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Comitê alagoano defende cotas e ações afirmativas na Lei Aldir Blanc

10 de setembro de 2020 Deixe um comentário

Entidades representativas do movimento negro, dos segmentos afro-culturais, grupos de capoeira, de comunidades quilombolas, afro-empreendedores e das casas de terreiro de Alagoas criaram o Comitê Alagoano em Defesa de Cotas e Ações Afirmativas na Lei Aldir Blanc. O objetivo é exigir a democratização, transparência, monitoramento e fiscalização pública do orçamento destinado ao Estado de Alagoas, e que parte dessas verbas seja distribuída proporcionalmente, à população afro-alagoana integrante de cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais, e afro-negócios criativos.


Nesse sentido, uma representação do Comitê participa de audiência com o defensor-geral do Estado, Carlos Eduardo de Paula Monteiro, nesta sexta-feira, 11 de setembro, às 10hs, na sede da Defensoria Geral do Estado, situada na avenida Fernandes Lima, Farol. O comitê alagoano, assim como os demais criados em outros Estados, faz parte da mobilização em apoio à Campanha Nacional em Defesa de Cotas e Ações Afirmativas na Lei Aldir Blanc de emergência ao setor cultural.


De acordo com a Carta a Alagoas, manifesto assinado por 68 entidades, a Lei 14.017, de 29 de junho de 2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, de autoria da deputada federal Benedita da Silva, tem destinação emergencial diante da crise humanitária que já causou mais de 128 mil mortes e mais de 4 milhões de infectados pelo covid-19 no País, sendo que a maioria é negra.

No caso de Alagoas, afirmam que dados do informe epidemiológico da Sesau mostram que a população negra (soma de pardos e pretos de acordo com o IBGE) representa 70,6% dos casos confirmados de covid-19, e 72% dos óbitos.


Os segmentos reivindicam aos poderes constituídos, órgãos e instituições competentes recomendação ao Estado de Alagoas e às Prefeituras Municipais com vistas a assegurar que no mínimo 54%, percentual correspondente população negra brasileira, dos recursos públicos destinados a Alagoas pela Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, seja investido como medida de ação afirmativa de promoção da igualdade racial e reparação histórica.

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Comitê Alagoano em Defesa de Cotas e Ações Afirmativas na Lei Aldir Blanc
Informações: Valdice Gomes (82) 9999-1301 \ 8878-7484
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)

CARTA A ALAGOAS PARA O BRASIL VER!

3 de setembro de 2020 Deixe um comentário

As entidades integrantes do Comitê Alagoano em Defesa de Cotas e Ações Afirmativas na Destinação dos Recursos da Lei Aldir Blanc para a população negra exigem a democratização, transparência, monitoramento e fiscalização pública do orçamento destinado ao Estado de Alagoas, sendo que parte dessas verbas seja distribuída proporcionalmente, à população afro-alagoana integrante de cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais, e afro-negócios criativos.

A Lei 14.017, de 29 de junho de 2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, tem destinação emergencial diante dessa crise humanitária que já causou mais de 122 mil mortes e mais de 4 milhões de infectados pelo covid-19 no País, a maioria negra.

Alagoas, segundo menor estado da federação e um dos mais pobres, tornou-se o berço da resistência negra no Brasil com o Quilombo dos Palmares, no século XVI, o mais organizado e duradouro das Américas. Hoje possui 69 comunidades quilombolas rurais e milhares de terreiros de matrizes africanas. 

Cerca de 70% da população alagoana é formada por negros, segundo dados do IBGE, considerada de alta vulnerabilidade social, nos limites da pobreza e da pobreza extrema, protagonizando alguns dos piores índices sociais no País. Entre eles, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,677, ocupando o 27º lugar entre os estados. Além disso, a pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor e Raça”, divulgada pelo IBGE, com base em dados de 2018, revela que entre os 10% dos alagoanos com menores rendimentos, 82% são pretos ou pardos, enquanto as pessoas brancas são apenas 17% deste total.

Existem vários segmentos sociais que expressam a cultura afro-alagoana e afrobrasileira na capital e no interior, incluindo as comunidades quilombolas. Entre eles, afoxés, maracatus, grupos de capoeira, movimento hip hop, Bumba-meu-Boi, escolas de samba, centenas de grupos representativos da cultura popular e outros segmentos da música, teatro, audiovisual, artes cênicas e artes plásticas.

