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Posts Tagged ‘Parque Memorial Quilombo dos Palmares’

CONVOCATÓRIA – FORMAÇÃO (14.02.16)

6 de fevereiro de 2016 Deixe um comentário

SERRA DA BARRIGA

Atenção malung@s do Anajô/APNs-AL!

No dia 14 de fevereiro (domingo) em nossa sede, teremos uma formação importante sobre o Quilombo dos Palmares e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares (AL).

Esse é o momento de fortalecermos o projeto Palmares in loco! A atividade será iniciada às 8h e o encerramento previsto para às 12h.

Quem puder, leve frutas e lanche para tomarmos café juntos e a manhã ser mais produtiva.

Abraço
Helciane Angélica- Secretaria Geral e de Comunicação

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APNs participam de celebração na Serra da Barriga

8 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

Integrantes dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) em Alagoas participaram da celebração “De volta a Angola Janga” que significa “Minha terra” na madrugada do dia 06 de fevereiro, na Serra da Barriga em União dos Palmares. A atividade faz alusão à última grande guerra no Quilombo dos Palmares em 1694. Guerreiros e guerreiras quilombolas que lutaram até a morte por justiça e liberdade, porém, o massacre culminou na destruição da Cerca Real dos Macacos (sede administrativa e política do quilombo) e tornou-se símbolo de resistência negra mundial.  

Confira algumas imagens:

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“Bendito” acesso à Serra da Barriga

20 de agosto de 2013 Deixe um comentário

Por:  Helcias Pereira

Vice Presidente do Anajô / Coordenador Nacional de Formação dos APNs / Conselheiro Nacional de Igualdade Racial (CNPIR/Seppir)

Foto-0736Durante a manhã desse domingo (18.08) estive com o mesmo prazer e a alegria de sempre na Serra da Barriga – Parque Memorial Quilombo dos Palmares, acompanhando um grupo de mestres, contra-mestres e professores de capoeira. Fui convidado pela Federação Alagoana de Capoeira (Falc) para falar sobre a História do Quilombo dos Palmares e a Capoeira em sua contextualidade.
A alegria e a concentração do grupo não poderiam ser diferentes, visto que além de trazerem consigo a herança afro-ameríndia, são formadores sociais e de opinião através de seus ensinamentos na capoeiragem. Tudo teria sido perfeito se o “bendito” acesso à Serra da Barriga não fosse esta lástima de atraso e sofrimento, sobretudo, em tempos de chuva. Apesar da descontração de todos, sem exceção, empurrar o ÔNIBUS para não ficar no meio do caminho, foi no mínimo um descontentamento na alma.
O PMQP além de limpo e com suas coberturas vegetais concluídas minimizou em parte a decepção de ver a obra completamente inerte, cujos demais equipamentos continuam como antes, ou seja: Indispensavelmente “reparáveis”… Logo é urgente que a obra volte a tona, assim como, é recorrente o desejo de um dia ver essa estrada viabilizada e proporcionando acessibilidade ao maior e mais importante simbolo de liberdade que é a Serra da Barriga e que tem na figura do seu ultimo comandante-em-chefe Zumbi dos Palmares o título de Herói Nacional Brasileiro.
De minha parte farei contato direto com a FCP e me pronunciarei a respeito no Pleno do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). Obviamente, nada nos impede de neste momento apresentar nossas felicitações aos gestores da Fundação Cultural Palmares por mais um ano de sua existência, e desejar que as dificuldades sejam dirimidas e as ações igualmente efetivadas a contento, como haverá de ser. Axé!

