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Posts Tagged ‘Educação’

Reunião Temática sobre Educação para as Relações Étnico Raciais

8 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

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Esse é um importante momento para acompanhar as discussões sobre o Plano Estadual de Educação (PEE), e as lideranças do Movimento Social Negro precisam ficar atentas! No dia 11, terá a audiência pública sobre o “Diagnóstico da educação de Alagoas: Políticas Educacionais, Oferta e Demanda; Infraestrutura e Método de Gestão” e no dia 14, o tema será “Gestão, Financiamento e Monitoramento da Educação”. Mais informações: (82) 3021-2974.

Sessão pública discute capoeira e educação

8 de agosto de 2015 Deixe um comentário

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Integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – organização não governamental vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – estiveram presentes na sessão especial sobre “Capoeira: Educação e as Políticas Públicas”, realizada nessa sexta-feira(07.08), na Câmara Municipal de Maceió. Esse é o quinto consecutivo que a capoeira é abordado na casa parlamentar, uma iniciativa da vereadora Tereza Nelma (Psdb).

Na ocasião, estiveram presentes pesquisadores, gestores públicos, representantes de associações de moradores e instituições do movimento negro alagoano. Da capoeira, participaram das discussões mestres, contra mestres, professores, instrutores e aprendizes de várias idades.

Dentre os grupos de capoeira presentes estavam: Muzenza, Liberdade, Ginga Terapia/Pestalozzi, Escola de Capoeiragem, Raça, Tradição, Viver Capoeira, Candeias, Abadá Capoeira, Coral Nordeste, Filhos de Angola, Arte Brasil e a Associação Cultural Escola Brasil Capoeira.

Confira o registro fotográfico:

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Parabéns Malungo Allex Sander Porfírio

3 de setembro de 2013 Deixe um comentário

O nosso malungo Allex Sander Porfírio de Souza – Coordenador de Formação e Pesquisa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – obteve mais uma conquista pessoal, profissional e acadêmica! Parabéns!

Confira abaixo a notícia postada no blog: http://cojira-al.blogspot.com.br/

O ativista Allex Sander Porfírio – formado em Economia; professor de matemática; e Coordenador do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial no Estado de Alagoas– defendeu sua dissertação de mestrado intitulada: “A prática pedagógica dos professores/as de matemática a partir da implementação da Lei 10.639/03: um estudo de caso na 1ª coordenadoria regional de ensino do Estado de Alagoas”.  

 
Dentre os assuntos aprofundados estiveram: reflexões sobre as relações raciais no contexto escolar; a matemática dos povos africanos; o que é etnomatemática?; Educação Matemática x Ensino da História e cultura africana e afrobrasileira no currículo escolar; racismo, preconceito e discriminação racial; a prática pedagógica dos docentes de matemática. 
 
O trabalho foi orientado pela Profª Drª Nanci Helena Rebouças Franco. Confira abaixo o resumo acadêmico:
 
 

A Dissertação teve como objetivo geral investigar se os/as professores/as de Matemática da 1ª Coordenadoria Regional de Ensino do Estado de Alagoas (1ªCRE) vêm utilizando elementos da cultura afro-brasileira em suas práticas pedagógicas em sala de aula com seus alunos, conforme explicitado na Lei 10.639/03. Diante disso, a pesquisa está ancorada  na referida Lei que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares espalhados em todo o Brasil e que está em vigor desde 09 de janeiro de 2003; sendo que, a mesma chegou ao Estado Brasileiro no bojo do debate da implantação das políticas de ações afirmativas para a população negra reivindicada pelo movimento negro organizado. Do ponto de vista teórico-metodológico partiu-se de uma abordagem qualitativa, tendo como método de procedimento o estudo de caso como técnicas de coleta de dados a pesquisa bibliográfica, o questionário e a análise documental.  A partir da análise dos dados coletados, pôde-se perceber a necessidade de implementação da Lei 10.639 por parte da 1ª Coordenadoria de Ensino através de investimento na formação político-pedagógica dos seus atores; além disso, percebe-se a necessidade de  que a prática pedagógica do/a professor/a, especialmente de Matemática, seja respaldada nas diversidades das vidas e culturas dos sujeitos que fazem parte do cotidiano das escolas. Espera-se que essa pesquisa traga novas reflexões a respeito da problemática educação e diversidade étnico-racial, a partir da experiência dos/das professores/as de Matemática da 1ª Coordenadoria de Ensino, suscitando praticas pedagógicas de inclusão que contribuam para a construção de escolas que valorizem a identidade de seus alunos e por consequência produza uma educação de qualidade, contribuindo para a construção de uma  sociedade mais  igualitária. 

