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Movimento Negro nacional em convergência

15 de julho de 2016 Deixe um comentário

Nesse sábado(16.07), na cidade de Aracaju/SE, está acontecendo uma reunião de mobilização nacional do Movimento Negro. De Alagoas, participa o malungo Helcias Pereira – Coordenador Geral dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (Apns Do Brasil) e Secretário de Formação e Pesquisa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (Anajô Apns). Desejamos sucesso nas discussões e deliberações!

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Tambor Falante aborda: “Os Impactos do Governo Interino de Michel Temer nas Políticas para a Igualdade Racial”

10 de julho de 2016 Deixe um comentário

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Nuno Coelho toma posse como Conselheiro Nacional de Igualdade Racial

5 de dezembro de 2014 Deixe um comentário

Representantes da sociedade civil foram eleitos para compor o CNPIR no biênio 2014-2016

No dia 02 de dezembro, a Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, deu posse aos representantes da sociedade civil eleitos para compor o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) no biênio 2014-2016.

 

A solenidade ocorreu durante a 48ª Reunião Ordinária do CNPIR, que ocorreu nos dias  02 e 03/12, no auditório do Subsolo do Bloco “A”, da Esplanada dos Ministérios. Os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) participaram novamente do chamamento público, a entidade foi eleita como membro titular, e será representada pelo atual coordenador geral Nuno Coelho, que substitui o malungo Helcias Pereira (Coordenador de Formação e APN-AL).

 

Presidido pela titular da SEPPIR, o CNPIR é um órgão colegiado de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da secretaria com status de ministério. O Conselho tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira.

 

Além de combater o racismo, busca propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas. O CNPIR é composto por 44 membros entre integrantes de entidades da sociedade civil e representantes do Poder Público.

“Bendito” acesso à Serra da Barriga

20 de agosto de 2013 Deixe um comentário

Por:  Helcias Pereira

Vice Presidente do Anajô / Coordenador Nacional de Formação dos APNs / Conselheiro Nacional de Igualdade Racial (CNPIR/Seppir)

Foto-0736Durante a manhã desse domingo (18.08) estive com o mesmo prazer e a alegria de sempre na Serra da Barriga – Parque Memorial Quilombo dos Palmares, acompanhando um grupo de mestres, contra-mestres e professores de capoeira. Fui convidado pela Federação Alagoana de Capoeira (Falc) para falar sobre a História do Quilombo dos Palmares e a Capoeira em sua contextualidade.
A alegria e a concentração do grupo não poderiam ser diferentes, visto que além de trazerem consigo a herança afro-ameríndia, são formadores sociais e de opinião através de seus ensinamentos na capoeiragem. Tudo teria sido perfeito se o “bendito” acesso à Serra da Barriga não fosse esta lástima de atraso e sofrimento, sobretudo, em tempos de chuva. Apesar da descontração de todos, sem exceção, empurrar o ÔNIBUS para não ficar no meio do caminho, foi no mínimo um descontentamento na alma.
O PMQP além de limpo e com suas coberturas vegetais concluídas minimizou em parte a decepção de ver a obra completamente inerte, cujos demais equipamentos continuam como antes, ou seja: Indispensavelmente “reparáveis”… Logo é urgente que a obra volte a tona, assim como, é recorrente o desejo de um dia ver essa estrada viabilizada e proporcionando acessibilidade ao maior e mais importante simbolo de liberdade que é a Serra da Barriga e que tem na figura do seu ultimo comandante-em-chefe Zumbi dos Palmares o título de Herói Nacional Brasileiro.
De minha parte farei contato direto com a FCP e me pronunciarei a respeito no Pleno do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). Obviamente, nada nos impede de neste momento apresentar nossas felicitações aos gestores da Fundação Cultural Palmares por mais um ano de sua existência, e desejar que as dificuldades sejam dirimidas e as ações igualmente efetivadas a contento, como haverá de ser. Axé!

Programação da 3ª Coepir

19 de agosto de 2013 Deixe um comentário


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A III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir) com o tema: “Democracia e desenvolvimento sem racismo: por uma Alagoas afirmativa”, será no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções de Maceió). 

