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“Julho das Pretas” continua debatendo racismo e opressão de gênero

17 de julho de 2017 Deixe um comentário

A programação “Julho das Pretas”, idealizada e organizada por um grupo de entidades que atuam no combate ao racismo e à opressão de gênero em Alagoas para marcar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e o Dia de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho, continua esta semana, com a realização do Cine-Fórum em escolas públicas, e debates no MISA e na Ufal.

Nesta segunda-feira, dia 17, às 19h o Cine-Fórum exibe o Curta “O Xadrez das Cores”, na Escola Estadual Maria Ivone, situada no Conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins, seguido de debate. O objetivo é levar os estudantes a pensar, refletir e entender as raízes do preconceito. A atividade será coordenada pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).     

Na terça-feira, dia 18, às 14hs, a programação volta a acontecer no auditório do MISA, com o debate “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”. Já no dia 19, o Campus A C Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também será palco do empoderamento feminino, quando o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”.

As atividades do Cine-Fórum continuam no dia 27 de julho, às 19hs na Escola Estadual Rosalva Pereira Viana, localizada na Santa Lúcia, e no dia 28, na Escola Estadual Benedita de Castro, no Clima Bom, às 14hs.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, na República Dominicana, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras nesse continente. Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira quilombola mato-grossense e símbolo da resistência negra no Brasil colonial.

O Julho das Pretas tem à frente várias entidades da sociedade civil que lutam contra o racismo e a opressão de gênero, em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Fapeal e a Ufal.

 

Fonte: Valdice Gomes (jornalista, MTE 288\AL) \ (82)99999-1301

Ocupação no IPHAN terá edição do Tambor Falante

13 de julho de 2016 Deixe um comentário

Ativistas discutirão sobre os impactos do Governo Interino de Michel Temer nas políticas públicas de Igualdade Racial no Brasil

 

BANNERPor: Helciane Angélica – Jornalista

Nesse sábado(16.07) às 15h, no hall do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no histórico bairro do Jaraguá em Maceió, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará uma importante edição do Tambor Falante sobre o tema: “Os Impactos do Governo Interino de Michel Temer nas Políticas para a Igualdade Racial”.

A instituição do movimento negro alagoano atendeu ao convite dos(as) manifestantes que estão na OCUPAÇÃO FORA TEMER há mais de 50 dias na sede do IPHAN/AL. O protesto foi iniciado após o anúncio da extinção do Ministério da Cultura e as intervenções do presidente em exercício – considerado golpista por grande parte da população brasileira – que tem contribuído para o retrocesso nas políticas públicas.

Em relação às políticas de igualdade racial, foi publicado um decreto que transferiu dotações orçamentárias constantes do Orçamento Fiscal da União (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), do extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos para a Presidência da República, no valor de R$ 12.927.981,00 (doze milhões, novecentos e vinte e sete mil, novecentos e oitenta e um reais). Michel Temer também exonerou vários funcionários, excluiu órgãos e secretarias extremamente importantes para o desenvolvimento social, a exemplo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Aiê Orum  (2)O evento é direcionado aos ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores e estudantes. No encerramento, terá a performance artística da Companhia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum criada em 2009, com o objetivo de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira por meio de oficinas de Danças Afro Brasileira para jovens de comunidades periféricas e de escolas públicas.

“Com esse projeto queremos proporcionar o debate, a troca de experiências e chegarmos onde a valorização, o respeito e a qualidade de vida ainda está a desejar. Com esse tema sobre análise de conjuntura política, vamos refletir sobre a política de igualdade racial e as ações desse presidente ilegítimo que não nos representa. Ultimamente, estamos vivendo um caos no país!”, exaltou Maria Madalena da Silva, presidente do Anajô.

Facilitadores

A atividade contará com as intervenções de dois ativistas alagoanos, que atuam efetivamente na luta pela valorização das questões étnicorraciais, combate do racismo e intolerância religiosa. Os facilitadores serão:

CLÉBIO ARAÚJO: Historiador; Vice Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal); Coordenador do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros (NEAB-Uneal); Vice Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); e Pesquisador da história e cultura afroalagoana.

VALDICE GOMES: Jornalista; Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); Integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualde Racial (Cojira-AL); Diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); e Vice Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (APNs-AL).

Projeto

O projeto “TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades” foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, uma realização da Prefeitura de Maceió por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Ao todo, serão cinco edições com temas diversos e busca contribuir para a troca de conhecimentos e a formação sociopolítica, que resultará na produção de um livro e DVD.

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.

 

SERVIÇO:

Tambor Falante sobre conjuntura política e igualdade racial

Dia: 16/07/2016 (sábado)

Hora: 15h00

Local: IPHAN/AL – Rua Sá e Albuquerque, nº 157, Jaraguá, Maceió/AL – próximo à Praça Dois Leões

ENTRADA FRANCA!

