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Posts Tagged ‘Mês da Consciência Negra’

Membros do Anajô reúne amigos e familiares no Xirê de Malung@s

24 de novembro de 2015 Deixe um comentário

convite - Xirê de Malung@s - sede

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Anajô realiza Xirê de Malung@s na sede da Coopvila

13 de novembro de 2015 Deixe um comentário

Durante o mês da consciência negra 2015, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realiza um importante momento de integração, formação e sensibilização por meio do Xirê de Malung@s (Roda/Encontro de Companheiros/as de Luta) sobre o tema Pertencimento Étnico.

Nesse sábado(14.11), a atividade acontecerá na sede da Cooperativa Dos Catadores Da Vila Emater na Vila Emater II em Jacarecica, sendo destinada para: catadores(as) de materiais recicláveis, jovens e moradores da comunidade. Os parceiros são: Coopvila, Associação dos Moradores da Vila Emater II (Asmove) e o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb).

O Anajô é uma organização não governamental sediada em Maceió(AL), fundada em 2005, e vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).

 

convite - Xirê de Malung@s

Festejos e ativismo: Alagoas comemora o Dia da Consciência Negra

21 de novembro de 2014 Deixe um comentário

Confira a reportagem do site TNH1, que contou com a colaboração do ativista Helcias Pereira. Acesse: http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/geral/2014/11/20/312611/festejos-e-ativismo-alagoas-comemora-dia-da-consciencia-negra

 

reportagem

 

Membros do Anajô participam do IZP no mês da consciência negra

19 de novembro de 2014 Deixe um comentário

Durante toda essa semana, ocorreu a 4ª edição do projeto IZP no Mês da Consciência Negra. São programas especiais transmitidos pela Rádio Educativa FM das 8h30 às 10h, apresentado pelo radialista Marcos Guimarães. Os temas discutidos nesse ano foram: Educação e Consciência Negra; Religiões de Matriz Africana; políticas de ações afirmativas; atuação do Neab e Cultura.

Nessa quarta-feira(19.11), o tema discutido foi “Conepir e a importância da participação social na implementação das políticas de promoção da igualdade racial”. Foram entrevistados os seguintes convidados: Helcias Pereira, Vice presidente do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e conselheiro nacional de promoção da igualdade racial (representando os APNs); Valdice Gomes, integrante do Anajô, Cojira-AL e atual presidenta do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial; Clébio Araújo, historiador e vice-reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal); e Elida Miranda, Secretária Estadual de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL).

O projeto é uma iniciativa do Instituto Zumbi dos Palmares coordenado pela assessoria de comunicação, e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (COJIRA-AL), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab-Ufal) e o Restaurante Akuaba.

Confira o registro fotográfico (19.11.14):

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Anajô/APNs participa do Saruê Palmares

17 de novembro de 2013 Deixe um comentário
XirêdoTempo

Xirê do Tempo

A programação afro-cultural no mês da consciência negra na capital alagoana será em grande estilo. No dia 19 de novembro, na histórica Praça dos Palmares localizada próximo ao Calçadão do Comércio, terá o SARUÊ PALMARES com várias apresentações artísticas, oficinas e exposições.

Trata-se de uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), que busca colaborar para o fortalecimento do segmento da cultura afrobrasileira e está alinhada com as metas previstas no Plano Municipal de Cultura.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – marcará presença no evento com a exposição Xirê do Tempo, que foi uma dos atrativos da celebração dos 30 anos dos APNs. São utilizados seis(6) banners informativos com suporte de ferro, que ficam posicionados em formato de círculo e com decoração complementar: tecido, peças de cerâmica, cestaria e folhagens. No conteúdo, tem informações sobre a atuação dos APNs ao longo das três décadas de existência, atuação política e atividades desenvolvidas.

Confira abaixo a programação geral:

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Reflexão sobre o mês da consciência negra

2 de novembro de 2013 Deixe um comentário
20 DE NOVEMBRO – FIQUE POR DENTRO E DIVULGUE!
Comemorado há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi incluída em 2003 no calendário escolar nacional.
Em 2011 a Lei 12.519 instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
Atualmente é FERIADO em mais de mil cidades brasileiras.
Em Alagoas: de acordo com a Lei Estadual Nº 5.724 de 01.08.1995, todos os municípios do estado de Alagoas vão ter feriado no Dia da Consciência Negra.
Esse ano de 2013 o 20 de novembro vai ser uma quarta-feira, espero que nenhum “senhor de engenho”, travestido de autoridade tente mudar através de uma canetada o dia de ZUMBI.
Fiquemos atentos para protestar imediatamente se isso acontecer.
Abraço
Helcias Pereira

TER CONSCIÊNCIA NEGRA … VIVA ZUMBI E TODOS OS GANGAS!

18 de novembro de 2012 Deixe um comentário

 

Por: Helcias Pereira

Membro do Mocambo ANAJÔ /APNs-AL
Membro da Coordenação Nacional dos APNs do Brasil
Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial / CNPIR-SEPPIR-PR
(82) 9600-9941 – helcias.pereira@hotmail.com

 

É de suma importância que todos nos unamos em torno das lutas diárias do povo afro-ameríndio. No mínimo, unir forças, promover ações que edifiquem a consciência conjunta das lideranças, democratizando proposta é fortalecendo as realizações. Mas é preciso também ter cuidados, usar a consciência como fomentadora da inteligência para não fazer o jogo do inimigo, ou ser engabelado por ele no percurso da história, aliás, história essa muitas vezes deturpada ou esquecida por gente que só se enxerga em nome do seu bel prazer, etnocêntrico ou não.