Palavras-chave: Cultura. Educação. Matemática. Formação de Professores. Lei 10639/03.

Parabéns, malungo Allex Sander Porfírio

17 de outubro de 2012 Deixe um comentário

Foi publicada na segunda-feira (15.10), no Diário Oficial do Estado de Alagoas, a nomeação de Allex Sander Porfírio de Souza para assumir a Gerência de Diversidades na Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE). O professor de matemática e economista, tem se destacado em atividades acadêmicas e também como ativista do movimento negro. E temos orgulho, de tê-lo com membro-Diretor do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs.

Confira abaixo, um resumo sobre o perfil profissional:

Hoje tem reunião do Fórum de Educação e Diversidade Étnicorracial

9 de maio de 2012 Deixe um comentário

Acontece hoje (09.05), às 18h, na sede do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té/ Casa de Iemanjá localizado na Rua Dona Alzira Aguiar, 429, no bairro da Ponta da Terra em Maceió, terá reunião itinerante do Fórum de Educação e Diversidade Étnicorracial, em Alagoas que estará representado pelo seu novo coordenador professor Alex Sander Porfírio – que também é Diretor do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.

Na pauta serão abordadas: a importância da participação de todos no fórum; o fórum no trabalho de resgate (descentralização dos locais para os encontros); repasse sobre visita da ministra Luiza Bairros; e diálogo com os Conselheiros da SEPPIR em Alagoas para a criação do Conselho Estadual, entre outros assuntos.

Racismo dentro das escolas agrava evasão em Alagoas

18 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Alunos faltam às aulas ou até deixam a escola após sequência de humilhações cometidas pelos colegas de sala

Por: Flávia Amaral / Tribuna Independente

 

Foguinho, Carvão, Chocolate, Negueba. Esses apelidos são rotina na vida escolar de muitos alunos que pagam caro por terem a pele de cor negra. E é para erradicar das salas de aula esse tipo de preconceito que foi sancionada a Lei Federal 10.639 de 2003 que entre outras determinações obriga as unidades de ensino a inserirem na grade curricular uma disciplina específica sobre as relações étnico-raciais.

Mas, em termos de adesão, o país ainda engatinha: a lei está em apenas 20% da rede de ensino. E em Alagoas apenas uma faculdade particular, a Faculdade Integrada Tiradentes (FITs), adotou a lei em suas práticas pedagógicas.

E enquanto essa e outras medidas não se tornam realidade, o preconceito racial segue fazendo cada vez mais vítimas e acirrando a problemática da já preocupante evasão escolar. Num efeito dominó, até mesmo recursos do Bolsa Família estão sendo comprometidos.

Acuados pelo preconceito, alunos como Jorge (nome fictício), da Escola Rosalvo Lôbo, na Jatiúca, sequer têm postura altiva em sala de aula. Sentado logo à frente da professora, em uma das primeiras carteiras, ele pouco fala e de cabeça baixa diz não se importar com as frequentes humilhações a que é submetido por colegas de turma, num exercício quase que rotineiro.

Foi a colega de turma  quem detalhou o contexto de agressão vivenciado pelo estudante. Muitas vezes, ela mesma tem que intervir, já que ele não costuma esboçar qualquer reação. “Ficam chamando ele de Chocolate, Negueba. Eu não gosto disso e mando parar porque ele fica quieto, aguenta calado. Um absurdo!”, diz a colega com ar de revolta.