Após atraso de dois meses, começa obra no Parque Zumbi dos Palmares

31 de janeiro de 2013 Deixe um comentário
Administradores alegam que falta de água atrapalhou prazo da reforma.
Mesmo com a manutenção, espaço cultural continua aberto para visitação.
Após dois meses de atraso, as obras no Parque Zumbi dos Palmares começaram neste mês. Essa é a primeira reforma no espaço que foi inaugurado em 2007. As coberturas das ocas já foram retiradas e uma fossa está sendo construída na área do quilombola. O reparo no restaurante que funciona no local começa no 6 de fevereiro, segundo os administradores do Parque.
De acordo com a construtora responsável , a atraso para o início das obras se deu pela falta de água na região, pois a Lagoa dos Negros, que abastece o local, está com o nível muito baixo. Já que o parque está sem água, o abastecimento é feito de maneira improvisada, com caminhões pipa.
Autoridades federais estão estudando as melhores soluções para a falta de água no parque.“Estamos pensando na possibilidade de escavar um poço artesiano para abastecer por mais tempo a região”, explicou a fiscal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Joelma Farias.
A reforma na estrutura do parque não fará com que as visitas parem. “Às vezes as pessoas vêm com uma programação de até de outro país, por isso o espaço não pode ser fechado. A reforma não impede a visitação”, explicou a representante da Fundação Cultural Palmares, Maria José da Silva. Segundo o Iphan, as obras no parque devem ser entregues até o mês de maio.
Fonte: G1-Alagoas
 
 

Observação: O nome correto do complexo arquitetônico é Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

Reportagem sobre o Parque Memorial Quilombo dos Palmares

12 de outubro de 2011 Deixe um comentário

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares está abandonado pelo poder público!!!

Confira a reportagem especial produzida pela jornalista Lenilda Luna de Almeida na TV Pajuçara, emissora alagoana afiliada da Rede Record.

Assista:
http://tudonahora.uol.com.br/video/pajucara-manha/2011/10/10/o-parque-memorial-quilombo-dos-palmares-esta-abandonado-pelo-poder-publico

CARTA DE APOIO – MESTRE CLAUDIO FIGUEIREDO

31 de agosto de 2011 Deixe um comentário

 

Maceió-Alagoas, 30 de agosto de 2011.

 

 

CARTA DE APOIO – MESTRE CLAUDIO FIGUEIREDO

 

 

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, organização não-governamental sediada em Maceió-AL, associada à entidade nacional Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) tem acompanhado vários emails e publicações em blogs sobre a insatisfação de quilombolas quanto a atual gestão do escritório representativo da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura no Estado de Alagoas, além de denúncias de abandono do Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado na Serra da Barriga no município de União dos Palmares. Porém o que nos chama atenção não são as críticas, e sim, as formas agressivas e a distorção dos fatos.

Viemos a público manifestar apoio ao Senhor Severino Claudio de Figueiredo Leite: funcionário público, professor de Educação Física, massoterapeuta, mestre de capoeira, ogãn, ativista do movimento negro há mais de 30 anos e que atualmente encontra-se como representante do Escritório Estadual. Homem simples, comprometido com a igualdade étnicorracial e no combate da intolerância religiosa, e que tem se empenhado em manter o diálogo com os diversos segmentos sociais, instituições públicas e privadas em busca da concretização das ações afirmativas.

Mestre Claudio assumiu a gestão do Escritório representativo no dia 26 de março de 2010, e sua indicação recebeu o apoio de entidades de diversos segmentos afros e autoridades. A solenidade de posse coincidiu com a inauguração da sede do escritório, também serviu para anunciar que naquele ano, a Fundação Cultural Palmares utilizaria R$ 200.000 reais para a reforma do Parque Memorial que garantiria a ampliação do restaurante Kúuku-Wànna, construção da área destinada para os ambulantes e a restauração dos espaços contemplativos – declaração realizada pelo presidente da época, Zulu Araújo.

O fato é que nos dois primeiros meses de atuação era necessário estabelecer a infra-estrutura adequada para o funcionamento do escritório e selecionar a equipe de trabalho. Em junho de 2010, vários municípios alagoanos foram arrasados pela enchente, inclusive, famílias quilombolas das comunidades Muquém (União dos Palmares), Filús e Jussarinha (Santana do Mundaú) passaram por sérias dificuldades. Mestre Claudio conquistou o respeito e a admiração dos quilombolas, era carinhosamente chamado como “o homem do carro branco”, pois com o veículo oficial da FCP levava os donativos da campanha que ele executou junto ao movimento negro e as cestas básicas do Governo Federal, além disso, o escritório serviu de abrigo para os desabrigados a exemplo de quilombolas, pessoas da comunidade, agentes florestais que trabalham na Serra, inclusive, o próprio Mestre Claudio que perdeu todos os pertences na casa que residia.