Temos que ter consciência que o povo de Palmares lutou por um século nas mais adversas intempéries, no entanto, através da união, superaram a fome e o infortúnio da escravidão. Zumbi conviveu e herdou dos seus a CONSCIÊNCIA da luta pela vida, e vida com dignidade. Foi martirizado como tantos outros pelos algozes do colonialismo. Seu nome hoje resgatado como último ganga-comandante-em-chefe, inscrito no Tombo como Herói Nacional, herói do povo brasileiro.

Certamente diria Zumbi hoje: Estamos bem, estamos no caminho certo, está na hora de inculturar o necessário e politizar muito mais a luta para que nossa vitória seja completa. Temos um Estatuto da Igualdade Racial que é Lei; fomos vitoriosos sobre as cotas no STF por dez a zero, ganhamos no Senado Federal 50% das vagas para escolas públicas dentro das Universidades. Nossos cotistas provaram na pratica que são competentes nos estudos, apesar de todas as faltas de oportunidades, ou simplesmente, apesar de tudo que lhe foi negado, roubado, esteriotipado. Temos um Negro presidente do Supremo Tribunal Federal, Temos muito para refletir, analisar, fortalecer e comemorar.

É isso… Eu diria que nosso herói Zumbi quer mesmo é que fiquemos atentos como atalaias, para sermos sujeitos da história fazendo a sua parte sem esquecer o coletivo, não apenas das entidades negras, dos grupos culturais, das casas religiosas de matrizes africanas, dos quilombolas… Mas sim, de toda COMUNIDADE NEGRA E AFRO-AMERÍNDIA, sobretudo, as esquecidas nas favelas, nos lixões, nos grotões, nos cárceres, nas pedras do IML, nas esquinas sem futuro, nas salas de aula eurocêntricas, nos discursos equivocados e nas posturas egoístas.

Para que nossa CONSCIENCIA NEGRA seja completa precisamos enlaçar nossas mentes, nossas mãos, nossos pés e nossos corações em favor do nosso povo e em nome do Heroi Nacional Zumbi dos Palmares.

AXÉ POVO DE ZUMBI! SARAVÁ N’ZAMBI!

 

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O conteúdo abaixo faz parte de um texto já publicado em alguns sites desde 2010.
“Considerando que a ÁFRICA é o berço da humanidade, defendo que SER NEGRO é ser antes de tudo, filho da África, homens e mulheres descendentes geneticamente de diferenciados grupos étnicos e culturas como os Yorubás, Gêges, Bantos e tantos outros, cuja ancestralidade está presente no nosso jeito de falar, andar, dançar, vestir, cozinhar, etc. Está na força da nossa oralidade, intrínseco na nossa epiderme, nos traços faciais, no encarapinhado de nossos cabelos, na consciência sócio-histórico-cultural e religiosa, sobretudo, correlacionados às raízes de matizes africanas. Mas também, está na consciência cidadã de dizer não ao racismo e combatê-lo junto a outras formas de preconceito, independente da quantidade de melanina.
Ser negro é ter CONSCIÊNCIA NEGRA = consciência ÉTNICORRACIAL, que por sua vez implica em alto-identificação, sentimento de pertencimento, de ser afro-brasileiro e sentir na grande contextualidade a importância de se assumir afro-ameríndio.

Ter consciência negra é não aceitar comportamentos e ações racistas, discriminatórias e muito menos segregacionistas, é não acirrar e ainda se opor a qualquer tipo de sentimento de superioridade diante do outro por causa das diversidades, é dizer não ao ETNOCENTRISMO que oprime e segrega da mesma forma.

Ter consciência negra é não aceitar a intolerância religiosa que humilha e agride individual e institucionalmente as comunidades de fé de matriz africana; É não aceitar discriminações correlatas a exemplo dos diversos casos de homofobias e xenofobias, principalmente no tocante a prática do eurocentrismo.

Ter consciência negra é defender permanentemente a causa do povo negro, cuja comunidade ainda vivencia os infortúnios do colonialismo e da exploração de mão de obra barata e semiescrava.

Ter consciência negra é lutar por políticas de promoção da igualdade racial. Defender as mulheres e crianças negras dos estereótipos e abusos etnocêntricos, capazes de esmorecer sua alto-estima, fruto de todas as importunidades causadoras de extremas desigualdades socioculturais e econômicas.

Ter consciência negra é lutar igual e simultaneamente por direito à terra, educação com qualidade, segurança alimentar permanente, cultura, esporte e lazer, inclusive resgatando e avivando os cantos e as brincadeiras circulares ancestrais, garantia de direitos a moradia com dignidade e ainda um olhar com ações direcionadas as comunidades tradicionais remanescentes de quilombos e de matriz africana. Enfim, garantir políticas públicas reais de ações afirmativas que promovam a igualdade racial e, sobretudo, estabeleça o compromisso de combater as injustiças sociais causadas pelo RACISMO AMBIENTAL que promove sistematicamente a excludência, a vulnerabilidade e a negação de direitos daqueles que se condicionam em formar favelas e sobreviver nas lamúrias das serras, vales, grotões e ao lado dos lixões das grandes cidades.”
Só unidos vamos vencer nossas batalhas e realizar nossos propósitos coletivos.