 

19 de agosto (segunda-feira)
18h> Credenciamento
19h> Abertura Solene e apresentação cultural da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL)
19h30 > Conferência Magna: Democracia e Desenvolvimento sem Racismo: por um Brasil Afirmativo. 
Giovanni Benigno Pierre da Conceição Harvey – Secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

20h30>Apresentação Cultural – Grupo de Dança Afoxé OJU OMIN OMOREWA
21h> Coquetel


20 de agosto (terça-feira)

08h> Credenciamento

08h30> Plenária de discussão e aprovação do Regimento Interno

09H30> Mesa Temática:
EIXO 1: Estratégias para o Desenvolvimento e o Enfrentamento ao Racismo;
Profº Drº Edson Bezerra, Professor em Antropologia – UNEAL; Profº Zezito Araújo – Historiador, Coordenador do Curso de História – CESMAC e Técnico pedagógico da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas.

EIXO 2: Políticas de Igualdade Racial no Estado e no Brasil: avanços e desafios;
Profª. Drª. Clara Suassuna Fernandes, Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB), da Universidade Federal de Alagoas- UFAL. 

EIXO 3: Arranjos Institucionais para assegurar a sustentabilidade das Políticas de Igualdade Racial – SINAPIR (órgãos de promoção da igualdade racial, fórum de gestores, conselhos e ouvidorias); 
Felipe da Silva Freitas – Gerente de Projetos, Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, SPAA/SEPPIR.

EIXO 4: Participação política e controle social: igualdade racial nos espaços de decisão; mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de igualdade racial. 
Profª Angela Maria Benedita Bahia de Brito, Professora do Curso de Meteorologia (Aposentada) da Universidade Federal de Alagoas e Colaboradora do Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros (NEAB).

Coordenação: Geraldo de Majella, Superintendente de Direitos Humanos da SEMCDH.

11h30> Debate

12h30> Almoço
14h Grupos de Trabalhos Temáticos (GT’s) / FACILITADOR (A)
EIXO 1: Estratégias para o Desenvolvimento e o Enfrentamento ao Racismo;
Denivan Costa de Lima – Articulador do Plano Juventude viva em Alagoas e Sergipe. Professor de Capoeira, formando em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal de Alagoas.

EIXO 2: Políticas de Igualdade Racial no Estado e no Brasil: avanços e desafios;
Profº Zezito Araújo – Historiador, Coordenador do Curso de História – CESMAC e Técnico pedagógico da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas.

EIXO 3: Arranjos Institucionais para assegurar a sustentabilidade das Políticas de Igualdade Racial – SINAPIR (órgãos de promoção da igualdade racial, fórum de gestores, conselhos e ouvidorias)

Valdice Gomes – Diretora do Centro de Cultura e Estudos Anajô, Presidente do Sindjornal e Integrante da Cojira/AL
EIXO 4: Participação política e controle social: igualdade racial nos espaços de decisão; mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de igualdade racial. 
José Carlos Pereira da Silva- Historiador e Presidente da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas.

16h>Aprovação das propostas dos GT’s
17h> Eleição dos(as) delegados(as) 
18h>Encerramento

APNs: CARTA MENSAL – Agosto/2013

18 de agosto de 2013 Deixe um comentário

APNs

AGENTES DE PASTORAL NEGROS
Conscientização, Organização, Fé e Luta

São Paulo, 08 de Agosto de 2013

Malungos(as) APNs,

Estamos muito próximos da realização da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), com o tema “Democracia e Desenvolvimento por um Brasil Afirmativo” ela acontecerá de 5 a 7 de novembro, em Brasília (DF).

Enquanto entidade nacional estamos mobilizando nossos Mocambos e Quilombos para que participem, se articulem e saiam delegados para todas as etapas deste processo de participação social.

Esse tema, embora muito novo vai de encontro ao programa da presidenta Dilma Rousseff que tem tratado por dentro do governo sobre o desenvolvimento.

A desigualdade racial sistemática é fator significativo para o subdesenvolvimento econômico de países com grandes populações excluídas e discriminadas como o Brasil.

Já é reconhecido por todos que a luta do movimento negro ao longo dos últimos anos para consolidar as ações afirmativas têm se mostrado uma ferramenta importante para eliminar as desigualdades raciais mais persistentes e, desse ponto de vista, a chegada de um governo social e democrático ao poder ajudou e muito no início desta década. Concebemos importantes marcos estruturais e institucionais para definir a plataforma política tais como a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), do qual fazemos parte desde a sua instituição, um Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial e o Estatuto da Igualdade Racial, entre outras conquistas e planos para eliminar o racismo e afirmar a igualdade de oportunidades.