Ela conta que as agressões não são apenas verbais. Há quem chegue na sala de aula e mande Jorge desocupar a cadeira para que um outro aluno sente. “Eles dizem: sai Negueba, sai. E ele sai”, lembra. Cabisbaixo, Jorge ouve todo o desabafo da amiga e se restringe a dizer que simplesmente não liga.

Mãe perdeu Bolsa Família após 37 faltas do filho 

Foi fora da sala de aula, na casa de Jorge (nome fictício), que a reportagem constatou que ele não só se abala com a atitude dos colegas, como está se afastando da escola. Aluno média 8, há algum tempo ele vem faltando às aulas, e as ausências – até então injustificadas para a família – impactaram também no estreito orçamento doméstico.

O estudante vive em uma pequeníssima casa de dois cômodos, na Grota do Cigano, no Jacintinho, com a mãe – a diarista Liliane Cardoso dos Santos, a avó – de mesma profissão, Maria de Fátima Cardoso, e ainda o irmão Antônio. Sem um pai presente, os custos da casa são bancados por faxinas esporádicas e com o recurso do Bolsa Família, no valor de R$ 134.

Não bastasse o dinheiro contado, a família agora está com o benefício suspenso devido às 37 faltas acumuladas por Jorge no últimos meses. “É quando eu não estou mais aguentando tanto xingamento, apelido, que prefiro não ir para a escola. Aí não vou. Eu não pedi pra ser assim… preto”, lamentou Jorge, que diz ver cada dia mais distante o sonho de ser advogado.

Para ele, em todas as escolas, os colegas dispensarão a ele o mesmo tipo de tratamento que ele tem hoje. “Já ouvi de outros amigos que são pretos que é do mesmo jeito. Então nem adianta mudar de escola”, conclui.

A apatia aparente quanto às humilhações que o estudante sofre é explicada pelos conselhos recebidos pela mãe. “Ele chega em casa reclamando que ficam colocando esses apelidos nele e eu digo sempre que ele entregue a Deus e não brigue com ninguém. Entre na escola, estude e venha embora. Além de pretos, minha filha, somos pobres”, resumiu Liliane enquanto o filho ouvia a tudo atento, mas ainda de cabeça baixa.

Albinos também são alvo de discriminação

O racismo não se restringe àqueles de cor negra. No outro extremo, ele também se faz presente. Jovens com albinismo – pele extremamente branca pela ausência de melanina – também são alvos de chacotas e discriminação. O professor de jiu-jitsu, Tales Rocha, vivenciou isso na prática.

Ele é negro e embora nunca tenha vivenciado situações de racismo direcionadas a ele, já assistiu a inúmeros casos e em alguns deles partiu em defesa da vítima. Um rapaz albino teria sido covardemente humilhado por dois colegas, na quadra de esportes da Escola Rosalvo Lôbo.

“Ele foi xingado várias vezes e eu tomei as dores dele. Fomos parar na direção e acabamos suspensos, os quatro”, contou o professor, que diz acreditar que uma vez adotada a Lei do Racismo, nas escolas, situações como essas tendem a se tornar menos frequentes.

Menina deixou escola após “pressão”

Basta visitar uma escola para que numa conversa rápida com alunos fique evidente a importância de a temática do racismo ser encarada como prioridade e entrar na pauta de discussão de gestores da Educação.

A sala do oitavo ano da Escola Theonilo Gama, no Jacintinho, não difere das demais, como afirmou Valéria Silva, que acompanhou o drama de uma colega negra e de cabelo crespo, que deixou a escola. “O cabelo dela é bem ruim, por isso ela sempre tem que ouvir o pessoal chamar de Foguinho. Todos da sala mexem com ela e ela já chegou a chorar muitas vezes”, lamentou a estudante.