Por outro lado, a Capital Maceió, carrega em sua história a triste experiência de episódios violentos como o Quebra de Xangô, ocorrido em 1912, que representou a destruição das casas de candomblé pelo Estado e perseguição a adeptos de religiões de matrizes africanas, com impactos negativos à difusão e valorização das manifestações afro-culturais, e reflexos na nossa formação cultural.

 De acordo com o Atlas de Violência 2020, Alagoas é o Estado que apresenta maiores diferenças de vitimização entre negros e não negros, com taxas de homicídio de negros sendo 17,2 vezes maiores do que a de não negros. Ou seja, quando se trata de  vulnerabilidade à violência, negros e não negros vivem realidades completamente distintas e opostas dentro de um mesmo território. 

Diante do exposto, considerando que todos os estudos, incluindo os dados do Ministério da Saúde, apontam que a população negra é a mais atingida com a pandemia, sendo a maioria das vítimas tanto em número de infectados quanto de óbitos, sem falar nos impactos socioeconômicos atuais e no pós-pandemia;

Considerando ainda que os empreendedores negros foram mais impactados pela pandemia do coronavírus, entre os donos de pequenos negócios no país. Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que 70% dos negócios entrevistados conduzidos por pessoas pretas estão localizados em municípios que tiveram fechamento parcial ou total dos estabelecimentos;

Considerando as previsões do Estatuto da Igualdade Racial sobre cultura, contidas no Título II, Capítulo II, Seção III, sobre os Direitos Fundamentais da população negra, em especial o Art. 17 que diz que o poder público garantirá o reconhecimento das sociedades negras, clubes e outras formas de manifestação coletiva da população negra, com trajetória histórica comprovada, como patrimônio histórico e cultural, nos termos dos Arts. 215 e 216 da Constituição Federal;

Solicitam a intervenção dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para que defendam que parte da verba da Lei Aldir Blanc destinada ao estado de Alagoas e aos seus municípios, seja distribuída obrigatória e proporcionalmente entre os fazedores da cultura afro-brasileira, territórios onde há resistência das expressões socioculturais negras e, também:

  • A necessidade de autodeclaração e cadastros com o quesito raça e cor e denominação específica dos segmentos regionais de expressão cultural afro-alagoana e afro-brasileira.
  • A divulgação de informativos e propaganda institucional sobre os direitos da população negra relativos à Lei Aldir Blanc, formas de cadastramento, auxílios, programas e editais;
  • A orientação para que as secretarias de cultura municipais criem imediatamente grupos de trabalho com outras instituições afins em paridade com as representações do movimento social negro, grupos afro-culturais, capoeira, e comunidades tradicionais de cada cidade.
  • A participação de Órgãos de Controle, Tribunal de Contas e Ministérios Públicos (Estadual e Federal) no monitoramento da implementação da Lei.
  • O compromisso do estado de Alagoas e dos municípios com a aplicação total dos recursos, sem devolução para a União.
  • Recomendação para estrita observância na destinação dos recursos da Lei Aldir Blanc, da legislação brasileira e dos instrumentos internacionais ratificados pelo Brasil de combate ao racismo, de promoção da igualdade racial e de enfrentamento à violência contra a mulher.
  • Recomendação para o estabelecimento de critérios objetivos e simplificados nos editais para assegurar recursos às iniciativas culturais e ancestrais desenvolvidas pela população afro-alagoana.
  • Recomendação ao Estado de Alagoas e às Prefeituras Municipais com vistas a assegurar que no mínimo 54%, percentual correspondente população negra brasileira, dos recursos públicos destinados a Alagoas pela Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, seja investido obrigatoriamente, como medida de ação afirmativa de promoção da igualdade racial e reparação histórica, proporcionalmente, devendo reconhecer valores imateriais e materiais afro-brasileiros que trazem um legado de resistência ao escravismo e espoliação das civilizações africanas.
  • Investir recursos com critério de gênero específico para mulheres negras e LGBTQIA+ artistas, produtoras e do povo de terreiro, comunidades quilombolas e outros segmentos tradicionais de expressões culturais e artísticas de matrizes africanas. 

Maceió, 02 de setembro de 2020.

