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Convite: Catálogo do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento

28 de março de 2012 Deixe um comentário

Recebemos esse convite especial dos malung@s da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), vinculado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal).

 

Cojira-AL realiza reunião de planejamento para 2012

30 de janeiro de 2012 Deixe um comentário

Texto: Helciane Angélica  / Fotos: Allexsander Porfírio


No dia 21 de janeiro, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), integrantes da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas se reuniram para avaliar as ações executadas no ano passado e fazer o planejamento para 2012.
Na discussão, foram destaques a importante atuação no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), vinculado a Seppir, onde a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira/Fenaj) que tem como representante titular Valdice Gomes (Cojira-AL) e na suplência Sionei Leão (Cojira-DF); a participação no Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI), que ocorreu em novembro na cidade de Salvador (BA); a articulação do curso gratuito de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, onde Maceió foi uma das sedes; além da divulgação do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento e participação no lançamento da Campanha de Autodeclaração Racial e Étnica – “Jornalista de verdade assume a sua identidade!”.
Dentre os principais encaminhamentos para esse ano, estiveram: celebrar os quatro anos da Coluna Axé; promover a integração com jornalistas e acadêmicos através do Sarau da Cojira; realizar um seminário sobre “Mídia e intolerância religiosa” como parte integrante das ações do centenário do “Quebra de Xangô”; produzir uma cartilha sobre as questões étnicorraciais, além de garantir a publicação da 3ª edição do encarte afro “Axé Especial”, no jornal Tribuna Independente.
Estiveram presentes na reunião as jornalistas Emanuelle Vanderlei, Helciane Angélica e Valdice Gomes, e o acadêmico de jornalismo, Domingos Intchalá. A próxima reunião foi agendada para o dia 03 de março, a partir das 9h, na sede do Sindjornal.
Visita
Na ocasião, também, teve a visita do Coordenador Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), Nuno Coelho (de blusa branca), que elogiou a atuação da Cojira-AL na divulgação das ações do movimento negro e o desafio de sensibilizar os profissionais da área.
A Cojira não tem o papel apenas de pautar os veículos de comunicação, para mim, tem o papel maior de capacitar os jornalistas, de contribuir para a comunicação inter-pessoal para a consciência social, ideológica, política no processo de vivência, independente de ser militante”, destacou.
Nuno sugeriu a realização do intercâmbio com Universidades e a produção de artigos sobre as questões étnicorraciais, além disso, aproveitou para mencionar o seu interesse de ter a parceria na celebração dos 30 anos da entidade nacional, cujas atividades ocorrerão de 13 a 17 de março de 2013, nas cidades de Maceió e União dos Palmares. “A Cojira de Alagoas, terá um papel fundamental na discussão da pauta, não só de prestigiar o evento [30 anos dos APNs], e sim, capacitar profissionais de comunicação para essa consciência e motivação”.

Funcionária é agredida dentro do Supermercado GBarbosa

24 de dezembro de 2011 1 comentário

A vítima que é uma mulher negra sofreu violência moral e física, e o gerente da loja evitou prisão em flagrante

Texto e fotos: Helciane Angélica – Jornalista/integrante da Cojira-AL

O Natal é considerado o período mais esperado do ano para as famílias e empresas, onde as pessoas pregam a paz, união e o amor ao próximo, além de irem às compras para adquirir os produtos das confraternizações e garantir a troca de presentes. Porém, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal) denuncia um fato lamentável que ocorreu na última quinta-feira (22.12) em Maceió.

Por volta das 10h30, no Supermercado GBarbosa localizado no bairro da Cruz das Almas na capital alagoana, a funcionária Cássia da Silva Nicandio, 37, foi covardemente agredida por outro funcionário chamado James das Neves Bernardes no próprio local de trabalho. Segundo a vítima, James era uma pessoa reservada e tranquila, mas nos últimos dias estava sendo grosseiro com todos, inclusive, com a encarregada do setor.
Eu fui conversar para saber o que estava acontecendo, ele tinha faltado e perguntei se estava doente, se estava tudo bem. Ele disse que tinha todas as doenças do mundo e que ninguém do trabalho acreditava”. Cássia terminou perguntando se aquilo era destinado a ela, e aos gritos James respondeu: “se a carapuça serviu o problema é seu”. Diante da resposta ríspida, pediu para abaixar o tom de voz e foi quando ele partiu para cima, ela se protegeu com um empurrão e depois foi atingida com uma lata de refrigerante na cabeça.
A partir daí, as agressões se multiplicaram sobre os olhares de outros funcionários e clientes. James tentou dar uma “gravata” no pescoço, jogou-a no chão, deu socos e pontapés, enquanto, as pessoas gritavam pedindo para parar e tentavam afastá-lo. Com a chegada do gerente, o ataque cessou e os demais funcionários queriam linchá-lo, mas, ele foi conduzido para o setor pessoal onde ficou um tempo, deixou seu atestado médico, e em seguida liberado.

