUILOMBOLAS, POVOS INDÍGENAS, COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA, REPRESENTANTES DA POPULAÇÃO NEGRA, ENTIDADES SINDICAIS E SÓCIO-CULTURAIS, CIGANOS e CAPOEIRA.

Alagoas passa a ser o 7º Estado a constituir um conselho estadual na região Nordeste e o 18º no Brasil, além disso, existem 70 conselhos municipais no país. Esse é um momento histórico e símbolo de luta do Movimento Social Negro, um grande desafio por mais políticas públicas de igualdade racial. Axé!

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Reflexão sobre o mês da consciência negra

2 de novembro de 2013 Deixe um comentário
20 DE NOVEMBRO – FIQUE POR DENTRO E DIVULGUE!
Comemorado há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi incluída em 2003 no calendário escolar nacional.
Em 2011 a Lei 12.519 instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Atualmente é FERIADO em mais de mil cidades brasileiras.
Em Alagoas: de acordo com a Lei Estadual Nº 5.724 de 01.08.1995, todos os municípios do estado de Alagoas vão ter feriado no Dia da Consciência Negra.
Esse ano de 2013 o 20 de novembro vai ser uma quarta-feira, espero que nenhum “senhor de engenho”, travestido de autoridade tente mudar através de uma canetada o dia de ZUMBI.
Fiquemos atentos para protestar imediatamente se isso acontecer.
Abraço
Helcias Pereira

Anajô-APNs consegue vaga no CONEPIR

10 de agosto de 2013 Deixe um comentário

Foto-0679Nessa sexta-feira (09.08.13), no Palácio República dos Palmares – Sede Administrativa do Governo de Alagoas – ocorreu uma assembleia convocada pela Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, para definir a composição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) no Estado de Alagoas. Ao todo serão 26 membros titulares com seus respectivos suplentes, sendo 13 membros do Poder Público e 13 da sociedade civil.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade alagoana filiada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – para concorrer a uma das vagas seguiu a risca o edital e levou a documentação: cópia do estatuto, ata de fundação e a ata de posse da atual diretoria – registrados em cartório; inscrição no CNPJ; ofício com dados dos representantes; além de uma carta de apresentação com registro fotográfico e um exemplar do catálogo dos 30 anos dos APNs. O Mocambo Anajô será representado por Severino Claudio de Figueiredo Leite (Mestre Claudio) e Maria Madalena da Silva (atual presidenta da entidade), respectivamente, na condição de membro titular e suplente.

Confira a lista completa das entidades da sociedade civil eleitas:

* Cinco (5) representantes da população negra, entidades sindicais e sócio-culturais que atuem na promoção da igualdade racial:

  • Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs
  • Centro de Formação e Inclusão Social Inaê/GUESB
  • Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)/Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal)
  • Coordenação de Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia/Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal)
  • Secretaria de Combate ao Racismo/Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL)

* Dois (2) comunidades quilombolas

  • Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado de Alagoas – GANGA ZUMBA. Possui na sua composição quilombolas de vários municípios: Arapiraca, Traipu, Santa Luzia do Norte, Cacimbinhas, Batalha, Carneiros, União dos Palmares, Olho D’água das Flores, Senador Rui Palmeira.

* Dois (2) povos indígenas

  • Comunidade Wassu Cocal (Joaquim Gomes)

* Dois (2) povos e comunidades tradicionais de matriz africana

  • Omi Omo Posu Betá
  • Núcleo de Cultura Afro Brasileira (Casa de Iemanjá)

* Um (1) representante de comunidade cigana

  • LECHIE (Maceió) – Titular
  • Comunidade Tradicional de Ciganos do Município de Carneiros – Suplente

* Um (1) representante da capoeira

  • Federação Alagoana de Capoeira (Falc) – Titular
  • Grupo Muzenza de Capoeira – Suplente