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Saiu na mídia: Noite Afro no carnaval de Maceió

5 de março de 2019 Deixe um comentário
A presidente do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Luila de Paula, concedeu entrevista nessa terça-feira (05.03) para a TV Gazeta. A pauta em destaque foi a NOITE AFRO de carnaval na orla de Maceió.
Pelo segundo ano consecutivo, o Anajô encontra-se na organização do evento e foi contemplado por edital idealizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac)/Prefeitura de Maceió.
A programação é composta pela feira afroempreendedora, os blocos culturais Afro Afoxé e Afro Mandela; a apresentação do Maracatu Baque Alagoano e o no palco principal terá show com Mulheres na Roda de Samba.

Noite Afro na 3ª feira de Carnaval em Maceió

28 de fevereiro de 2019 Deixe um comentário

É Carnaval! E a raça negra tem muito a contribuir com a maior festa popular do País, destacando toda a beleza da cultura afro alagoana.

Para celebrar com muita alegria o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará a “Noite Afro”, na terça-feira de Carnaval, dia 05 de março, às 19h, na Praia da Pajuçara, em Maceió. Será uma grande festa, encerrando os festejos, com apresentação dos blocos: Afro Afoxé, Maracatu Baque Alagoano e Afro Mandela. No palco, a folia será conduzida pelo show do grupo “Mulheres na Roda de Samba”, empoderando ainda mais este momento.

Durante o evento, acontecerá a Feira Afroempreendedoras com Olegário Turbantes, Camilete Arte em Linhas, Expressão de Estilo Biju e Tereza Cristina Artes. A “Noite Afro” faz parte da programação de Carnaval realizada pela Prefeitura de Maceió, através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

Este é o segundo ano, que o Anajô foi contemplado por edital, para realizar a “Noite Afro”, no Polo Praia – um dos oito polos descentralizados em bairros da Capital, selecionados por meio de chamadas públicas.

ENTRADA FRANCA!

 

Serviço:

Carnaval 2019 – Polo Praia com Noite Afro

Dia: 05/03/18 – terça-feira, às 19h

Local: Praia da Pajuçara (em frente ao Lopana) –  Av. Silvio Carlos Viana

Concentração dos Blocos: Bar do Pirata

Programação:

¨    Banda Afro Mandela;

¨    Banda Afro Afoxé.

¨    Maracatu Baque Alagoano

¨    Grupo Mulheres na Roda de Samba

¨    Feira Afroempreendedoras

Comunicação: (82) 99614-1658 – Salete Bernardo

E-mail: ascom.anajo@gmail.com

ANGOLA JANGA, ANCESTRALIDADES E HONRAS

7 de fevereiro de 2019 Deixe um comentário

Helcias Roberto Paulino Pereira
Membro do Centro de Cultura e Estudos Étnicos ANAJÔ
Militante do Movimento Negro desde 1988

 

Poderia ser apenas um ato ou sentimento nostálgico de identificar a nova terra como “Pequena Angola”, ou simplesmente a sensação literal de “voltar pra terrinha”, ou ainda, remeter tudo isso ao passado na forma indubitável e singular de ser, de se organizar, resistir, lutar e viver. Angola Janga passou a ser de maneira imensurável uma utopia vital para se galgar uma longínqua experiência rumo ao inimaginável apogeu da liberdade.

A princípio tornaram-se imprescindíveis os rompimentos dos grilhões, tantos físicos, quanto psicológicos. Era preciso insurgir-se contra os opressores para terem de volta o mínimo necessário de dignidade humana, aliás, nem assim eram considerados (as) visto suas condições miseráveis de homens e mulheres escravizados (as), tratados (as) abruptamente como animais de carga, moedas de barganha, objetos de escambos, etc. etc. Lutar era mais que preciso!

Depois de aproximadamente trinta e três anos de resistência (1597-1630) e busca incansável por resiliência, o Quilombo dos Palmares finalmente mostrava-se aos governantes de Pernambuco que sua existência estava sem sombra de dúvidas sedimentada na Zona da Mata, cujos malungos desta feita aquilombados e livres, poderiam deleitar-se em Xirês (rodas e danças invocando Orixás, N´kises e Vodus) e Quizombas (grandes festas) por ser essa, uma expressão cultural eminentemente africana, considerando sua complexidade continental.