ENTIDADES SIGNATÁRIAS 

  1. Abadá Capoeira
  2. Abassá de Angola oyá Igbale
  3. Afoxé Ofá Omin
  4. Afoxé Oju Omim Omorewá
  5. Aliança Nacional LGBTI+
  6. Associação Àdapo da Comunidade Muquém de Remanescentes Quilombolas de União dos Palmares/AL
  7. Associação Cultural Capoeira Tradição
  8. Associação Cultural Meu Berimbau tem Vida
  9. Associação de Desenvolvimento da CRQ Carrasco (Arapiraca)
  10. Associação Desportiva, Cultural e Artística Alagoarte 
  11. Associação profissional dos Técnicos Cinematográficos e Documentaristas de Alagoas
  12. Banda Afro Afoxé 
  13. Banda Afro Dendê
  14. Banda Afro Mandela
  15. Banda Afro Zumbi
  16. Batuque Empreendimentos
  17. Bloco Sururu da Lama
  18. Capoeira Zuavos
  19. Centro Cultural Bobo Gaiato
  20. Centro de Cultura e Estudos Étnicos ANAJÔ (APNs-AL)
  21. Centro de Educação Popular e Cidadania Zumbi dos Palmares – CEPEC
  22. Centro de Estudos e Pesquisa Afro Alagoana Quilombo 
  23. Cia. De Teatro e Dança Afro Aiê Orum
  24. Coletivo Afro Caeté
  25. Coletivo Cia Hip-Hop de Alagoas
  26. Coletivo de Apoio às Trabalhadoras e Trabalhadores – CATT
  27. Coletivo O “Quê” do Movimento
  28. Comissão de Defesa da Promoção da Igualdade Social OAB/AL
  29. Comunidade Quilombola Mameluco – Taquarana
  30. Comunidade Quilombola MUQUÉM – União dos Palmares 
  31. Comunidade Quilombola Poço do Lunga – Taquarana
  32. Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas – CONEPIR
  33. Coordenação Estadual de CRQs de Alagoas Ganga-Zumba
  34. Coordenação Feminina Quilombolas de Alagoas – As DANDARAS
  35. Dagô Produções
  36. Fórum AVA (artes visuais de Arapiraca)
  37. Fórum de Dança e Circos de Alagoas
  38. Fórum de Literatura de Alagoas
  39. Fórum de Música de Maceió
  40. Fórum de Teatro de Maceió
  41. Fórum Miguelense de Cultura
  42. Fórum Setorial de Áudio Visual Alagoano
  43. Frente de Artistas e Técnicos de Alagoas
  44. Grupo de Capoeira Águia Negra
  45. Grupo Gay de Maceió
  46. Grupo Pau e Lata – Palmeira dos Índios
  47. Ilê Axé Ofá Omin
  48. Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá
  49. Instituição Sócio cultural Acauã Brasil
  50. Instituto do Negro de Alagoas – INEG
  51. Instituto Mãe Preta
  52. Maracatu Baque Alagoano
  53. Maracatu Raízes e Tradições
  54. Movimento dos Povos das Lagoas
  55. Museu Cultura Periférica
  56. Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogunté
  57. ONG Axé Tribal
  58. Ong. Patacuri Cultura e Formação
  59. Orquestra de Tambores
  60. Papo de Periferia
  61. Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
  62. Projeto Erê
  63. Quilombo de Capoeira Pôr do Sol dos Palmares
  64. Rede CENAFRO
  65. Rede de Mulheres Negras de Alagoas 
  66. Rede Mulheres de Comunidades Tradicionais
  67. Terreiro Aldeia dos Orixás

Pelo terceiro ano Noite Afro encerra programação de carnaval em Maceió

19 de fevereiro de 2020 Deixe um comentário

Para celebrar o carnaval com muita alegria o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô em parceria com a Dagô Produções realizará a “Noite Afro”, na terça-feira de Carnaval, dia 25 de fevereiro, às 19h30, no Polo Praia – entre a Pajuçara e Ponta Verde. Será uma grande festa, encerrando os festejos, com apresentação dos grupos: Afro Afoxé, Afro Mandela e Samba de Roda K´Posú Betá. No palco, a folia será conduzida pelo show do grupo “Mulheres na Roda de Samba. Durante o evento, acontecerá a Feira Afroempreendedora com muita moda e acessórios afros, empoderando ainda mais esta noite.

O evento faz parte da programação de Carnaval realizada pela Prefeitura de Maceió, através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), que contemplou os grupos por edital. O Anajô, pelo terceiro ano foi contemplado, sendo o responsável por
esta celebração.