Contudo o Brasil, ainda precisa vencer alguns importantes desafios como a redução dos homicídios entre jovens negros, da discriminação no acesso a empregos de melhor qualidade, a efetividade da aplicação da Lei 10.639 na rede pública de educação, a aplicação da política de saúde da população negra no SUS, o combate ao racismo institucional presente hoje no poder público, e por ai vai.

Enfim para que a “Democracia e o Desenvolvimento por um Brasil Afirmativo” seja de fato uma realidade o conjunto dos Governos precisam assumir o seu papel e destravar a maquina pública. Garantir que os operadores do sistema tenham acesso a formação étnicorracial não só técnica mas também humana.

Para que o Brasil avance na Democracia o negro não pode mais ser medido pela cor de sua pele, a igualdade tem que passar também pela raça. Essa raça construiu esse País e essa ação afirmativa também serve como reparação.

Não podemos falar em “Democracia”, se essa Conferência Nacional não garantir a remoção dos impedimentos à mobilidade econômica especificamente raciais e também as universais para remover as desigualdades estruturais que reforçam e intensificam padrões mais amplos de desigualdade no País.

O fato meus caros APNs, é que o processo de avanço da política afirmativa no Brasil, parou, o diálogo entre estado e sociedade não tem mais o mesmo espaço de antes, a democracia racial sofre uma grande ameaça de voltar a ser mito. Não podemos deixar!

A sociedade brasileira espera essa ação dos governos, e o nosso papel enquanto entidade do movimento negro é somar esforços aos que serão legitimados para nos representar na III CONAPIR em Brasília, e fazer um exercício de mudar a história e destravar o Brasil para de fato possamos deslumbrar uma verdadeira democracia e desenvolvimento por um Brasil afirmativo.

Nuno Coelho
Coordenador Nacional

CONVITE: 3ª Coepir em Alagoas

16 de agosto de 2013 Deixe um comentário

A cerimônia de abertura da 3ª Coepir será na noite de 19 de agosto, às19h, com uma conferência magna apresentada pelo secretário-executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Giovanni Benigno Pierre da Conceição Harvey; e no dia 20, das 8h às 18h, tem discussão sobre os eixos temáticos e a eleição dos membros para a delegação alagoana. Participe!

Convite III COEPIR - 19 e 20 Agosto

DIREÇÃO NACIONAL REALIZA 10ª REUNIÃO DE COORDENAÇÃO

27 de julho de 2013 Deixe um comentário

Entre 27 e 28 de julho realizar-se-á na sede da FUNARTE na capital paulista a 10ª reunião ordinária dos membros da Direção Executiva Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil juntamente com os membros das oito Comissões Permanentes que formam a Coordenação Nacional dos APNs.
Na extensa pauta, os participantes vão fazer analise de conjuntura política das mobilizações de junho, assim como da política de igualdade racial executada no Brasil até agora. Esta que, subsidiará a entidade na elaboração de um documento analítico que será entregue posteriormente aos membros da entidade e aos delegados e participantes da III CONAPIR em novembro próximo.

A Direção Nacional da entidade ainda terá por tarefa, a preparação da plenária nacional que acontecerá em novembro em avaliação ao Congresso da entidade ocorrida em Goiânia em 2010. Outro tema que será tratado é a organização e mobilização da III Conferência de Promoção da Igualdade Racial que acontecerá de 5 a 7 de novembro em Brasília. “A entidade trabalha para levar a etapa final um número considerável de delegados, ao menos o dobro do que foi em 2010”, afirma Nuno Coelho coordenador nacional da entidade.

Os dirigentes ainda vão elaborar durante a reunião o calendário nacional de 2014 que deve ter como uma das ações centrais a realização do 2ª Encontro Nacional de Juventude APNs e a participação na Cúpula Mundial de Afrodescendentes que acontecerá em Madri na Espanha.

 

Fonte: Divulgação

Relato da Reunião do Movimento Negro com a Presidenta Dilma Rousseff

23 de julho de 2013 Deixe um comentário

reunião com presidenta

Após uma rodada de discussão pela manhã com a presença da ministra Luiza Bairros, da SEPPIR, e do Chefe da Assessoria Especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo Sant’ana, os participantes listados no fim deste relato tiveram uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff, iniciada às 15h.

