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Posts Tagged ‘Movimento negro’

Tambor Falante sobre “Maioridade Penal e Extermínio da Juventude Negra”

20 de maio de 2016 Deixe um comentário

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Reunião Temática sobre Educação para as Relações Étnico Raciais

8 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

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Esse é um importante momento para acompanhar as discussões sobre o Plano Estadual de Educação (PEE), e as lideranças do Movimento Social Negro precisam ficar atentas! No dia 11, terá a audiência pública sobre o “Diagnóstico da educação de Alagoas: Políticas Educacionais, Oferta e Demanda; Infraestrutura e Método de Gestão” e no dia 14, o tema será “Gestão, Financiamento e Monitoramento da Educação”. Mais informações: (82) 3021-2974.

Reunião de mobilização pró Fenal

3 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

Nessa quinta-feira(03.12), ocorreu uma importante reunião entre representantes do Movimento Social Negro na sala do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Universidade Federal de Alagoas (Neab-Ufal) em Maceió.

O objetivo foi fortalecer a organização sociopolítica, divulgação de informes e debate sobre a rearticulação do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (Fenal).

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade alagoana vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – marcou presença na reunião, sendo representada pela presidenta Maria Madalena da Silva e o membro Benedito Jorge da Silva.

Outros momentos serão agendados para ampliar o debate.

 

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Anajô/APNs na Kizomba das Mulheres Negras

29 de outubro de 2015 Deixe um comentário

O Comitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras no Estado de Alagoas promoveu  nessa quarta-feira(28.10), a “Kizomba das Mulheres Negras”, na Orákulo Chopperia localizada no bairro do Jaraguá em Maceió.DSC04230

Integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) marcaram presença na atividade, e também, estiveram envolvidas na organização. Foi momento de celebração, renovação da luta e exaltação do trabalho de grupos afroculturais locais.

O evento contou com a apresentação do Afoxé Povo De Exú; Coletivo Afro Caeté; Afoxé Oju Omim Omorewá; Banda Afro Mandela; Banda Afro Zumbi; Banda Afro Afoxé; Grupo Segura O Coco; Mel Nascimento & Malacada; Grupo Cadência; além de Igbonan Rocha & Samba de Nêgo com as participações especiais de Luana Costa, Carla Araújo, Ismair Martins e Janaina Martins.

O comitê impulsor alagoano já conseguiu dois ônibus para levar a comitiva alagoana até a Marcha das Mulheres Negras 2015, que acontecerá no dia 18 de novembro em Brasília. E agora, o recurso arrecadado com a comercialização dos ingressos será revertido para quitar as despesas com alimentação e alojamento.

Saiba mais: http://www.marchadasmulheresnegras.com/

Participe da Kizomba das Mulheres Negras

27 de outubro de 2015 Deixe um comentário

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Movimento negro alagoano se reúne com presidenta da FCP

15 de outubro de 2015 Deixe um comentário

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Anajô/APNs apoia a luta de quilombolas de Traipu

13 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

resistência negraLideranças da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça (Traipu) – com o apoio do movimento negro alagoano – estiveram nessa quarta-feira(11.02) na sede da OAB-AL no bairro de Jacarecica em Maceió para denunciar a perseguição e violação de direitos.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APNs participou da ação e apoia a luta dos quilombolas, inclusive, se comprometeu a participar de uma reunião extraordinária do Conepir, no dia  21 de março, na própria comunidade de Mumbaça, reunindo inclusive as outras três comunidades quilombolas existentes no município de Traipu.

Confira a Carta Aberta às Autoridades Brasileiras, que será protocolada em várias instâncias:

 

COMUNIDADE QUILOMBOLA TEM DIREITOS VIOLADOS E PEDE SOCORRO

Perseguições por parte do pároco da Igreja local e da prefeitura ameaçam exterminar o quilombo Mumbaça, em Traipu (AL)

Em que pese a nossa Carta Magna de 1988 reconhecer a existência de comunidades quilombolas no país, e ter como objetivo fundamental a construção de uma sociedade justa, livre e solidária; bem como promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação, os moradores da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça, situada no município de Traipu (Alagoas),  tem seus direitos desrespeitados e são obrigados a negar suas origens, culturas e tradições.

Esta carta tem como objetivo fazer um apelo às autoridades governamentais, jurídicas e eclesiásticas, para que os direitos dos quilombolas de Mumbaça sejam respeitados.