Carnaval é alegria, é folia, é festa cultural. E neste encontro popular, você é nosso convidado!

ENTRADA FRANCA!

Serviço:
Carnaval 2020 Polo – Praia com Noite Afro
Dia: 25/02/2020 – terça-feira
Concentração dos blocos: Praia de Pajuçara (em frente ao Lopana)
Inicio: 19h30

Programação:
* Banda Afro Afoxé.
* Banda Afro Mandela;
* Samba de Roda K´Posú Beta
* Mulheres na Roda de Samba
* Feira Afroempreendedora

 

Comunicação: (82) 99616-1053 – Luíla de Paula / E-mail: ascom.anajo@gmail.com

Convite: Festa de encerramento do Projeto Tambor Falante

18 de março de 2018 Deixe um comentário

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Encontro discute agenda com segmento cultural afro-brasileiro

23 de junho de 2016 Deixe um comentário

AFRO07-430x270O presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), Vinícius Palmeira, reuniu-se na última segunda-feira (20) com representantes do segmento  de cultura afro-brasileira e de entidades do movimento negro de Maceió para definição de ações relacionadas à área na capital alagoana.

O encontro resultou na formação de uma comissão que irá propor novos encaminhamentos para a política pública cultural relacionada ao setor.  Nesta quarta-feira (22), os participantes confirmaram uma nova reunião, que deve acontecer no próximo dia 6 de julho, no auditório da própria Fundação.

Na pauta de discussões está a realização dos eventos já consolidados e apoiados pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fmac, que são o Saurê Palmares, comemorativo ao Dia Internacional da Consciência Negra – 20 de novembro; a Festa das Águas, realizada pela passagem do Dia de Iemanjá – 8 de dezembro e o Xangô Rezado Alto, que acontece dia 2 de fevereiro.  De acordo com o diretor de Políticas Culturais da fundação, Marcos Sampaio, a comissão formada por 14 integrantes do segmento de cultura afro-brasileira, deve apresentar sugestões para a execução das festividades culturais.

Coordenada por Vinícius Palmeira, a reunião contou com representantes de 24 entidades, entre as quais o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e a Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial em Alagoas, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), além de diversas comunidades tradicionais de matriz africana e do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Maceió. Os representantes pediram à Palmeira, que intermediasse uma reunião com o prefeito Rui Palmeira, para que possam fortalecer e sugerir novas políticas públicas culturais para a comunidade afrodescendente em Maceió.

Desse encontro destaco as lideranças e instituições veteranas do segmento de cultura afro-brasileira, que se somam ao lado de novas representantes, reforçando e renovando o movimento”,  ressalta Vinícius Palmeira. Ele enfatiza o compromisso da atual gestão, para a realização de ações culturais afro-brasileira em Maceió, fortalecidas nos últimos anos.

Na reunião com o segmento, além de discussões e avaliações sobre as ações executadas pela Fmac, os participantes vivenciaram momentos de alegria, como a declarada  pelo jovem professor de dança Diego Bernardes, que fez questão de tornar público  emoção que sentiu, ao se ver ao lado de lideranças mais antigas. “Eles são as minhas referências”, confessou.

 

Fonte: Marcelo Amorim/Ascom Fmac

Edital das Artes: Prefeitura divulga resultado final

7 de dezembro de 2015 Deixe um comentário
Coletiva na FMAC Sobre O Edital das Artes

Resultado do Edital das Artes foi divulgado nesta segunda-feira. Foto: Marco Antônio/Secom Maceió.

A Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), divulgou nesta segunda-feira (07), o resultado final do Edital de Concurso para seleção de Projetos Culturais e Artísticos para a Cidade, Prêmio Eris Maximiano. A ação selecionou 37 projetos culturais e artísticos para a cidade nos mais diversos segmentos culturais.

O Prêmio Eris Maximiano aporta R$ 1,4 milhão em prêmios com valores entre R$ 20 mil e R$ 80 mil para projetos de produção, difusão, circulação, manutenção e capacitação. Dos 168 projetos inscritos no edital, 133 passaram pela etapa de habilitação e foram analisados por comissões de seleção especializadas de acordo com a classificação do segmento cultural.

Foram selecionadas duas propostas na categoria Patrimônio Material, Imaterial, Arquivos e Museus; três em Artes Visuais, Arte Digital e Fotografia; três em Artesanato, Moda e Design; cinco projetos de Cultura Popular; quatro projetos de Cultura Afro-brasileira; quatro de Literatura livro e leitura; nove de Música; e sete de Artes Cênicas. Estes últimos, Música e Artes Cênicas, foram os segmentos com maior número de projetos apresentados.