Por:  Sueide Kintê, com colaboração de Ana Flávia Magalhães Pinto

A presidenta Dilma dissertou sobre a contribuição dos negros na construção da nação Brasileira. Afirmou que as condições em que se deu a constituição do país contribuíram para a subjugação da população afrodescendente. Alertou que a história da população negra não está nas escolas, e que, até ela, só havia acessado informações sobre o legado de resistência dessa população em seu curso de pós-graduação. Ressaltou que tal realidade é inadmissível.

Em seguida, fez um panorama do avanço das políticas públicas para população negra no Brasil nos últimos dez anos. Disse que considerava um avanço importante o reconhecimento das terras quilombolas no início da gestão do presidente Lula, e que essas eram comunidades tão invisíveis para o governo que a metodologia inicial de mapeá-las teve de se valer do programa Luz para todos, pois, entre a maioria dos territórios onde faltavam serviços de atenção básica como saneamento e energia elétrica, estavam os quilombos.

A presidenta falou ainda que considerava um avanço a instituição de cotas raciais nas universidades federais, a realização das conferências de promoção de igualdade racial, as políticas de transferência de renda que têm beneficiado as populações pobre e negra, e, por fim, falou dos cinco pactos do governo federal: 1. Responsabilidade fiscal, 2. Plebiscito/Reforma política, 3. Saúde, 4. Mobilidade e 5. Educação. Quanto a isso, pediu o apoio das entidades negras ali presentes no sentido de contribuir para o fortalecimento da agenda em nível nacional.

Mais uma vez saudou os presentes e passou a palavra para nossos representantes.

Primeira Intervenção nossa: O primeiro a falar foi Edson Santos, diretor da Unegro, organização que tem cadeira no CNPIR. Ele discorreu sobre a reforma política, disse que a organização da qual faz parte realizou em 2012 uma pesquisa nas câmaras de vereadores, de deputados e no senado brasileiro para fazer um mapeamento da presença de parlamentares negros e que o resultado da pesquisa foi alarmante, por constatar a baixíssima representação desse segmento populacional nesses espaços do Legislativo. Pontuou com a Presidenta Dilma que não seria possível fazer reforma política sem assegurar condições equânimes de participação da população negra.

Segunda Intervenção nossa: A segunda pessoa a falar foi Flavio Jorge, da Conen, organização que também tem assento no CNPIR, que fez um apanhado das questões que tínhamos elencado na carta protocolada à presidência e discorreu sobre a importância das questões assinaladas. Deu um panorama da atuação das organizações de movimento negro no brasil, e ressaltou a importância dessas no processo de conquista de direitos. Pontuou a importância daquele encontro não se encerrar ali e pediu que a presidenta Dilma comprometesse os ministros encaminhando nossas solicitações, uma a uma, para cada pasta citada.

Terceira Intervenção nossa: O terceiro a falar foi o conselheiro do CNPIR pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Arilson Ventura, que leu um manifesto onde dizia que, enquanto o poder público tinha mapeado cerca de três mil comunidades quilombolas, nós já sabíamos da existência de números que extrapolavam mais do que o dobro do relatado. Afirmou novamente que os serviços básicos de infraestrutura não passam por esses territórios, conclamou a presidenta a se posicionar no que diz respeito à briga contra os latifundiários e fez denúncias da violência cometida pelo próprio Estado em situações de conflito com estas comunidades.

Quarta Intervenção nossa: A quarta pessoa a falar foi a conselheira do CNPIR Kika (Valkiria Souza) peloCentro de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (CENARAB) , que defendeu o Estado laico, falou das inúmeras violências sofridas pelo povo de santo, criticou o fortalecimento das igrejas neopentecostais por meio do Estado, falou da vulnerabilidade da mulher negra no  âmbito social e pontuou que este é o grupo mais acometido por violências no país. Denunciou que o genocídio da juventude negra, na medida em que ceifa a vida dos homens jovens, atinge a organização da vida de muitas outras mulheres, mães,  filhas, avós, esposas, namoradas, vítimas indiretas desses crimes. Por fim, apresentou todas as mulheres que estavam no recinto e fez questão de afirmar a autonomia e o protagonismo das mulheres negras nos processos de lutas históricas do país.