E assim, entre tempos de paz e alguns de guerra, Palmares que se tornou República livre, mesmo que edificada em montes íngremes repletos de “cafuas” e pequenos Mukambus, e se fortificou a cada dia ampliando sua população e se fazendo valer como um Estado independente dentro do Estado de Pernambuco.

Durante algumas décadas, seus habitantes passaram de três mil em média para mais de vinte mil, constituídos por agricultores, ferreiros, lenhadores, caçadores, conselheiros, guerreiros, e outros, cuja participação feminina apesar de em menor quantidade se fez forte e certamente com indiscutível equanimidade. As pindobas ou pindoramas assim chamadas pelos indígenas (grande quantidade de palmeiras) foram determinantes quanto a origem do nome do quilombo, mas foi a Serra do outeiro que se chamou Macacos, hoje SERRA DA BARRIGA a capital inconteste do grande Quilombo (Mukambu) dos Palmares, cuja extensão geográfica se expandiu para um raio superior a duzentos quilômetros quadrados em toda Zona da Mata, hoje, entre Pernambuco e Alagoas. Palmares, o grande Quilombo conseguiu manter-se organizado por um século quando sofreu sua grande derrocada na madruga do dia seis de fevereiro de 1694, entretanto, mesmo com o tombo fatal do seu último Comandante-em-chefe ZUMBI em vinte de novembro de 1695, ainda assim em meados de 1704, em pleno século XVIII Camuanga, Banga e Souza tentavam corajosamente fazer resistir a Saga de Palmares.

Subir o SOLO PALMARINO em vigília na madrugada do seis de fevereiro, tem sido uma forma singular do Movimento Negro Contemporâneo em todas as suas faces organizativas e representativas, enquanto momento de honras e homenagens aos ancestrais que sonharam, vivenciaram, resistiram e lutaram até o ultimo momento de suas vidas, pela verdadeira liberdade, aquela que se entranhou no solo tornando-o sagrado ao ser fecundado com todo sangue derramado dos guerreiros e guerreiras ali tombados.

Ancestralmente, não é motivo de choro nem lamento por causa da derrocada inaceitável, é de fato uma oportunidade impar de se refletir, entender e saudar todos os guerreiros e guerreiras ali martirizados e materializados no chão das entranhas da barriga da Serra, a qual se constitui hoje numa forma de Muxima, pulsando em cada um de nós que naturalmente nos deixamos enveredar pelas mesmas utopias do passado, na certeza que nossa liberdade está dentro de nossas mentes e corações. Sejamos guerreiros na luta e fortaleçamos a coletividade.

Viva Aqualtune dos Palmares e todos os Gangas, Viva Zumbi, Dandara e Andalaquituche.  Saravá N´Zambi!

 

TAMBOR FALANTE – SBPC AFRO E INDÍGENA

16 de julho de 2018 Deixe um comentário

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô participará da SBPC AFRO E INDÍGENA, com o projeto Tambor Falante: Feminismos Negros.

O tema reforça a importância de estarmos no período comemorativo pelo “Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela” – celebrado em 25 de julho -, fazendo referência às identidades das mulheres negras, seus laços e suas lutas no dia a dia, onde são levadas a desconstruir a invisibilidade imposta pela sociedade.

O Tambor Falante tem o formato de um debate reflexivo. Sendo facilitadoras as professoras e feministas: Cida Batista (Ufal), Regina Lopes (ISER) e Marluce Remigio (Sinteal).

O evento acontecerá dia 23 de julho de 2018, das 13h30 às 15h30, no Campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Maceió.Aberto ao público! Inscrições: https://doity.com.br/sbpc-afro-e-indgena

Contatos: (82) 99616-1053 / 98894-5962 / onganajo@hotmail.com

ANAJÔ LANÇA LIVRO E DVD SOBRE PROJETO TAMBOR FALANTE

22 de março de 2018 Deixe um comentário

Com 12 anos de trajetória, a entidade do movimento negro alagoano foi uma das contempladas no Prêmio Eris Maximiniano da Prefeitura de Maceió

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O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade do movimento negro alagoano, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – realizará no dia 23 de março, o encerramento do projeto “Tambor Falante: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades”. A atividade é aberta ao público e iniciará às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara em Maceió.