Em relação ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares instalado em 2007, mesmo apresentando limpeza impecável, não é possível esconder a deterioração dos espaços contemplativos que desde a sua instalação são expostos cotidianamente ao sol, chuva, sereno e vento. A cobertura vegetal anda seca e ao ser tocada esfarela nas mãos; as placas estão sujas e algumas danificadas; assentos cobertos de musgos e a madeira ficando podre; e os áudios em quatro idiomas que não estavam funcionando são fatores que causam desânimo para qualquer visitante. Porém, por mais que o gestor faça as devidas cobranças em relatórios destinados aos seus superiores reafirmando a necessidade de manutenção, não existe uma dotação orçamentária específica para atender as demandas, assim como, por se tratar de uma área tombada nada pode ser alterado sem que haja a aprovação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) e da Fundação Cultural Palmares.

Mesmo diante das dificuldades burocráticas enfrentadas quanto às questões de infra-estrutura do Parque, a falta de pavimentação da estrada de acesso para a Serra da Barriga e a omissão do Governo estadual quanto ações de marketing e divulgação. Mestre Claudio fez tudo que estava em seu alcance para atrair o público amplo e heterogêneo, além de garantir a valorização do ponto turístico, a exemplo: das aulas gratuitas de capoeira para crianças e adolescentes que residem na Serra e nas adjacências; o encerramento do Encontro de Motoclubes; o 1º Mulheres Replantando o Axé; etc.

Queremos salientar que o Anajô não está fazendo uma defesa simplesmente por fazer, e sim, devido ao acompanhamento que desenvolvemos desde a nossa rearticulação em 2005. Fomos uma das entidades que mais se manifestou a favor da Serra da Barriga – Monumento Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico – para garantir a preservação da fauna e flora nativa; execução de expressões afro-culturais; propagação da história; e o desenvolvimento do turismo étnico-cultural no Estado. Estivemos sempre atuantes, cobrando e apresentando propostas, sem a intenção de sermos personalistas ou com o intuito de manchar a Fundação Cultural Palmares. Dentre as ações destacam-se:

  • Desde 2007 realizamos encontros de formação e várias etapas do projeto Palmares in loco na Serra da Barriga com o intuito de propagar a história do Quilombo dos Palmares, organização sócio-político-econômica e vitalizar o Parque Memorial Quilombo dos Palmares (PMQP).
  • Realizamos dois encontros estaduais sobre a conjuntura da Serra e a importância do PMQP, nos anos de 2007 e 2008, respectivamente, com a presença dos gestores da FCP e o Secretário Estadual de Turismo Virgínio Loureiro.
  • Em janeiro de 2009, fomos conferir os estragos do incêndio que atingiu a Serra da Barriga. Fizemos o registro fotográfico das consequências da queimada que atingiu cerca de 20 hectares, destruiu várias plantas nativas e que esteve 60m próximo de atingir o Parque. Fizemos questão de divulgar em âmbito nacional a necessidade de ter maior acompanhamento da FCP e a necessidade de instalar um escritório para que a atuação não ocorresse apenas no mês de novembro.
  •  Trabalhamos de forma efetiva junto ao Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) para o lançamento da Campanha Nacional “Por uma infância sem racismo”, que ocorreu em dezembro de 2010 na Serra da Barriga.

Em suma, temos consciência que independente de quem esteja no cargo, os julgamentos serão frequentes e as dificuldades existirão. A Serra da Barriga é considerada um solo sagrado e de resistência negra, espaço de contemplação e homenagens aos guerreiros do Quilombo dos Palmares – negros, brancos e indígenas, homens e mulheres – que estiveram juntos na luta por justiça social! Todos nós temos o dever de cuidar e cobrar a valorização deste patrimônio internacional!

Atenciosamente,

 

Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô /APN-AL