Quinta Intervenção nossa: A quinta pessoa a falar foi o conselheiro Clédisson Geraldo dos Santos Júnior, do Coletivo Nacional de Juventude Negra do PT – Enegrecer,  que fez um panorama da participação dos jovens negros na construção da democracia do país. Discorreu sobre as brechas do programa Juventude Viva, denunciou o auto de resistência, apelou para que a presidência se pronunciasse contra a redução da maior idade penal e defendeu a desmilitarização da polícia.

Sexta Intervenção nossa: A sexta pessoa a falar foi Ana Flávia Magalhães Pinto, integrante doColetivo Pretas Candagas e da Campanha A Cor da Marcha, que discorreu sobre Comunicação, Educação e Saúde. Saudou a memória de todas as pessoas negras que historicamente lutaram, as que atualmente lutam e as que virão para fortalecer o combate à desigualdade racial no Brasil e no Mundo.

Apresentou a carta protocolada na Presidência e defendeu mais uma vez a importância do encaminhamento das solicitações ali registradas. Denunciou o apagamento dos sujeitos históricos negros na luta por cidadania, desde o período da Independência. Defendeu a criação de uma lei de mídia democrática, de modo a fortalecer a agenda de democratização da comunicação e a garantia de acesso e participação da população negra nos meios de comunicação.

No item Educação, defendeu a criação cotas em programas de bolsas para estudantes negros na graduação e na pós-graduação; o estabelecimento de uma ação afirmativa pelo fortalecimento da inserção de estudantes negros no Programa Ciências sem Fronteiras. Alertou para a urgência de uma ação no MEC voltada para o mapeamento e a divulgação das recentes pesquisas que tratam das formas de resistência negra no período escravista e no pós-abolição.  Defendeu o real fortalecimento institucional da implementação da Lei n. 10.639.

Quanto à Saúde, alertou para importância estratégica de fortalecimento institucional da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, na medida em que 70% dos usuários do SUS são negros. As tentativas de desmantelamento do SUS, portanto, devem ser enfrentadas como uma das mais ferozes demonstrações de Racismo Institucional. Por fim, reafirmou a urgência da regularização e fortalecimento dos programas de proteção a testemunhas e dos programas nacionais de defensores/as de direitos humanos.

Outras Intervenções:

* Ivanir dos Santos (CEAP) falou do descaso do Estado com as religiões de matrizes africana e  criticou a atenção que é dada às igrejas evangélicas. Convidou a presidenta Dilma a estar pelo menos no café da manhã que antecede a 6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que ocorrerá no Rio de Janeiro no dia 8 de setembro.

Frei Davi (EDUCAFRO) reclamou da ausência de cotas nos serviços públicos e pediu a ampliação das cotas para os cursos de medicina e direito.

Depois dessas falas a palavra retornou para a presidente Dilma, que assumiu que todas as denúncias feitas pelo grupo eram pertinentes. A presidenta pontuou que apesar dos avanços o Brasil ainda é um país racista, incapaz de dar a resposta que a população negra precisa. Disse que esse governo deu os primeiros passos, mas que ainda há muito o que se fazer.

Encaminhou as demandas específicas para os ministros presentes Gilberto Carvalho (Secretário Geral  da Presidência da República) e Aloízio Mercadante (Ministro da Educação), afora a ministra Luiza Bairros, da SEPPIR. Falou do estado de alerta que ficou quando teve acesso aos dados de violência no Brasil e encaminhou para que a ministra Luiza Bairros estabelecesse, em articulação com a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, um Fórum Permanente de Combate ao Genocídio da Juventude Negra. Se colocou contra a redução da maior idade penal e relatou que, em conversa com o presidente do STF, pontuou que essa proposta visa a atingir e criminalizar pobre e negros. Também manifestou discordância em relação à aprovação da PEC 215, uma vez que se trataria de uma medida inconstitucional.

Falou que aceitava o convite de ir à caminhada do povo de santo do Rio de Janeiro e pediu ao ministro Gilberto que priorizasse o evento na sua agenda. Falou que vai encaminhar com qualidade o decreto da Seppir instituindo cotas nos serviços públicos. Agradeceu a presença de todas/os e se despediu passando a palavra para o ministro Mercadante para que ele desse um retorno sobre os demais pontos.

Aloízio Mercadante: Expôs uma série dados estatísticos e de ações que o MEC tem desenvolvido quanto à Lei 10.639 e à inclusão de estudantes negros no ensino superior; e marcou uma reunião setorial prevista para a próxima sexta-feira, com o objetivo de debater as questões levantadas na reunião.

