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Posts Tagged ‘Alberto Jorge Ferreira dos Santos’

Reunião no MPE sobre abordagem policial

15 de agosto de 2013 Deixe um comentário

Na manhã dessa quarta-feira (14.08) um grupo de ativistas e APNs, além da OAB (Advogado Betinho), Pr. Wellington Santos da Igreja Batista do Pinheiro e as vereadoras (Fátima Santiago e Tereza Nelma) estiveram no Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual. Na ocasião, o Promotor Flavio Gomes responsável pela 61ª Promotoria de Justiça da Capital, ouviu os relatos sobre a abordagem policial no último domingo, que teve abuso de poder e prática de racismo institucional.

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Aprovadas moções na Câmara de Maceió contra abordagem policial e racismo institucional

14 de agosto de 2013 Deixe um comentário

Texto e foto: Helciane Angélica – Jornalista

Vereadoras por Maceió: Fátima Santiago e Tereza Nelma
Na sessão ordinária dessa terça-feira (13.08), na Câmara Municipal de Maceió, foram aprovadas duas moções referentes à abordagem policial com ativistas negros no último domingo. As propositoras foram Tereza Nelma (PSDB) e Fátima Santiago (PP), teve o apoio de mais 15 parlamentares que subscreveram os documentos.
A vereadora Tereza Nelma (PSDB) utilizou a tribuna e defendeu a apresentação de uma Moção de Protesto, cobrou apuração imediata e citou o caso do sociólogo Carlos Martins, que no ano passado foi agredido por uma guarnição policial, tendo a casa invadida e móveis destruídos. Logo após, foi observado que tudo não passou de um engano. Ela está preparando um relatório com todos os documentos e reportagens do último caso, que será entregue ao Governador Teotônio Vilela Filho para que tome as devidas providências.
Já Fátima Santiago (PP), apresentou uma Moção de Repúdio à Polícia Militar de Alagoas e no documento afirma que as abordagens desastrosas e opressoras no Estado de Alagoas são recorrentes: “Infelizmente, casos de opressão são constantemente cometidos por policiais e as pessoas têm medo de denunciar, principalmente, moradores da periferia. É importante que se investigue e a punição dos policiais arbitrários. Também é preciso maior investimento quanto à capacitação e condições dignas de trabalho, para garantir uma segurança pública de qualidade e eficiente”, destacou.
Audiências
Os ativistas Franqueline Terto dos Santos e Benedito Jorge Silva Filho – professora universitária e administrador – são da Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro e participam da entidade nacional do movimento negro, os Agentes de Pastoral negros do Brasil (APNs). Ontem, eles dialogaram com o Comandante Geral da PM, Coronel Dimas Cavalcante, que não acredita na existência de racismo e sim no despreparo por parte de alguns membros. Também declarou que 60% da corporação é composta por policiais negros.
Nessa quarta-feira (14.08) será formalizada a denúncia na Corregedoria Geral da PM e no Ministério Público Estadual. O caso foi registrado na Central de Flagrantes da Polícia Civil, está sendo acompanhado pelo advogado Alberto Jorge Ferreira (Betinho), que durante muito tempo foi presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL).

Funcionária é agredida dentro do Supermercado GBarbosa

24 de dezembro de 2011 1 comentário

A vítima que é uma mulher negra sofreu violência moral e física, e o gerente da loja evitou prisão em flagrante

Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/integrante da Cojira-AL

O Natal é considerado o período mais esperado do ano para as famílias e empresas, onde as pessoas pregam a paz, união e o amor ao próximo, além de irem às compras para adquirir os produtos das confraternizações e garantir a troca de presentes. Porém, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal) denuncia um fato lamentável que ocorreu na última quinta-feira (22.12) em Maceió.

Por volta das 10h30, no Supermercado GBarbosa localizado no bairro da Cruz das Almas na capital alagoana, a funcionária Cássia da Silva Nicandio, 37, foi covardemente agredida por outro funcionário chamado James das Neves Bernardes no próprio local de trabalho. Segundo a vítima, James era uma pessoa reservada e tranquila, mas nos últimos dias estava sendo grosseiro com todos, inclusive, com a encarregada do setor.
Eu fui conversar para saber o que estava acontecendo, ele tinha faltado e perguntei se estava doente, se estava tudo bem. Ele disse que tinha todas as doenças do mundo e que ninguém do trabalho acreditava”. Cássia terminou perguntando se aquilo era destinado a ela, e aos gritos James respondeu: “se a carapuça serviu o problema é seu”. Diante da resposta ríspida, pediu para abaixar o tom de voz e foi quando ele partiu para cima, ela se protegeu com um empurrão e depois foi atingida com uma lata de refrigerante na cabeça.
A partir daí, as agressões se multiplicaram sobre os olhares de outros funcionários e clientes. James tentou dar uma “gravata” no pescoço, jogou-a no chão, deu socos e pontapés, enquanto, as pessoas gritavam pedindo para parar e tentavam afastá-lo. Com a chegada do gerente, o ataque cessou e os demais funcionários queriam linchá-lo, mas, ele foi conduzido para o setor pessoal onde ficou um tempo, deixou seu atestado médico, e em seguida liberado.

A polícia não foi acionada e com a demora da SAMU, a vítima saiu desacordada em um carro de um amigo e foi atendida em um hospital particular. Posteriormente, seguiu para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher; onde prestou queixa e o boletim de ocorrência, depois foi até o Instituto Médico Legal (IML) fazer o exame de corpo de delito.
Para a ativista do movimento negro alagoano, Filomena Felix Costa – Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), onde Cássia também é integrante – sua amiga foi duplamente agredida. “Foi um absurdo o agressor não ter sido preso em flagrante. Se fosse uma cliente que tivesse sido espancada, ele seria liberado? E se fosse alguém que estivesse roubando a loja, mesmo que fosse um confeito também seria liberado? Onde estavam os seguranças? Esse caso não pode ser esquecido, temos que denunciar na mídia porque a empresa foi conivente durante o momento e também por se tratar de uma mulher humilde e negra, que foi humilhada e teve seus direitos violados”, exaltou.
De acordo com Cássia Nicandio, o gerente mencionou que pretende demitir o funcionário, assim como, afirmou que a empresa está à disposição dela para o que for preciso, e que ela junto à família fizesse o que estivesse ao seu alcance para denunciar o agressor. Neste momento, Cássia anda com dificuldades devido ao inchaço na perna e dores no corpo, e afirma está se sentindo envergonhada com o que aconteceu.


Assessoria jurídica

 

 

O advogado Alberto Jorge Ferreira dos Santos, conhecido por Betinho, que é Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Alagoas) está acompanhando o caso. Ele informou que entrará com uma ação de rescisão indireta de contrato de trabalho, pois a vítima encontra-se em estado de choque e sem condições de exercer suas funções no local, além disso, a omissão da empresa ainda pode acarretar em danos morais.
Em relação a James, o advogado comparecerá com a vítima na próxima terça-feira (27.12) às 9h na Delegacia das Mulheres para conversar com a delegada Paula Mercês da Silva e saber se a intimação referente à lesão corporal foi entregue e seguir com trâmites legais necessários para punir o agressor.