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TV Pajuçara – Religiosos fazem protesto no Fórum de Maceió

4 de dezembro de 2012 Deixe um comentário

Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa

4 de dezembro de 2012 Deixe um comentário

Vanessa Alencar e Railton Teixeira

Alagoas24horas

Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa

Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa

Um grupo de representantes de entidades religiosas, do movimento negro e outras instituições realizou um ato público na tarde desta segunda-feira, 3, no Fórum Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em protesto contra a determinação da Prefeitura de Maceió em limitar o horário e o espaço das manifestações das religiões de matrizes africanas no próximo dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição ou Iemanjá.

O grupo ingressou com Mandado de Segurança junto à 17ª Vara Cível para garantir a liberdade da celebração religiosa e das atividades afro-culturais na Praça Multieventos, onde a prefeitura autorizou a realização do show gospel “Maceió de joelhos”.

Segundo os representantes das religiões de matrizes africanas, o espaço foi solicitado com antecedência por eles, mas, o pedido foi indeferido pela Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU).

Após protocolar o Mandado de Segurança, o grupo formado por cerca de 50 pessoas seguiu ao som de músicas africanas em direção a Promotoria do Ministério Público Estadual, onde foram recebidos pela promotora Marluce Falcão.

Helcias Pereira, integrante do Conselho Nacional  da Promoção da Igualdade Racial, disse que várias articulações já estão ocorrendo junto aos órgãos de defesa dos assuntos africanos e das pessoas negras. “A posição da Prefeitura de Maceió é de intolerância religiosa e fere a Constituição, principalmente o Estatuto da Igualdade Racial”, afirmou, acrescentando que até a próxima quinta-feira, 6, a Ouvidoria do Conselho irá acionar o Governo do Estado para que ele se posicione em relação as determinações da Prefeitura.

Benedito Jorge, da Pastoral Negra da Igreja Batista do Pinheiro afirmou que, embora no dia 8 de dezembro seja comemorado o Dia de Iemanjá, infelizmente, por intolerância religiosa, sempre há o confronto entre as religiões do cristianismo e as de matrizes africanas. “Não tem nada a ver a prefeitura instituir um show evangélico no dia 8. Com isso, a prefeitura coloca a comunidade evangélica em confronto com a comunidade afro”, lamentou.

O pai de santo Paulo Silva, presidente da Federação das Matrizes Africanas resumiu o desejo do grupo: “Só queremos um espaço para reverenciar o nosso culto. Não vemos nada demais nisso”, afirmou, lembrando que esse é o segundo ano consecutivo que, pelas mesmas razões, a Prefeitura de Maceió entra em confronto com representantes das religiões de matrizes africanas.

SMCCU nega intolerância

No final da tarde, a Prefeitura, por meio da SMCCU divulgou uma Nota à imprensa esclarecendo que nunca houve a intenção de discriminar, de nenhuma forma, os praticantes das religiões de matriz africana e repudiando qualquer tipo de intolerância religiosa.

Segundo a SMCCU, o propósito das determinações da Prefeitura é o de organizar as festividades na orla marítima de Maceió, garantindo a preservação do patrimônio público, a liberdade e a segurança de todos os cidadãos.

Ainda de acordo com a Nota, no dia 26 de novembro foi marcada uma reunião entre a SMCCU, o Ministério Público Estadual e os representantes dos grupos religiosos para que fosse firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes, mas, não houve o comparecimento dos líderes religiosos, o que impossibilitou um acordo.

De acordo com informações da SMCCU, em novembro do ano passado, houve uma reunião entre os representantes religiosos e diversos órgãos da administração municipal, onde ficaram acordados as normas e horários das manifestações na orla.

“A preocupação da SMCCU e todos os órgãos da Prefeitura é o de manter a ordem e o bem-estar social, proporcionando espaço para todos os cidadãos, sejam eles praticantes das religiões de matriz africana ou não”, encerra a nota.

(Atualizada às 17h30)

Fonte: Com Ascom SMCCU

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Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa
Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa
Entidades protestam e acusam prefeitura de intolerância religiosa
Helcias Pereira, integrante do Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial
Pai de santo Paulo Silva, presidente da Federação das Matrizes Africanas

Ato contra a intolerância religiosa em Maceió

3 de dezembro de 2012 Deixe um comentário

Temos que continuar lutando por respeito à liberdade de cultos.  A celebração realizada por diversas casas de axé no dia 08 de dezembro em homenagem à Iemanjá, na orla de Maceió, não pode desaparecer e não podemos mais aceitar a arbitrariedade da Prefeitura em definir horários e locais para realizar as oferendas.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, vinculado aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), apóia as manifestações afro-culturais e participa das ações de protesto realizadas pelos religiosos de matrizes africanas, simpatizantes e outras representações do movimento negro alagoano.

Basta de Intolerância Religiosa!

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APNs denunciam o extermínio da juventude negra

15 de julho de 2011 1 comentário

Lideranças jovens de vários estados percorreram as principais ruas de Campinas (SP). Mesmo sendo uma manifestação pacífica, policiais militares tentaram cercear a liberdade de expressão

 

Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista e integrante dos APNs

               

Na tarde de quinta-feira (14.07), os participantes do 1º Encontro Nacional da Juventude dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) fizeram a Caminhada “APNs na Luta contra o Genocídio e Extermínio da Juventude Negra” pelas principais ruas do Centro de Campinas (SP) que foi encerrada em frente à Prefeitura Municipal.

 

A concentração aconteceu no Largo do Pará onde ocorreu a confecção de faixas e cartazes, com frases de impacto sobre a luta da população negra em busca de políticas públicas. Na caminhada, tiveram vários depoimentos referentes a importância do engajamento da juventude nos movimentos sociais e denúncias sobre o grande índice de jovens negros mortos em todo o país, o analfabetismo e miserabilidade que atingem diretamente a população negra. “É triste saber que em cada 100 jovens assassinados, 73 são negros e pobres. Temos que mobilizar toda a sociedade contra a violência e a exploração da juventude negra”, exaltou Nuno Coelho, coordenador nacional dos APNs.

Durante todo o percurso, os manifestantes também tiveram que resistir a opressão de militares, onde por várias vezes tentaram cercear a liberdade de expressão. “Nós estávamos na praça, já vi a cavalaria e um carro da Guarda Municipal, depois chegaram outras viaturas que foram nos seguindo, e para encerrar apareceu o helicóptero Águia da Polícia Militar. É um absurdo tudo isso que aconteceu, aqui, já teve ato público com mais de 1000 pessoas e nunca teve um aparato policial tão expressivo” declarou Maria Aparecida do Carmo, coordenadora do Mocambo de Campinas.

 

As tentativas em acabar o ato pacífico, acirraram os ânimos e chamou ainda mais a atenção da população campineira. “Porque será que na nossa manifestação a Polícia para? Se fosse um ato com brancos, ninguém parava! Somos gente como vocês, pagamos os impostos e também temos que exigir os nossos direitos”, indagou Sara, jovem APN do Estado de Minas Gerais.

 

Participam do Encontro, cerca de 50 lideranças jovens oriundas dos estados de Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e São Paulo. O Encontro Nacional da Juventude APNs segue até domingo (17.07).