Gilberto Carvalho: Sinalizou para a abertura da Secretaria Geral para agendar as reuniões com os outros Ministérios citados na carta, além dos Ministérios do Meio Ambiente e  do Planejamento.

Estiveram na reunião:

  1. Ana Flávia Magalhães Pinto – Coletivo Pretas Candangas / Campanha A Cor da Marcha
  2. Angela Maria da Silva Gomes – CNPIR
  3. Arilson Ventura – CONAQ / CNPIR
  4. Cida Abreu – Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do PT
  5. Cledisson Geraldo dos Santos Júnior – ENEGRECER / CNPIR
  6. Edson França – UNEGRO / organização com assento no CNPIR
  7. Estela Maris Cardoso – Fórum de Mulheres Negras / CNPIR
  8. Flávio Jorge – CONEN / organização com assento no CNPIR
  9. Frei David – EDUCAFRO / CNPIR
  10. Helcias Roberto Paulino Pereira – APNs
  11. Ivanir dos Santos – CEAP / organização com assento no CNPIR
  12. João Carlos Borges Martins – ANCEABRA
  13. José Vicente – Faculdade Zumbi dos Palmares
  14. Marcos Rezende – CEN
  15. Maria da Conceição Lopes Fontoura – Maria Mulher / AMNB / CNPIR
  16. Paulino de Jesus Cardoso – ABPN / CNPIR
  17. Sueide Kintê – Instituto Flores de Dan / Articulação Mulheres & Mídias Bahia
  18. Valdecir Pedreira do Nascimento – Instituto Odara / CNPIR
  19. Valkiria de Sousa Silva – CENARAB / CNPIR

Fonte: http://africas.com.br

CARTA MENSAL: JULHO/2013

18 de julho de 2013 Deixe um comentário

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São Paulo, 01 de Julho de 2013

Malungos e Malungas,
Companheiros e Companheiras de Fé e Luta!

Com a proximidade da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR) evento convocado pela Presidenta Dilma Rousseff, que acontecerá em Brasília entre 5 e 7 de novembro, as bases do Movimento Social Negro e as próprias organizações governamentais afeitas à Promoção da Igualdade Racial se mobilizam pelo País afora não só para montar as varias delegações mas para avaliar e refletir sobre a política de Ações Afirmativas em especial nestes dez anos de governo onde o ponto central tem buscado ser a Democracia e o Socialismo.

Não podemos negar os importantes avanços que o Brasil acumulou nos últimos oito anos, em diversos campos do desenvolvimento social, além de importantes instrumentos no combate ao racismo e na formulação de políticas como a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR); o Conselho Nacional de Promoção de Igualdade Racial (CNPIR) a realização das duas últimas Conferências Nacionais e os inúmeros conselhos e departamentos executivos nos Estados e Prefeituras.

O desafio imposto ao Governo brasileiro é dar conta da implementação dos Planos e Programas frutos das conferências, encontros, debates.

Nossa função enquanto entidade do movimento negro nacional é não só propor ações e políticas, mas acompanhar de forma critica e dialógica a execução das agendas.

O Brasil passa por um momento novo, após as mobilizações sociais dos últimos dias, o despertar das ruas, pautou os políticos e redefiniu as ações programáticas para que o país avance.
O tema central da III CONAPIR “Democracia e Desenvolvimento por um Brasil afirmativo, sem racismo”, deve significar para nós, ampliar as fronteiras da cidadania para além dos limites consagrados pelo privilégio, impostos por injustiças sociais e econômicas.

Malungos e Malungas,
Os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) nasceu grande e segue forte por essas três décadas ajudando o conjunto da sociedade a pensar um novo Brasil. E assim vamos seguir por mais tempo.
Por conta dos 30 anos dos APNs ao longo deste ano, devemos sim celebrar nos vários espaços mas devemos também criar ambientes de avaliação e reconhecimento da nossa importância juntamente com o movimento negro no combate ao racismo e na construção das políticas públicas, contradizendo a visão de que é dividido, de que não produz resultados. O movimento negro não deve ter a marca de ineficiente, pois perseguir a radicalização da democracia é o principal veio para garantir a igualdade.

No axé e na esperança!

Nuno Coelho
Coordenador Nacional