Fomos até a escola para conversarmos com a vítima,  mas era tarde. Segundo a diretora Gilvanete Matias da Silva, a jovem saiu do colégio por não suportar a pressão dos colegas pelo fato de ela ter o cabelo crespo. “Ela vinha à direção, a gente conversava com os colegas, mas depois acontecia de novo. Ela chegou até a colocar um aplique no cabelo, mas em vão”, contou.

O drama foi acompanhado por diversos alunos. João Cavalcante, 13, lembra o quanto era difícil para a estudante se manter em sala de aula. “Vi várias vezes a bichinha chorar. Ela brigava às vezes e ia na diretoria, mas paravam de mexer com ela naquele dia. Depois voltava tudo de novo”.

A Lei do Racismo nas escolas ainda é ilustre desconhecida de boa parte dos estudantes de escolas públicas ou particulares. Mas quando colocados em contato com a essência da lei, a matéria divide opiniões. Em uma conversa com quatro estudantes negros, permearam visões bem diferenciadas, mas entre elas um consenso: o racismo precisa ser combatido.

Para Luigi Nelson de Oliveira, 15, uma disciplina não resolveria um problema tão sério. “Somos todos iguais e não deveria ter matéria pra gente saber disso e respeitar o outro. Se não acontece isso hoje, não vai ser uma matéria que vai mudar”, analisou. Ailton José, também com 15 anos, é mais otimista. “Resolve, sim, estudar, estudar, até aprender o que é certo e o que é errado”. Mais ponderado, João Cavalcante – que assistiu às humilhações contra a colega de turma que acabou indo embora da escola – admite que a matéria pode não resolver, mas ajuda a melhorar.

Professores presenciam casos e defendem retorno de matérias

Quem teve na grade escolar matérias como Organização Social e Política do País (OSPB) e Moral e Cívica deve entender o porquê de os professores entrevistados pela reportagem defenderem a retomada das disciplinas. As docentes Eliana Ribeiro, Sandra Maria Ertel e Joana Cesárea foram unânimes ao afirmar que presenciam muitos casos de racismo onde trabalham e que o diagnóstico passa pela educação doméstica, aliás a falta dela.

Para elas, além da falta de base familiar para se firmar valores por parte do aluno há também a falta de disciplinas que seriam uma extensão desse trabalho. “Tiraram da grade matérias como OSPB, que ajudava no debate e no esclarecimento sobre a conduta correta de um ser humano e um cidadão”, analisou Eliana Ribeiro.

Sandra Ertel lembrou ainda do relevante papel da orientadora educacional, que segundo ela atuava na busca de solução para os problemas e dificuldades dos alunos na escola, dividindo até mesmo problemas de casa.

Sobre a lei que vai inserir nova disciplina, Sandra Ertel foi além. “Não deveria ser uma disciplina para abordar preconceito racial isoladamente. Há vários tipos de preconceito e pelo que estamos vendo sobre a nossa juventude o ideal seria uma disciplina que discutisse a diversidade”, sugeriu.

Na Escola Rosalvo Lôbo questões raciais já são parte da prática pedagógica, mas sem um professor ou disciplina específicos. De acordo com Joana Cesárea essa antecipação à lei tem a ver com a importância de se respeitar o outro dentro e fora da escola. Durante a conversa, as professoras lançaram o alerta de que não adianta fazer leis e elas ficarem apenas no papel e que a 10.639 é uma das que devem merecer atenção especial do poder público.

Rede pública deveria ter sido pioneira, diz secretária

A secretária da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania, Kátia Born, destacou a importância da Lei do Racismo nas escolas e parabenizou a Faculdade Integrada Tiradentes (FITS) por ter sido a primeira, não só em Alagoas, mas no país a implantar a determinação. “Essa lei já era para estar vigorando em todas as escolas e a rede pública deveria ter sido pioneira, mas não aconteceu. De qualquer forma não podemos ficar parados”, criticou.