Segundo as lideranças quilombolas, desde que o padre Eduardo assumiu a paróquia Santuário Senhor dos Pobres, localizada na comunidade, as famílias de Mumbaça são vítimas de preconceito e discriminação por parte do sacerdote e da comissão que dirige a igreja, ao ponto de serem proibidas de falarem que são quilombolas se quiserem frequentar o santuário, afirmando inclusive que são ordens do bispo de Penedo, Dom Valério Breda. Além disso, por ordem do padre, os quilombolas de Mumbaça estão proibidos de passarem com seus mortos por dentro da igreja antes do sepultamento, uma tradição secular na comunidade, causando profundo sentimento de frustração, constrangimento e decepção, principalmente, entre os mais velhos.

Os desmandos e desrespeito dos que hoje mandam na Igreja Senhor dos Pobres, santuário que foi inclusive construído com a força e suor dos ancestrais quilombolas de Mumbaça, tem revoltado as famílias, que já chegaram a fazer protesto, no dia 23 de novembro de 2014, fechando as ruas

do quilombo, com a finalidade de serem recebidos pelo padre para um diálogo sobre suas reivindicações. Após intermediação do então gerente afro quilombola da Secretaria de Estado da Mulher, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Jordinelson Santana (também integrante do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial – Conepir), o líder da comunidade, Manuel Oliveira (Bié) – igualmente conselheiro do Conepir -, pode entregar ao sacerdote uma carta, mas até o momento os quilombolas não receberam resposta.

 Vale ressaltar, que a partir do momento em que o padre aceitou receber a liderança, a comunidade suspendeu o protesto, e mesmo assim, uma dirigente da igreja chamou a polícia para prender o líder quilombola. A prisão só não foi efetivada devido à intervenção do representante do governo do Estado que estava acompanhado de um advogado.

De acordo com o líder comunitário, como se não bastasse a perseguição da igreja, a comunidade de Mumbaça também é impedida de se declarar quilombola quando procura uma vaga nas escolas e nos postos de saúde do município, sob ameaça de não conseguir matrícula nem atendimento médico.

Além disso, na escola ninguém pode falar em quilombo. O direito à cultura é igualmente proibido pela municipalidade, pois a ordem é parar qualquer festa que se refira a quilombolas.

Na questão educacional, já aconteceu de professor morador do quilombo, conhecedor dos costumes e tradições, ser transferido para outra localidade, sendo substituído por outros de origem externa, sem conhecimento da cultura quilombola. Ou seja, são atitudes que promovem a desconstrução da identidade étnica da comunidade e ameaçam a existência do quilombo. 

Outra grave denúncia, diz respeito a um decreto aprovado pela Câmara Municipal de Traipu, o qual normatizou que a comunidade Mumbaça passou a ser um distrito do município, desconstituindo a toda uma ancestralidade já reconhecida pelo governo federal.

Diante das graves denúncias de violação dos direitos no quilombo Mumbaça, externamos nossa total indignação e solicitamos das autoridades as devidas providências para o restabelecimento do estado de direito. Para tanto, nos baseamos na premissa de que percorridos mais de 100 anos da derrocada oficial do sistema escravagista, o Estado brasileiro abriu-se à possibilidade efetiva de garantir o exercício da cidadania para a população negra, em especial as comunidades remanescentes de quilombos, cujo direito foi reconhecido pelos constituintes no processo de construção do mais importante instrumento jurídico e político do país.

Maceió, 10 de fevereiro de 2015.

 

Entidades e instituições que referendam este documento:

– CONEPIR – Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial

– OAB\AL – Comissão de Defesa dos Direitos das Minorias da OAB\AL

– NEAB\UFAL – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de

Alagoas

– COJIRA\SINDJORNAL – Comissão de Jornalistas por Igualdade

Racial\Sindicato dos Jornalistas de Alagoas;

– UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas

– Fretab – Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-Brasileiras em

Alagoas

– Ile Ifé Omi Omo Possu Betá

Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô

– Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro

– Juventude Negra Independente

– Instituto Raizes de África

– FALC – Federação Alagoana de Capoeira

– GUESB – Grupo União Espírita Santa Bárbara

– CUT – Central Única dos Trabalhadores

– INEG\AL – Instituto do Negro em Alagoas

– Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga Zumba

– Coordenação Nacional das Comunidades Remanescentes de Quilombo –

CONAQ

– Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco

– Comunidade Remanescente de Quilombo Cajá dos Negros

Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs

– NUCAB-IYA OGUN-TE, Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iya Ogun-te

– CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação