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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Vamos Subir a Serra

10 de novembro de 2017 Deixe um comentário

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Convocatória – Reunião do CONEPIR

30 de junho de 2017 Deixe um comentário

CONSELHO ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL – CONEPIR –

(Lei no 7.448, de 20/2/2013, alterada pelo Decreto No 26.909, de 3/7/2013).

 

1a REUNIÃO ORDINÁRIA GESTÃO 2017\2019

 

CONVOCAMOS a todos\as integrantes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL), eleitos par a a gestão 2017\2019, para a 1a Reunião Ordinária, a se realizar terça-feira, dia 04 de julho de 2017, às 8h30, no auditório do ITERAL – Instituto de Terras de Alagoas, situado à Avenida da Paz, 1200, Jaraguá (Maceió-AL), para cumprimento da seguinte pauta:

 

1 – Eleição e Posse da Mesa Diretora do Conepir-AL, gestão 2017\2019;

2 – IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (IV Coepir) e etapas intermunicipais (Informes, recomposição da Comissão organizadora, decreto do governador convocando a IV Coepir, análise e aprovação das etapas intermunicipais, entre outros pontos)

3 – 3º Enconquite

4 – Seminário sobre a Serra da Barriga.

4 – Informes gerais.

Obs. Tendo em vista a importância e urgência das pautas, com possibilidade de extensão do horário par a o período da tarde, será garantido almoço aos participantes.

Atenciosamente,

 

Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial

Valdice Gomes da Silva

Presidenta – gestão 2014/2017

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Presidenta do Anajô recebe Comenda Dandara

14 de dezembro de 2016 Deixe um comentário

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Na manhã do dia 14 de dezembro de 2016, no Plenário da Câmara Municipal de Maceió, foi realizada a sessão solene para a entrega das comendas indicadas pela Vereadora Tereza Nelma (PSDB).

As comendas afros foram: Zumbi dos Palmares para os capoeiristas Marcelo José dos Santos Cardoso (Mestre Girafa – Grupo Muzenza) e José Carlos Pereira da Silva (Contra Mestre Carlos – Grupo Liberdade); e a comenda Dandara para a professora da rede pública Marluce Remígio dos Santos e para Maria Madalena da Silva, a Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.

Madalena Silva, carinhosamente chamada por Madal, encontra-se pela primeira vez na presidência do Anajô (Gestão: 2015-2017), mas também já exerceu a função de 1ª Secretária de Finanças por dois mandatos. Participa ativamente dos cine-fóruns, palestras executadas pelo Anajô e dos projetos Tambor Falante e Palmares in loco. Ela também é vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino Privado (Sintep-AL) onde atua há mais de 15 anos; e é conselheira do CONEPIR/AL (Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial).

Integrantes do Anajô e familiares marcaram presença na solenidade para prestigiar a cerimônia de reconhecimento e dedicação da malunga Madal.

 

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Tambor Falante sobre “Maioridade Penal e Extermínio da Juventude Negra”

20 de maio de 2016 Deixe um comentário

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Integrante do Anajô participa de concurso de beleza

18 de maio de 2016 Deixe um comentário

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No domingo (15.05.16), foi realizado pela primeira vez no bairro do Trapiche da Barra, o Concurso de Beleza Negra em Maceió. O evento ocorreu no Fama Fest, promovido por Wandouglas Simas e Cláudio Silva, com o patrocínio da loja Estilo Roots.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – organização não governamental vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (Apns) – foi representado por  Elâne Maria da Silva Valeriano, vulgo Roberta Lanny. A deusa do ébano do Anajô tem 24 anos, trabalha como Auxiliar Administrativa e atualmente é a nossa 1º Secretária de Finanças.

 

beleza negraAo todo, foram quinze jovens negras inscritas entre 15 e 29 anos. E o júri foi composto por seis membros, que avaliaram a desenvoltura na passarela, postura, simpatia e estética.

Todas desfilaram com a roupa oficial do evento, traje livre e vestimenta afro;  e a grande vencedora foi a estudante Ruthe Dhucthy Rocha de 16 anos. No encerramento, teve show da banda Afro Afoxé.

Que venham outros eventos como esse, que só contribuem para a autoestima, valorização da estética negra e pertencimento étnico da juventude.

 

 

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Diretoras do Anajô se reúnem com gestor da FMAC

14 de abril de 2016 Deixe um comentário
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Na manhã do dia 12 de abril, representantes do  Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô  – entidade do movimento negro vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – estiveram na sede da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), órgão público da Prefeitura de Maceió.
O encontro foi solicitado por Maria Madalena da Silva e Helciane Angélica, respectivamente, Presidente e Secretária Geral e de Comunicação, que dialogaram com Marcos Sampaio – Diretor de Políticas Culturais da Fmac.
Na ocasião, foram elucidadas as dúvidas sobre os aspectos financeiros do projeto TAMBOR FALANTE – REFLETINDO, DEBATENDO E TRANSFORMANDO REALIDADES, que foi aprovado na categoria – Cultura Afro-brasileira do Prêmio Eris Maximiano 2015.
A previsão é iniciar o projeto no próximo mês. Tem como objetivo geral: realizar cinco encontros de formação/debates utilizando os aspectos culturais na formação sociopolítica da população afrodescendente e desencadeando a produção de um LIVRO e DVD sobre os temas discutidos.
Vamos aos trabalhos com muito axé!

MACRO CRISTIANISMO

7 de março de 2016 Deixe um comentário

Por: Helcias Pereira

Ao longo dos meus quase 53 anos, sendo mais da metade atuando e militando inicialmente na Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP e Comunidades Eclesiais de Base – CEBs, seguindo-se no Movimento Negro através dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs, entidade pela qual tenho a honra de ser Coordenador Nacional na atualidade. Igualmente honra-me dizer que durante essa caminhada pude desfrutar dos mais memoráveis momentos de reflexão e confraternização intitulados em virtude do pertencimento étnico, como: Kizombas, Mushakás, Xirês de Malungos ou mais recentemente Tambores Falantes… Pude presenciar e vivenciar situações tanto desafiadoras quanto agradabilíssimas no tocante as relações étnicas, culturais, políticas e macrorreligiosas. E todas elas tornaram-se naturalmente momentos impares para se “beber da sabedoria” dos malungos e malungas que se fizeram sujeitos dessa história. Motivos pelos quais ainda continuo acreditando que vale a pena atuar e pertencer de fato e de direito. Pois bem, a narrativa acima serve apenas para atentar, positivamente é lógico, a um fato que pude recentemente VIVENCIAR. Vamos lá!…
No ultimo domingo de fevereiro de 2016 acompanhei minha esposa Marluce no culto da IGREJA BATISTA DO PINHEIRO em Maceió, após quase um mês em que ela se encontrava hospitalizada. Sabia do carinho e do amor que muitos daquela Comunidade de Fé demonstrariam com seu retorno, o que de fato constatou-se. No entanto, algo mais estaria prestes a acontecer para ampliar meu acervo de vivências extraordinárias.
Naquela manhã, anunciou-se que haveria durante o culto uma ASSEMBLEIA para que a Igreja tomasse uma importante decisão, e durante a pregação da Pastora Ódja Barros pude perceber quão iluminada foi ao reportar a todos sobre as primeiras Comunidades Cristãs no Ato dos Apóstolos. Suas palavras me provocaram imediata reflexão e lembranças do que um dia li sobre essas primeiras comunidades, suas articulações, confraternizações, conflitos e dificuldades em geral. No entanto, fez-me a Pastora Ódja reinteirar que tais comunidades eram verdadeiramente constituídas por grupos de seguidores de Jesus, a exemplo dos doze apóstolos.

Posteriormente outros grupos passaram a se reunir identificando seus dirigentes reconhecidos pelos demais, cujas localidades de oração também serviam para as reuniões e todos buscavam praticar a comunhão reforçada pela fé, sobretudo, partilhando seus bens. Essas comunidades uníssonas conviviam fraternalmente distribuindo seus serviços e aceitando os demais que a ela se apresentavam. Elas não se fechavam em si mesmas, mas ao contrário, em nome da sua maior liderança Jesus Cristo haveriam de testemunhar recorrentemente a Boa Nova com a presença do Espírito Santo. Não me cerceei em parabenizar a ilustre Pastora.
Continuando vi em pleno culto, o jovem Pastor Wellington na qualidade de Presidente declarar aberta a Assembleia, cujos membros efetivos da Igreja haveriam de referendar ou não, através do voto aberto uma RECOMENDAÇÃO do corpo diretivo daquela Comunidade de Fé. Leia-se, na presença de visitantes e/ou não associados como Eu por exemplo. A referida recomendação tratava-se de: SE A IGREJA BATISTA DO PINHEIRO DEVERIA OU NÃO ACEITAR MEMBROS HOMO-AFETIVOS NA SUA COMPOSIÇÃO ORGÂNICA. Pronto! Imaginei coisas e logo me questionei quando e em quais lugares seria possível isso acontecer, mediante tamanhas ideologias secularizadas, reforçadas pelo racismo, machismo, homofobia, e outros preconceitos correlatos.
Passei a observar os movimentos da equipe que conferia os votos, o olhar comedido do presidente que atentamente conduzia os trabalhos; o silêncio da maioria, bem como a inquietude de alguns, e no momento certo diante de um tema considerado historicamente complexo, evidenciado e debatido ao longo dos anos, abre-se a votação, e o que vi foi surpreendente. Uma comunidade unida através de um gesto, cuja grande maioria DELIBERAVA positivamente não apenas a inclusão, mas o acolhimento fraterno desses novos membros. Posteriormente quem usou a palavra para se referir ao resultado da votação, classificou-a como vitória incontestável do Amor de Deus.
Dizia um membro em sua cadeira de rodas: “Agradeço à Deus por está aqui neste dia. Pois para mim era uma questão de honra me fazer presente. O resultado da votação não é apenas pelos “meninos” ou pelas “meninas”, o resultado representa a verdadeira importância do amor e do respeito ao próximo”.
Ao término e bastante impactado com tudo o que vi e ouvi, cumprimentei algumas pessoas parabenizando pelo belíssimo resultado, pode constatar também surpreendentemente varias pessoas com os olhos encharcados de lágrimas dado a importância do acontecimento sem dúvida nenhuma, histórico e inabitual.
Sai maravilhado em saber que nem sempre a arrogância, a ignorância e a estupidez humana prevalecem em relação aos desafios de aceitação ao que é diferente ou mesmo inusitado. A Igreja Batista do Pinheiro que já tem uma Pastoral da Negritude como organismo interno, e tantos compromissos sócio-religiosos com várias comunidades carentes, inclusive no Sertão Alagoano, merece todo respeito e admiração. Merece o carinho e o reconhecimento enquanto uma verdadeira COMUNIDADE DE FÉ, sinergicamente aludida as primeiras Comunidades Cristãs. Isso para mim, que sou extremamente leigo, me faz ousar ao chamar de Macro Cristianismo.

Vida longa a Igreja Batista do Pinheiro!

Olorum Kolofé Axé!

* HELCIAS ROBERTO PAULINO PEREIRA
Coordenador de Formação do Centro de Cultura e Estudos Étnicos ANAJO / APNs-AL
Coordenador Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs
Membro do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial – CONEPIR