De acordo com a secretária, um apelo já foi feito aos secretários de Educação e eles se mostraram receptivos à implementação da lei. “Ainda este mês está na pauta de discussão para trabalharmos inicialmente os professores”. Segundo ela, mais de 40 professores da rede pública estão preparados para lidar com a temática em sala de aula.

A reportagem tentou contato com o secretário de Educação, Adriano Soares, durante mais de uma semana, mas as ligações e mensagens não tiveram retorno.

Uma das principais incentivadoras da Lei do Racismo, na Fits, a professora e mestre em Serviço Social, Silmara Mendes Costa, diz que o momento é de uma política de reparação.  “Temos que rever tudo o que aprendemos e discutir questões que vão desde o reconhecimento afro-descendente à igualdade de direitos”, defende. Sobre a efetividade da lei nesse propósito, a assistente social diz que é um importante passo, mas que deve haver ações de extensão.

A qualificação dos professores seria um dos pontos mais importantes para o combate do preconceito racial dentro da sala de aula. “O professor tem que estar preparado para lidar com o problema quando se deparar com ele. O professor está na linha de frente”, analisou.

A tímida atuação de Alagoas na temática afro-descendente não é o que se pode chamar de uma constante. Há sete anos, o Estado foi apontado pelo Ministério da Educação como referência na questão. Através do ‘Identidade Negra na Escola’ era estabelecido um diálogo com as escolas a partir da qualificação mensal de professores, uma prática extinta pela burocracia na gestão pública.

De acordo com a coordenadora do movimento Raízes da África, Arísia Barros, “a educação antirracista aqui não existe pela ausência de interesse político. Isso é uma ação política e não restrita ao professor”, destacou.

Este é o ano internacional dos afro-descendentes e, ainda de acordo com Arísia, nada aconteceu. Para ela, num panorama nacional, o mapa que se desenha é frágil e pouco suscita algum avanço.

“Alagoas era para apresentar uma outra realidade. Somos a referência máxima da liberdade afrodescendente. Fazemos a terra de Zumbi dos Palmares”, lembrou.

Capoeira e a Lei 10.639/03

23 de janeiro de 2011 Deixe um comentário

Malung@s, axé!

Louvo a iniciativa de levar a discussão para o ambiente escolar, já que se trata do público alvo.

Como Mestre de Capoeira e Educador Físico da Rede Estadual de Ensino, sempre experimentei um certo desconforto dentro das Escolas em que lecionei, diante de um racismo encubado, do preconceito discriminatório com relação a Cultura Afro-Brasileira (negra/indígena) Capoeira, por parte de alguns diretores, professores e pais de alunos.

No início, ficava triste e desanimado, principalmente quando numa determinada Escola, limpei uma sala que estava interditada com materiais deteriorados, tais como cadeiras, mesas, vassouras quebradas, enfim só entulho e ao final de tudo arrumado e limpo, a “Coordenação” solicitou o uso para servir mais uma vez de depósito.

Perdi ótimos alunos e alunas, porque os pais, em sua ignorância, do verbo desconhecer, foram “avisados” que a Capoeira, por ter tambor, era macumba e coisa de satanás, mostrando a intolerância religiosa devido ao desconhecimenot e racismo cultural.

Hoje, percebo que nós temos que reagir ao pré-conceito, dando informações, mostrando o lado positivo do conhecimento de nossa história, de nossa cultura, o significado e os resultados positivos que dela advem nossos afro-descendentes.

Diante do pressuposto de que a pobreza tem cor, que a maioria dos jovens em situação de risco são afro-amerindios, que a maioria dos menores infratores saem das favelas onde está a maioria dos negros pobres, levando em consideração que, em virtude das chamadas oportunidades teem prioritariamente que serem oferecidas para os “de boa aparencia” e nota-se que o modelo indicado é o eurocêntrico, a começar pela rainha da primavera, a rainha do milho e, por incrível que pareça, da beleza negra, vos garanto, só informando e educando é que poderemos implementar a lei 10.639/03.

Um abraço com axé.

Mestre Claudio.