A polícia não foi acionada e com a demora da SAMU, a vítima saiu desacordada em um carro de um amigo e foi atendida em um hospital particular. Posteriormente, seguiu para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher; onde prestou queixa e o boletim de ocorrência, depois foi até o Instituto Médico Legal (IML) fazer o exame de corpo de delito.
Para a ativista do movimento negro alagoano, Filomena Felix Costa – Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), onde Cássia também é integrante – sua amiga foi duplamente agredida. “Foi um absurdo o agressor não ter sido preso em flagrante. Se fosse uma cliente que tivesse sido espancada, ele seria liberado? E se fosse alguém que estivesse roubando a loja, mesmo que fosse um confeito também seria liberado? Onde estavam os seguranças? Esse caso não pode ser esquecido, temos que denunciar na mídia porque a empresa foi conivente durante o momento e também por se tratar de uma mulher humilde e negra, que foi humilhada e teve seus direitos violados”, exaltou.
De acordo com Cássia Nicandio, o gerente mencionou que pretende demitir o funcionário, assim como, afirmou que a empresa está à disposição dela para o que for preciso, e que ela junto à família fizesse o que estivesse ao seu alcance para denunciar o agressor. Neste momento, Cássia anda com dificuldades devido ao inchaço na perna e dores no corpo, e afirma está se sentindo envergonhada com o que aconteceu.


Assessoria jurídica

 

 

O advogado Alberto Jorge Ferreira dos Santos, conhecido por Betinho, que é Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Alagoas) está acompanhando o caso. Ele informou que entrará com uma ação de rescisão indireta de contrato de trabalho, pois a vítima encontra-se em estado de choque e sem condições de exercer suas funções no local, além disso, a omissão da empresa ainda pode acarretar em danos morais.
Em relação a James, o advogado comparecerá com a vítima na próxima terça-feira (27.12) às 9h na Delegacia das Mulheres para conversar com a delegada Paula Mercês da Silva e saber se a intimação referente à lesão corporal foi entregue e seguir com trâmites legais necessários para punir o agressor.

Cojira-AL debate o Estatuto da Igualdade Racial

1 de julho de 2011 1 comentário
A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) promove no próximo sábado (2 de julho), um encontro de formação sobre o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado em 2010. O evento acontece das 9h às 12h, na sede do sindicato, tendo como palestrante Helcias Pereira, coordenador nacional de formação dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (Apns) e conselheiro titular do Conselho Nacional de Promoção da igualdade Racial (Cnpir).

Segundo informou a presidente do Sindjornal, Valdice Gomes, o objetivo é capacitar os jornalistas integrantes da comissão por meio do aprofundamento e atualização em torno do Estatuto da Igualdade Racial, um documento que traz para o mundo jurídico o instituto das ações afirmativas, especialmente, o capítulo que trata dos meios de comunicação. “O estatuto representa um avanço no que se refere às políticas de igualdade racial para a população negra. Mas, poucos brasileiros conhecem o seu teor”, destacou.
Antes da palestra, os integrantes da Cojira se reúnem para discutir entre outros pontos de pauta, como: uma visita às redações para divulgar o Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, lançado pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio e Janeiro, que tem como finalidade estimular a produção de conteúdos jornalísticos que contribuam para a prevenção, combate e eliminação de todas as formas de manifestação do racismo e discriminação racial.
A iniciativa também visa incentivar a discussão de medidas de combate às desigualdades etnicorraciais no Brasil, com destaque para a população negra, em todos os veículos de comunicação (jornal, revista, televisão, rádio e internet). Também estará em discussão o Curso Gênero, Raça e Etnia para jornalistas, que acontecerá em oito capitais, entre elas Maceió. O evento é uma parceria da Fenaj com a ONU Mulheres, a entidade das Nações Unidas pra a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.
A Cojira-AL tem como objetivo contribuir para o debate e a reflexão sobre a realidade dos cidadãos afro-descendentes e os mecanismos utilizados pelos meios de comunicação ao abordar as temáticas relacionadas à causa negra. Interligada ao Sindjornal, a comissão existe desde novembro de 2007. Foi o primeiro núcleo do Nordeste a trabalhar as questões étnico-raciais no movimento sindical da categoria. Desde então, vem contribuindo na interlocução entre o movimento negro e a mídia alagoana.
Fonte: COJIRA-AL