Os proponentes que desejarem acesso às notas concedidas pela comissão julgadora devem documentar o pedido e protocolar o mesmo na sede da Fundação.

Acesso democrático

Em conversa com a imprensa nessa manhã o presidente da FMAC, Vinicius Palmeira, chamou a atenção para a importância da democratização do acesso aos recursos da cultura cada vez mais constantes na gestão municipal. “Com esse edital iniciamos o processo previsto na revisada Lei Municipal de Incentivo a Cultura e todos os projetos aprovados, são projetos incentivados, ou seja, eles já têm o recurso garantido para sua realização”, destaca.

Vinícius Palmeira - Secretário de Cultura

Presidente da Fmac, Vinícius Palmeira, conversou com a imprensa. Foto: Marco Antônio/Secom Maceió.

O presidente lembra que somados os recursos investidos no Prêmio Eris Maximiano e no recém-divulgado Edital do Audiovisual, a Prefeitura investe um total de R$ 2,3 milhões na produção cultural local. “Isso levando em consideração os editais para projetos de iniciativa da comunidade cultural; mas é preciso lembrar que os festejos populares tradicionais como São João e Carnaval também são construídos em parceria com a comunidade em processos seletivos cujo edital também é o meio de seleção prioritário”, explica Vinicius Palmeira.

O diretor de Políticas Culturais da FMAC, Marcos Sampaio, destaca a lisura do processo de seleção feito por comissões de trabalho formadas por especialistas em cada área avaliada. “Isso é importante, porque o avaliador não está levando em consideração nenhum tipo de conhecimento prévio que tenha dos artistas ou grupos envolvidos no projeto. A seleção é feita apenas a partir da análise do projeto e anexos escritos e apresentados”, afirma.

A presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Fátima Menezes, reconhece os editais como a melhor forma de promover o acesso de todos aos recursos públicos. “Nós que constituímos a comunidade cultural temos que cada dia mais investir em qualificação e capacitação para elaboração de projetos. Esse é o meio de acesso a patrocínios não só no município de Maceió, mas em todo território nacional e até internacional”, avalia.

 

Veja a lista de projetos aprovados:

– Patrimônio Material, Imaterial, Arquivos e Museus

É DIA DE FEIRA – 50.000,00

JANGADA DE PAU – 80.000,00

 

– Artes Visuais, Arte Digital e Fotografia

EXPOSIÇÃO JARDINS SUSPENSOS – 30.000,00

CANTEIROS DE OBRAS – 40.000,00

LABORATÓRIO DE INTERVENÇÕES E NARRATIVAS URBANAS – 20.000,00

 

– Artesanato, Moda e Design

O BORDADO FILÉ – 30.000,00

NO TACHO DO RIACHO – 20.000,00

SURURU DAS ALAGOAS DA GASTRONOMIA A ARTE DE FAZER – 30.000,00

 

– Cultura Popular

PONTINHOS DE CULTURA DE BRINCADEIRAS POPULARES – 20.000,00

O COCO ALAGOANO “PRA TODO MUNDO PISAR” DA RAIZ AO CONTEMPORÂNEO – 30.000,00

CIRANDA DE MEMÓRIAS – 80.000,00

REDE SOCIOCRIATIVA DO COCO DE RODA – 50.000,00

ENCONTROS 2016 – MARACATU DE BAQUE VIRADO – MACEIÓ – AL – 40.000,00

 

– Cultura Afro-brasileira

BRASIL DOS ORIXÁS – 30.000,00

SARAVÁ – 50.000,00

A CODIFICAÇÃO CORPORAL DA DANÇA DE IANSÃ NAS COREOGRAFIAS DO AFOXÉ OJU OMIM OMOREWÁ – 20.000,00

TAMBOR FALANTE – REFLETINDO, DEBATENDO E TRANSFORMANDO REALIDADES – R$ 40.000,00

 