O projeto foi originário da parceria entre o Anajô, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro. Com a aprovação no Prêmio Eris Maximiniano 2015, na categoria cultura afro brasileira, o Anajô recebeu o patrocínio da Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) para a execução de cinco (5) encontros de formação/debates na periferia da capital alagoana: Benedito Bentes, Jaraguá, Trapiche da Barra, Ouro Preto e Ponta da Terra.

Dentre os temas discutidos estiveram: “Maioridade penal e extermínio da juventude negra”; “Os impactos do Governo Michel Temer nas políticas para a igualdade racial”; “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”; “Intolerância Religiosa e preconceitos correlatos”; e “Racismo institucional e estatuto da igualdade racial”.

DSC_0633Segundo a Presidente do Anajô, Madalena da Silva, o patrocínio foi essencial na estruturação e desenvolvimento do projeto. “Com a aprovação no edital, foi possível investir na organização e ampliar as ações. Também estimulamos o encontro entre gerações, vivências e opiniões de ativistas do movimento social negro e pessoas das mais diversas formações. Nós estamos muito felizes com a conclusão desse trabalho”, exaltou.

Para celebrar o encerramento oficial do projeto, na noite desta sexta-feira terá o lançamento do livro com vários artigos e registro fotográfico, que será distribuído em instituições do movimento negro, bibliotecas, Núcleo de Estudo Afro Brasileiro (NEABs) e escolas; além de um DVD com o registro dos principais momentos do projeto.

Para abrilhantar o momento, também terão as apresentações artísticas do Grupo Vocal Afro Ameríndio; além da cantora e compositora Mel Nascimento.

 

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SERVIÇO:

Encerramento do projeto “Tambor Falante: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades”

Data: 23/03/2018 (sexta-feira)

Hora: 19h

Local: Centro Cultural Arte Pajuçara – Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113, Pajuçara, Maceió/AL.                                

Contatos: (82) 98878-7484 / 99905-3515

Entrada gratuita!

Anajô é agraciado com comenda na Câmara de Maceió

6 de dezembro de 2017 Deixe um comentário

A manhã do dia 5 de dezembro de 2017 foi mais uma data histórica, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, com mais uma sessão solene para a entrega das comendas afros Zumbi dos Palmares e Dandara.

A vereadora Tereza Nelma fez as indicações em reconhecimento às ações em prol da diversidade étnicorracial na capital alagoana, assim como, no combate da discriminação racial e cultural.

Os homenageados foram: o pesquisador Edson Moreira Silva; o contra mestre de capoeira Denivan Costa; o produtor cultural, Amaurício de Jesus; além das instituições, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.

A solenidade também contou com a apresentação do Grupo Vocal Afro-Ameríndio, coordenado pelo maestro Jailson Natividade.

Fotos: Carlos Bispo e Helciane Angélica

 

“Julho das Pretas” continua debatendo racismo e opressão de gênero

17 de julho de 2017 Deixe um comentário

A programação “Julho das Pretas”, idealizada e organizada por um grupo de entidades que atuam no combate ao racismo e à opressão de gênero em Alagoas para marcar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e o Dia de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho, continua esta semana, com a realização do Cine-Fórum em escolas públicas, e debates no MISA e na Ufal.

Nesta segunda-feira, dia 17, às 19h o Cine-Fórum exibe o Curta “O Xadrez das Cores”, na Escola Estadual Maria Ivone, situada no Conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins, seguido de debate. O objetivo é levar os estudantes a pensar, refletir e entender as raízes do preconceito. A atividade será coordenada pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).     

Na terça-feira, dia 18, às 14hs, a programação volta a acontecer no auditório do MISA, com o debate “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”. Já no dia 19, o Campus A C Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também será palco do empoderamento feminino, quando o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”.

As atividades do Cine-Fórum continuam no dia 27 de julho, às 19hs na Escola Estadual Rosalva Pereira Viana, localizada na Santa Lúcia, e no dia 28, na Escola Estadual Benedita de Castro, no Clima Bom, às 14hs.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, na República Dominicana, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras nesse continente. Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira quilombola mato-grossense e símbolo da resistência negra no Brasil colonial.

O Julho das Pretas tem à frente várias entidades da sociedade civil que lutam contra o racismo e a opressão de gênero, em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Fapeal e a Ufal.

 

Fonte: Valdice Gomes (jornalista, MTE 288\AL) \ (82)99999-1301