Tambor falante discute Racismo e Homofobia

6 de abril de 2011 Deixe um comentário

Jair Bolsonaro e seus preconceitos

Por: Helciane Angélica – com informações de agências nacionais
 

CONVITE - ABERTO AO PÚBLICO

Na última semana, as declarações do Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no quadro “O povo quer saber” do programa CQC na Band gerou muita revolta e debates nas reuniões do movimento negro, lista de emails e redes sociais. Ele é considerado o deputado federal mais polêmico do Brasil, além de ser considerado porta-voz da extrema direita militar e admirador de todos os generais que assumiram à Presidência no período da ditadura, incluindo, Médici, Figueiredo e Geisel.
Na entrevista foram realizadas várias perguntas, inclusive, uma feita pela cantora Preta Gil (filha do ex-ministro Gilberto) sobre a possibilidade de um homem branco se apaixonar por uma mulher negra. “Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”, declarou Jair Bolsonaro. Também criticou o homossexualismo e o sistema de cotas raciais.
No último domingo (03.04) teve o protesto Fora Bolsanaro na Praça do Ciclista – Av. Paulista em São Paulo, com a participação de ativistas nos mais diversos setores sociais. E inúmeras notas públicas de repúdio estão sendo divulgadas pelo país afora, até a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), disse esperar que a Câmara dos Deputados haja com firmeza no caso do deputado e seja encaminhado para a Comissão de Ética devido a quebra de decoro.
Gostaríamos de lembrar que “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime previsto na Lei nº9.459 de 13 de maio de 1997, tem pena de reclusão de um a três anos e multa; caso o crime seja “cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza”, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão e mais multa.
Não venha com essa de que é liberdade de expressão, entretenimento, que ele não entendeu direito as perguntas, etc – como pode um parlamentar que deveria dar o exemplo, propagar em rede nacional todo o seu ódio para mais da metade da população brasileira e isso ficar impune? RACISMO É CRIME, e infelizmente, tem muitos casos arquivados e outras pessoas como ele espalhadas por aí! “Olorum Kolofé Axé – Deus te abençoe e te dê força!”. Continuaremos na luta por respeito e igualdade!
Fonte: Coluna Axé/Tribuna Independente – nº144 (05.04.11)

Anajô participará do aniversário da COJIRA/AL

25 de novembro de 2010 Deixe um comentário

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculado aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) confirmou sua participação com alguns representantes no aniversário de três anos da COJIRA-AL.

 

COJIRA-AL completa três anos

24 de novembro de 2010 Deixe um comentário

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – mocambo estadual dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – parabeniza a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (COJIRA-AL) pelos três anos de atuação em nosso Estado que completa hoje (24 de novembro).

Parabéns malungos e malungas (companheiros de luta), pela dedicação, compromisso social e pelas contribuições na visibilidade das questões étnicorraciais e das ações político-culturais do movimento social negro.

Vocês são nossos guerreiros e guerreiras da atualidade! São nossos representantes na mídia e tem contribuído para a abertura de espaços nos veículos de comunicação. Parabéns pela Coluna Axé, Informes Afros, Cobertura jornalística dos eventos, a retrospectiva afro-alagoana e recentemente pelo Encarte Afro “AXÉ!” publicado no jornal Tribuna Independente, no Dia Nacional da Consciência Negra deste ano.

Vida longa ao grupo!

“Olorum Kolofé Axé!” (Deus te abençoe e te dê força)

 

ANAJÔ/APN-AL