Tambor Falante aborda: “Os Impactos do Governo Interino de Michel Temer nas Políticas para a Igualdade Racial”

10 de julho de 2016 Deixe um comentário

cartaz.tamborfalante-16.07.16

Membros do Anajô reúne amigos e familiares no Xirê de Malung@s

24 de novembro de 2015 Deixe um comentário

convite - Xirê de Malung@s - sede

Anajô realiza Xirê de Malung@s na sede da Coopvila

13 de novembro de 2015 Deixe um comentário

Durante o mês da consciência negra 2015, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realiza um importante momento de integração, formação e sensibilização por meio do Xirê de Malung@s (Roda/Encontro de Companheiros/as de Luta) sobre o tema Pertencimento Étnico.

Nesse sábado(14.11), a atividade acontecerá na sede da Cooperativa Dos Catadores Da Vila Emater na Vila Emater II em Jacarecica, sendo destinada para: catadores(as) de materiais recicláveis, jovens e moradores da comunidade. Os parceiros são: Coopvila, Associação dos Moradores da Vila Emater II (Asmove) e o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb).

O Anajô é uma organização não governamental sediada em Maceió(AL), fundada em 2005, e vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).

 

convite - Xirê de Malung@s

Integrantes de grupos percussivos refletem sobre Pertencimento Étnico

9 de novembro de 2015 Deixe um comentário

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Por: Helciane Angélica

 

O mês da consciência negra celebrado durante todo o mês de novembro, é o período que reverencia o dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares – instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. Trata-se de um mês destinando às atividades que exaltem a história e cultura afroalagoana, realização de apresentações culturais dos segmentos afros e realização de homenagens.

Esse também é o momento para estimular a reflexão sociopolítica sobre a realidade da população negra e das políticas e ações afirmativas, além de discutir sobre os impactos do racismo e a intolerância religiosa. Pensando nisso, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – organização não governamental sediada em Maceió(AL), fundada em 2005, e vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – realizará um importante projeto de formação e sensibilização no mês da consciência negra, o Xirê de Malung@s (Roda/Encontro de Companheiros/as de Luta) sobre o tema Pertencimento Étnico.

O Xirê de Malungos é uma das ações da instituição atuante no movimento social negro. Também são desenvolvidos: debates sobre a Serra da Barriga e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares; palestras sobre racismo e políticas de igualdade racial; Tambor Falante (Ciclo de Debates) sobre as questões étnicorraciais; Cine-Fóruns (projeção de filmes/curtas e discussão); e o projeto Palmares in loco, que promove passeios étnicos e explanações sobre a História do Quilombo dos Palmares.

A programação do Xirê teve início no dia 8 de novembro, durante o evento Juntos & Misturados realizado pelas bandas afros Mandela, Zumbi e Afoxé. Um momento de integração, entretenimento e valorização da cultura afroalagoana, que ocorreu em frente à Escola Estadual Professor Rosalvo Lobo no bairro da Jatiúca em Maceió.

 

Bandas Afros

Na década de 1990, as bandas afros se proliferaram no Estado de Alagoas, se espalharam em vários bairros da capital alagoana, sendo a pioneira a banda afro Mandela (Jatiúca). Também foram formadas a banda Zumbi (Jacintinho), Afoxé (Trapiche), Tambores do Trapiche (Trapiche), Timbatuque (Trapiche), Ilê Axé (Feitosa), Axé Zumbi (Vergel), Civilização Negra (Vergel), e ainda, foram criadas a banda Afrolozzi (Associação Pestalozzi de Maceió) e a banda afro Meninos da Praça, um projeto de inclusão social do Centro Erê, integrado ao Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.

Também foram promovidas várias oficinas de percussão, dança afro e expressão corporal em União dos Palmares, Viçosa e Pilar, que desencadearam a criação das bandas: Afro Revolução, Afro Dandara, Afro Zumba, Afro Gurgumba, dentre outras.

Todas, utilizaram as cores da identidade africana (preto, verde, vermelho e amarelo) nos instrumentos e para caracterizar seus figurinos; as canções destacavam a ancestralidade, a negritude, a beleza do nosso povo, história e riquezas culturais.

 

Filme Anel de Tucum

7 de junho de 2015 Deixe um comentário

Na última sexta-feira (05.06), os integrantes dos Agentes da Pastoral Negros do Brasil (APNs-AL) – Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro – assistiram ao documentário Anel de Tucum. A atividade contou com o apoio do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb).

Dirigido por Conrado Berning em 1994, o filme faz a reflexão sobre a militância e justiça social. O anel de Tucum, é feito da semente de uma espécie de palmeira nativa da Região Amazônica; trata-se de um símbolo que representa o compromisso com as causas populares e a luta pelos direitos dos povos oprimidos.

O cine fórum integrou a programação do Encontro Estadual, que serviu de preparação para o Encontro Nacional que acontecerá em setembro no Rio de Janeiro, com o tema: “Tendências, Cenários e Desafios Futuros para os APNs do Brasil”.