– Literatura, Livro e Leitura

AMORES ÉBRIOS – 30.000,00

EM CANTOS AFRICANOS – 40.000,00

PAPEL NO VARAL – POESIA DE TODO CANTO, POESIA PARA TODO MUNDO – 40.000,00

PENSANDO A CULTURA ALAGOANA: “A SENSABORIA DOS INDEFECTÍVEIS E DETESTÁVEIS MARACATUS”: O QUEBRA DE XANGÔ E OS MARACATUS EM ALAGOAS NO INÍCIO DO SÉCULO XX. E “DE JACINTO A TORORÓ”: A REINVENÇÃO DO SÃO JOÃO DE MACEIÓ. – 20.000,00

 

– Música

A INVENÇÃO É A MÃE DAS NECESSIDADES DO ARTISTA VITOR PIRRALHO E UNIDADE – 30.000,00

FESTIVAL MAIONESE 10 ANOS – MÚSICA ALTERNATIVA, ARTE LIVRE E CULTURA INDEPENDENTE – 40.000,00

BAIONANDO – 70 ANOS DE BAIÃO – 20.000,00

DVD WADO 15 ANOS – O MANIFESTO DE 1977 – 40.000,00

IV FALAME – FESTIVAL ALAGOANO DE MÚSICA ERUDITA – 40.000,00

RUMOS E RUMORES – 40.000,00

MASSALA – CIRCULAÇÃO – 30.000,00

RÁDIO CABEÇA – 30.000,00

DVD PROJETO PALCO ABERTO – 12 ANOS – 40.000,00

 

– Artes Cênicas

ESPETÁCULO VOLANTE DE PRAÇA EM PRAÇA – 30.000,00

A VELHA – 40.000,00

CADÊ MEU NARIZ?! – II ENCONTRO DE PALHAÇO DE MACEIÓ – 80.000,00

VOLTA À SECA – REVENDO O CANGAÇO EM ALAGOAS – 30.000,00

ENTRE RIO E MAR, HÁ LAGOANAS – 40.000,00

COMPANHIA DOS PÉS 16 ANOS – 50.000,00

ESPETÁCULO – A FARSA DA BOA MOÇA – 30.000,00

 

Clique aqui e confira a publicação no Suplemento do DOM com a lista dos projetos selecionados.

Clique aqui para conhecer a comissão julgadora dos projetos.

 

Fonte: Secom Maceió com Ascom Fmac

Anajô realiza Xirê de Malung@s em evento de bandas afros

3 de novembro de 2015 Deixe um comentário

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Nesse domingo(08.11) as bandas afros Mandela, Zumbi e Afoxé realizarão mais uma importante edição do projeto Juntos & Misturados, a partir das 10h, em frente à Escola Estadual Professor Rosalvo Lobo no bairro da Jatiúca em Maceió (Av. Presidente Castelo Branco).

Desta vez, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô foi convidado para realizar uma atividade de formação, cuja instituição denomina Xirê de Malung@s (Roda/Encontro de Companheir@s de Luta) sobre o tema “Pertencimento Negro”. Os facilitadores serão: Helcias Pereira e Valdice Gomes.

Prestigie!

Anajô/APNs na Kizomba das Mulheres Negras

29 de outubro de 2015 Deixe um comentário

O Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras no Estado de Alagoas promoveu  nessa quarta-feira(28.10), a “Kizomba das Mulheres Negras”, na Orákulo Chopperia localizada no bairro do Jaraguá em Maceió.DSC04230

Integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) marcaram presença na atividade, e também, estiveram envolvidas na organização. Foi momento de celebração, renovação da luta e exaltação do trabalho de grupos afroculturais locais.

O evento contou com a apresentação do Afoxé Povo De Exú; Coletivo Afro Caeté; Afoxé Oju Omim Omorewá; Banda Afro Mandela; Banda Afro Zumbi; Banda Afro Afoxé; Grupo Segura O Coco; Mel Nascimento & Malacada; Grupo Cadência; além de Igbonan Rocha & Samba de Nêgo com as participações especiais de Luana Costa, Carla Araújo, Ismair Martins e Janaina Martins.

O comitê impulsor alagoano já conseguiu dois ônibus para levar a comitiva alagoana até a Marcha das Mulheres Negras 2015, que acontecerá no dia 18 de novembro em Brasília. E agora, o recurso arrecadado com a comercialização dos ingressos será revertido para quitar as despesas com alimentação e alojamento.

Saiba mais: http://www.marchadasmulheresnegras.com/

Participe da Kizomba das Mulheres Negras

27 de outubro de 2015 Deixe um comentário

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Movimento negro alagoano se reúne com presidenta da FCP

15 de outubro de 2015 Deixe um comentário

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